Perguntam-me não raras vezes:
- "Qual o livro de José Saramago que mais gostaste de ler?"
A resposta que pode ser dada a cada momento:
- "Impossível de dizer... não sei responder, não seria justo para com outros (livros) não nomeados. Mas uma coisa sempre soube. Uma obra de Saramago, enquanto "pseudo ser vivo" ou com "gente dentro" tem que me raptar, prender-me, não me deixar sair de dentro das suas páginas. Fazer de mim um refém, e só me libertar no final da leitura... mesmo ao chegar à última página. Aí, o "Eu" leitor que se mantém refém, liberta-se da "gente que a obra transporta dentro" e segue o seu caminho.
Mas segue um caminho que se faz caminhando, conjuntamente com mais uma família"

Rui Santos
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

«A Maior Flor do Mundo», de José Saramago em destaque na revista "Visão Júnior"

Capa da edição Caminho Leya de 2013 com ilustrações de André Letria

Este conto infanto-juvenil publicado em 2001 foi apresentado com ilustrações de João Caetano e mais recentemente com os desenhos de André Letria.

O artigo da revista "Visão Júnior" pode ser recuperado e consultado aqui

"E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?

O autor começa por dizer que não sabe escrever para os mais pequenos, mas tem uma ideia para uma história, mesmo com palavras difíceis (mas não muito), e não resiste: desata a contá-la. Era uma vez um menino que vivia aventuras que o levavam a percorrer muitos caminhos, a seguir um rio, a saltitar entre as árvores, a atravessar o mundo todo. Um dia descobriu uma flor já murcha, prestes a morrer, e é então que decide salvá-la e fazer dela a maior do mundo.
Livro nomeado para o 1.º e 2.º ciclo"

domingo, 23 de outubro de 2016

"A Maior Flor do Mundo" conto infantil de José Saramago catalogado pela "The White Ravens International Youth Library"

"The White Ravens - International Youth Library
A Selection of International Children's and Youth Literature"



Pode ser consultado aqui 



"A maior flor do mundo"
(The biggest flower in the world)

Saramago, José (text)
Letria, André (illus.)
Porto: Porto Editora, 2015. – [48] p.
ISBN 978-972-0-72821-0
the first edition containing these illustrations (Ed. Caminho, 2013) is no longer available
Love of nature  | Children's literature  | Storytelling  | Simplicity

White Ravens issue: 2016
Reading age: 6+

"Nobel Prize-winner José Saramago (1922-2010) plays a double game in this story: he first laments his inability to write for children, because he can’t write in a simple way. If only he could do so, he would write the most beautiful of all children’s stories – he then proceeds to explain what would happen in that story, were he but able to write it… Finally, Saramago does go on to tell a “real” story, delicate and touching, about a boy who saves a flower from dying of thirst high on a mountain, which then becomes the biggest flower in the world. It is a great story for adults and children alike about the art of storytelling and writing, the art and beauty of simplicity and about a child who surpasses himself. The text, first published in 2001 with illustrations by João Caetano, here is newly interpreted by illustrator André Letria. Part straightforward, part mysterious and poetically powerful, his illustrations truly complement the great author’s literary masterstroke."

sábado, 13 de agosto de 2016

“A maior flor do mundo” livro recomendado para o 4.º ano - Plano Nacional de Leitura 2016 - Ilustração de Inês Oliveira

Capa da edição - Porto Editora

"E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura 
obrigatória para os adultos? 
Seriam eles capazes de aprender realmente o que há 
tanto tempo têm andado a ensinar?"

A informação pode ser recuperada e consultada, aqui

"A partir de setembro, A maior flor do mundo passa a integrar a coleção Educação Literária da Porto Editora que “reúne obras de leitura obrigatória e recomendada no Ensino Básico e Ensino Secundário e referenciadas no Plano Nacional de Leitura.”

O conto de José Saramago junta-se, assim, a O Gigante Egoísta e o Príncipe Feliz de Oscar Wilde, e à Seleção de Contos de Andersen, publicados nesta coleção para o 4º ano.

Esta nova edição é ilustrada por Inês Oliveira."

Lista de obras recomendadas para o 4.º ano


domingo, 5 de junho de 2016

"Dançar Saramago" pelo Teatro das Figuras de Faro - 11 a 15 de Julho

Mais informação para consulta, aqui

"De 11 a 15 de julho de 2016
Segunda a Sexta-feira | 9h00-13h00 e 14h00-17h00

Informação sobre os ensaios "OFICINAS DE DANÇA"
Inscrições pelo email rgoncalves@teatrodasfiguras.pt 

Ficha artística e técnica: 
Conceção e orientação: Carla Lopes e Joana Cordeiro"

"Dançar Saramago é uma oficina de movimento concebida a partir do conto para crianças “A maior flor do mundo” de José Saramago, adaptado para cinema, em 2006. Uma história que inspira múltiplas possibilidades, sobretudo a de recontá-la de maneiras diferentes, através da música, da dança e da expressão plástica. A partir da visualização deste filme de animação, propõe-se um conjunto de atividades artísticas que abrem novos caminhos para a criação de outros finais possíveis para a história, incentivando e respeitando a expressão de cada criança participante. 
(Produção: TMF, SM)"

sábado, 2 de abril de 2016

Assinala-se o "Dia Internacional do Livro Infantil" sob inspiração de Hans Christian Andersen (2 de Abril)

Montagem cénica com as três obras de José Saramago,
com destino e vocação infanto-juvenil 

Sinopse das obras referenciadas, aqui

"O Conto da Ilha Desconhecida" - 1998
"Um dia, um homem dirigiu-se à porta do rei para pedir um barco, mas aquela era a porta das petições, e não foi recebido pelo rei.Depois de muita insistência e de a muitas portas bater pelos meandros da burocracia real lá conseguiu que o rei lhe desse , finalmente, o tão desejado barco. A mulher da limpeza do palácio real foi a única tripulação que arranjou e, depois de apetrechado e limpo o barco, dormiram essa noite no cais. Na manhã seguinte baptizaram a embarcação e, pela hora do meio-dia, com a maré, a Ilha Desconhecida fez-se enfim ao mar, à procura de si mesma."

"A Maior For do Mundo" - 2001
"E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? 
Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?"

"O Silêncio da Água" - 2011
"«Voltei ao sítio, já o Sol se pusera, lancei o anzol e esperei. Não creio que exista no mundo um silêncio mais profundo que o silêncio da água. Senti-o naquela hora e nunca mais o esqueci.» José Saramago. A partir de uma recordação de infância, José Saramago compôs uma fábula universal que sobressai pela sua sabedoria. Manuel Estrada, um dos maiores artistas gráficos contemporâneas, recria com mestria toda a profundidade desta história memorável."


"No dia 2 de abril comemora-se em todo o mundo o nascimento de Hans Christian Andersen. A partir de 1967, este dia passou a ser designado por Dia Internacional do Livro Infantil, chamando-se a atenção para a importância da leitura e para o papel fundamental dos livros para a infância." (Fonte: DGLAB)

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

FOLIO 1ª edição do Festival Literário de Óbidos - Destaque para José Saramago nas suas várias vertentes

Através da página da Fundação José Saramago e do Folio Festival Literário, foi apresentada a programação do evento. A 1.ª edição do festival, dá amplo destaque à obra de José Saramago.
Aqui, os principais eventos relacionados, 



"Entre os dias 15 e 25 de outubro a vila de Óbidos será o ponto de encontro de manifestações artísticas em língua portuguesa e castelhana. Na primeira edição do Folio – Festival Literário Internacional de Óbidos, mais de 200 autores e artistas darão voz, ritmo e corpo a dezenas de atividades em redor da palavra.

Além de tertúlias, mesas redondas, aulas e conversas, quem visitar a “vila literária” poderá assistir a espetáculos musicais e teatrais, performances, filmes e exposições.

José Saramago, o único prémio Nobel de Literatura em língua portuguesa, será recordado com uma série de iniciativa ao longo dos 11 dias de festival, são elas:

No dia 15 de outubro, às 18h, na galeria Museu Abílio, o fotógrafo João Francisco Vilhena inaugura a exposição de fotografia e instalações intitulada 20 anos Ensaio Sobre a Cegueira.

No mesmo dia 15, também às 18h, na Casa Porto da Vila, André Letria inaugura uma exposição com as suas ilustrações feitas para o livro A Maior Flor do Mundo, de José Saramago.

No dia 17, às 22h, o grupo teatral Acert/Trigo Limpo apresenta, na Igreja de Santiago, o livro/cd “A viagem do Elefante”, a partir do livro homónimo de José Saramago.

No dia 22, o escritor Gonçalo M. Tavares, Prémio José Saramago, dará uma aula que terá como ponto de partida o romance Ensaio sobre a Cegueira. O escritor abordará vários tipos de cegueira na literatura e nas artes.

No dia 24, às 20h, o cantautor Luis Pastor apresentará o seu disco Nesta esquina do tempo, a partir de poemas de José Saramago.

No dia 25, último dia do festival, às 15h, será exibido o filme José e Pilar, do realizador Miguel Gonçalves Mendes. Sérgio Machado Letria, diretor da Fundação José Saramago, estará presente para apresentar a obra.

Durante os dias do festival a companhia Acert/Trigo Limpo estará na vila de Óbidos com o seu elefante Salomão, personagem da adaptação A Viagem do Elefante. Atores da Acert farão diariamente performances em torno da obra."

Mais informação e consulta detalhada de todo o programa, pode ser acedido aqui via página oficial do Folio Festival Internacional de Óbidos, em http://foliofestival.com/



"Manifesto
Todos os livros se escolhem pelo primeiro parágrafo. 
O Folio é o nosso.
Folio é o primeiro capítulo de um projeto ambicioso. É nele que se está a escrever a história de uma Vila Literária que se transforma num dos lugares obrigatórios para a literatura mundial. O Folio é onde se apresenta Óbidos Vila Literária. É a sua capa e o maior cartaz.

Mas Óbidos já era a Vila Literária mesmo quando ainda lá não havia livros. Há três anos eles chegaram. O projeto Folio é a expressão maior de quem fez da literatura e dos livros, durante décadas, a sua profissão.

O Folio é o projeto – e a marca – mais importante para uma terra que escolhe a Literatura e os livros como bandeira. Uma terra que pelas suas características e história únicas é, ela própria, também um best seller.

Nesta primeira edição (Out 15 – 25) o Folio prepara-se para receber 200 autores em 11 dias, portugueses e estrangeiros. Alguns nomes maiores da literatura mundial. São 11 dias em que o verbo “literar” enche páginas de livros e as ruas de Óbidos com música, teatro, performance, cinema, tertúlias, mesas redondas e exposições.

Depois do Folio acabar, para voltar no ano seguinte, a Vila Literária continua. Essa nunca pára.

Todos os livros se escolhem pelo primeiro parágrafo. O Folio é o nosso."



quarta-feira, 17 de junho de 2015

"História de uma flor" post colocado no livro/blog "O Caderno 2" - 25 de Maio de 2009


Pode ser visualizado aqui, via YouTube 

E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos?
Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?

Pode ser consultado e lido, aqui 
em http://caderno.josesaramago.org/42904.html

"História de uma flor"
"Aí pelos começos dos anos 70, quando eu ainda não passava de um escritor principiante, um editor de Lisboa teve a insólita ideia de me pedir que escrevesse um conto para crianças. Não estava eu nada certo de poder desobrigar-me dignamente da encomenda, por isso, além da história de uma flor que estava a morrer à míngua de uma gota de água, fui-me curando em saúde pondo o narrador a desculpar-se por não saber escrever histórias para a gente miúda, a quem, por outro lado, diplomaticamente, convidava a reescrever com as suas próprias palavras a história que eu lhes contava. O filho pequeno de uma amiga minha, a quem tive o desplante de oferecer o livrinho, confirmou sem piedade a minha suspeita: “Realmente”, disse à mãe, “ele não sabe escrever histórias para crianças”. Aguentei o golpe e tentei não pensar mais naquela frustrada tentativa de vir a reunir-me com os irmãos Grimm no paraíso dos contos infantis. Passou o tempo, escrevi outros livros que tiveram melhor sorte, e um dia recebo uma chamada telefónica do meu editor Zeferino Coelho a comunicar-me que estava a pensar em reeditar o meu conto para crianças. Disse-lhe que devia haver um engano, porque eu nunca tinha escrito nada para crianças. Quer dizer, havia esquecido totalmente o infausto acontecimento. Mas, há que dizê-lo, foi assim que começou a segunda vida de “A maior flor do mundo”, agora com a bênção das extraordinárias colagens que João Caetano fez para a nova edição e que contribuíram de maneira definitiva para o seu êxito. Milhares de novas histórias (milhares, sim, não exagero) foram escritas nas escolas primárias de Portugal, Espanha e meio mundo, milhares de versões em que milhares de crianças demonstraram a sua capacidade criadora, não só como pequenos narradores, também como incipientes ilustradores. Afinal, o filho da minha amiga não tivera razão, o conto, de transparente simplicidade, havia encontrado os seus leitores. Mas as coisas não ficaram por aqui. Há alguns anos, Juan Pablo Etcheverry e Chelo Loureiro, que vivem na Galiza e trabalham em cinema, procuraram-me com o objectivo de fazer da “Flor” uma animação em plasticina, para a qual Emilio Aragón já tinha composto uma bela música. Pareceu-me interessante a ideia, dei-lhes a autorização que pediam e, passado o tempo necessário, inútil dizer que depois de muitos sacrifícios e dificuldades, o filme foi estreado. Eu próprio apareço nele, de chapéu e bastante favorecido na idade. São quinze minutos da melhor animação, que o público tem aplaudido em salas e festivais de cinema, como foram, no passado recente, os casos de Japão e Alasca. Como foi igualmente o prémio que acaba de lhe ser atribuído no Festival de Cinema Ecológico de Tenerife, felizmente ressurgido de uma paragem forçada de alguns anos. Chelo veio a nossa casa, trouxe-nos o prémio, uma escultura representando uma planta que parece querer ascender até ao sol e que, muito provavelmente, irá continuar a sua existência na Casa dos Bicos, em Lisboa, para mostrar como neste mundo tudo está ligado a tudo, sonho, criação, obra. É o que nos vale, o trabalho."

José Saramago, em "O Caderno 2"
Caminho, 25 de Maio de 2009

sábado, 23 de maio de 2015

Aprsentação da peça de teatro "A Maior Flor e Outras Histórias Segundo José" - dia 23/05 na Fundação José Saramago



Informação via página da Fundação José Saramago, aqui
em http://www.josesaramago.org/2305-apresentacao-de-a-maior-flor-e-outras-historias-segundo-jose/

"Mais sobre a obra:
Inspirado na obra de José Saramago e tendo como base de trabalho dramatúrgico o seu livro A Maior Flor do Mundo, o Teatro Art´Imagem apresenta uma peça de teatro para ser vista por adultos e crianças em conjunto. Uma boa oportunidade para homenagear e divulgar o autor e a sua obra, na esteira do Teatro Art´Imagem cujo lema tem sido apresentar os grandes autores e textos da literatura universal, transformando-os em teatro.

Acrescentando outros textos que vão desde As Pequenas Memórias aos contos Deste Mundo e do Outro, dos Cadernos de Lanzarote aos Poemas Possíveis e ao Discurso de aceitação do Prémio Nobel, ao aparecimento de personagens literárias inesquecíveis do universo do autor, como o par Blimunda e Baltazar, os Sete Sóis e Sete Luas, do Memorial do Convento, a Mulher do Médico e o Cão das Lágrimas, de O Ensaio Sobre a Cegueira, até às criaturas reais, mais ou menos fantasiadas, que povoaram a sua infância, como os seus avós Jerónimo e Josefa e outros familiares, bem como as recordações do que era viver, trabalhar e brincar na aldeia de Azinhaga do Ribatejo, ao despertar dos primeiros amores. Dois actores, uma mulher e um homem, interpretam e representam em palco e na plateia, as palavras e acções escritas e descritas pelo autor, ganhando estas outra dimensão artística de comunicação e partilha. Há corpos em presença, olhos que se cruzam, pessoas de corpo presente, membros que se tocam, vozes que se ouvem, respirações e tempos comuns entre espectadores e artistas, acção dramática, movimento e vida em misturando-se teatro e literatura, palavras e actos, deambulação e realidade, sentimentos, medos e perguntas, recordações e memórias. Em palco toda a humanidade que Saramago descreve e defende nos seus romances e na sua própria vida, à procura de um mundo diferente, melhor."



Aqui via Teatro Art'Imagem, aqui 

"A MAIOR FLOR E OUTRAS HISTÓRIAS SEGUNDO JOSÉ"

«Havia uma aldeia e um menino (ou uma menina?).
Havia também os avós com quem a menina (menino?) vivia, mais os vizinhos.
Um dia sai o menino (menina?) pelos fundos do quintal e toca a andar, toca a andar.
Caminhou, caminhou, correu, correu, parou, parou...
Até que chegou ao limite das terras até onde se aventurara sozinha ( sozinho?).
– Vou ou não vou?
Foi!
À descoberta de si, à descoberta do mundo.»

Inspirado na obra de José Saramago e tendo como base de trabalho dramatúrgico o seu livro para crianças “A Maior Flor do Mundo”, o Teatro Art´Imagem apresenta uma peça de teatro para ser vista por adultos e crianças em conjunto. Uma boa oportunidade para homenagear e divulgar o autor e a sua obra, na esteira do Teatro Art´Imagem cujo lema tem sido apresentar os grandes autores e textos da literatura universal, transformando-os em teatro. 
Acrescentando outros textos que vão desde “Pequenas Memórias” aos contos “Deste Mundo e do Outro”, dos “Cadernos de Lanzarote” aos “Poemas Possíveis” e ao Discurso de aceitação do Prémio Nobel, ao aparecimento de personagens literárias inesquecíveis do universo do autor, como o par Blimunda e Baltazar, os Sete Sóis e Sete Luas, do “Memorial do Convento”, a Mulher do Médico e o Cão das Lágrimas, de “O Ensaio Sobre a Cegueira”, até às criaturas reais, mais ou menos fantasiadas, que povoaram a sua infância, como os seus avós Jerónimo e Josefa e outros familiares, bem como as recordações do que era viver, trabalhar e brincar na aldeia de Azinhaga do Ribatejo, ao despertar dos primeiros amor. Dois actores, uma mulher e um homem, interpretam e representam em palco e na plateia, as palavras e acções escritas e descritas pelo autor, ganhando estas outra dimensão artística de comunicação e partilha. Há corpos em presença, olhos que se cruzam, pessoas de corpo presente, membros que se tocam, vozes que se ouvem, respirações e tempos comuns entre espectadores e artistas, acção dramática, movimento e vida em misturando-se teatro e literatura, palavras e actos, deambulação e realidade, sentimentos, medos e perguntas, recordações e memórias. Em palco toda a humanidade que Saramago descreve e defende nos seus romances e na sua própria vida, à procura de um mundo diferente, melhor.

Ficha artística e técnica

» Inspirado na Obra de José Saramago 
» Dramaturgia e encenação José Leitão 
» Interpretação Daniela Pêgo e Flávio Hamilton
» Pintura Agostinho Santos
» Música Alfredo Teixeira
» Cenário Fátima Maio, José Leitão e José Lopes 
» Figurinos e adereços Fátima Maio
» Apoio ao movimento Renato Vieira e Ana Lígia
» Desenho de Luz Leunam Ordep
» Operação Técnica Sandra Sousa

» Produção Sofia Leal

Classificação Etária: M/6
Duração Aproximada: 50m

104ª Criação do Teatro Art'Imagem - 2014

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Livros infantis pelo punho de José Saramago - Imagem Cénica

Dia Internacional do Livro Infantil

... porque todas as crianças devem ser felizes, 
crescer em ambientes socialmente saudáveis, 
com acesso aos cuidados médicos necessários,
disponham de acesso ao sistema de ensino,
devam ser protegidas de todas e quaisquer ameaças,
cuidadas e orientadas em família e junto dos seus pares...
... porque todas as crianças têm direito à construção do seu mundo e das suas fantasias...

Deixemos e proporcionemos que as crianças possam navegar nos rios
e mares do faz de conta, que caminhem pelas montanhas de onde se consegue tocar as nuvens, que construam todas as naves espaciais para poderem viajar para lá do que conhecemos, e só elas sabem onde fica... 

Viva o "Dia Internacional do Livro Infantil"
Viva todas as crianças 



Montagem cénica, com as 3 obras de José Saramago, conjuntamente com um conjunto de bandeiras imaginadas pelo Ódin Santos (8 anos) e alguns pequenos brinquedos...

"A Maior Flor do Mundo" - Caminho 2001 (Ilustrações de João Caertano

"O Silêncio da Água" - Caminho 2011 (Ilustração de Manuel Estrada), conto retirado da obra "Pequenas Memórias de 2006

"O Conto da Ilha Desconhecida" - Caminho 1999 (Ilustração de Bartolomeu dos Santos)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Pilar del Río narradora em "La flor más grande del mundo" - Musicado por Emilio Aragón (6/11/2004)


Emilio Aragón le puso música al cuento de José Saramago "La flor más grande del mundo". 
Teatro Real de Madrid, 6 de noviembre 2004
Música: Emilio Aragón
Texto: José Saramago
Orquesta: Escuela de la Orquesta Sinfónica de Madrid
Narradora: Pilar del Rio

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Teatro Art'Imagem apresenta "A Maior Flor e outras Histórias segundo José"


Via Fundação José Saramago
"De 2 a 7 de dezembro, no Fórum da Maia, o grupo Teatro Art´Imagem 
apresenta o espectáculo "A maior flor e outras histórias segundo José" 
Mais informações em: www.teatroartimagem.org



«Havia uma aldeia e um menino (ou uma menina?).
Havia também os avós com quem a menina (menino?) vivia, mais os vizinhos.
Um dia sai o menino (menina?) pelos fundos do quintal e toca a andar, toca a andar.
Caminhou, caminhou, correu, correu, parou, parou...
Até que chegou ao limite das terras até onde se aventurara sozinha ( sozinho?).
– Vou ou não vou?
Foi!
À descoberta de si, à descoberta do mundo.»

Inspirado na obra de José Saramago e tendo como base de trabalho dramatúrgico o seu livro para crianças “A Maior Flor do Mundo”, o Teatro Art´Imagem apresenta uma peça de teatro para ser vista por adultos e crianças em conjunto. Uma boa oportunidade para homenagear e divulgar o autor e a sua obra, na esteira do Teatro Art´Imagem cujo lema tem sido apresentar os grandes autores e textos da literatura universal, transformando-os em teatro. 
Acrescentando outros textos que vão desde “Pequenas Memórias” aos contos “Deste Mundo e do Outro”, dos “Cadernos de Lanzarote” aos “Poemas Possíveis” e ao Discurso de aceitação do Prémio Nobel, ao aparecimento de personagens literárias inesquecíveis do universo do autor, como o par Blimunda e Baltazar, os Sete Sóis e Sete Luas, do “Memorial do Convento”, a Mulher do Médico e o Cão das Lágrimas, de “O Ensaio Sobre a Cegueira”, até às criaturas reais, mais ou menos fantasiadas, que povoaram a sua infância, como os seus avós Jerónimo e Josefa e outros familiares, bem como as recordações do que era viver, trabalhar e brincar na aldeia de Azinhaga do Ribatejo, ao despertar dos primeiros amor. Dois actores, uma mulher e um homem, interpretam e representam em palco e na plateia, as palavras e acções escritas e descritas pelo autor, ganhando estas outra dimensão artística de comunicação e partilha. Há corpos em presença, olhos que se cruzam, pessoas de corpo presente, membros que se tocam, vozes que se ouvem, respirações e tempos comuns entre espectadores e artistas, acção dramática, movimento e vida em misturando-se teatro e literatura, palavras e actos, deambulação e realidade, sentimentos, medos e perguntas, recordações e memórias. Em palco toda a humanidade que Saramago descreve e defende nos seus romances e na sua própria vida, à procura de um mundo diferente, melhor.



Ficha artística e técnica

» Inspirado na Obra de José Saramago 
» Dramaturgia e encenação José Leitão 
» Interpretação Daniela Pêgo e Flávio Hamilton
» Pintura Agostinho Santos
» Música Alfredo Teixeira
» Cenário Fátima Maio, José Leitão e José Lopes 
» Figurinos e adereços Fátima Maio
» Apoio ao movimento Renato Vieira e Ana Lígia
» Desenho de Luz Leunam Ordep
» Operação Técnica Sandra Sousa

» Produção Sofia Leal

Classificação Etária: M/6
Duração Aproximada: 50m

104ª Criação do Teatro Art'Imagem - 2014



Data e local de apresentação

Estreia: 28 de Maio de 2014 e temporada até 7 de Junho de 2014, no Teatro do Campo Alegre, Porto.



segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Haverá definição para "Filho"?




"Filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. 
Isto mesmo ! 
Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo correctamente e do medo de perder algo tão amado. 
Perder? 
Como? 
Não é nosso, recordam-se? 
Foi apenas um empréstimo!"

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Resignação... falta ao povo a mente "Desassossegada"

(Ilustração na obra "A Maior Flor do Mundo - Conto Infantil)

Revista Visão
José Carlos de Vasconcelos
16 de Janeiro de 2003

(...)
Não farás mais política, segues as coisas, e pelos vistos com tristeza.
Com imensa tristeza. Eu pergunto-me todos ou quase todos os dias: o que se passa com os portugueses? A imagem que eu tenho, e que me é dada pela comunicação social, é de haver uma dominante tão pequena, tão baixa, tão reles! Então, para não dizerem que não sou patriota, todos os dias me lembro da célebre frase do Almeida Garrett: « A terra é pequena e a gente que nela vive também não é grande». E porque não somos grandes? Porque não somos maiores do que aquiloo que - tirando alguns momentos em que fazemos coisas notáveis, que não estavam no 'programa' - parece ser o  nosso destino histórico?
Porque nos resignamos tanto? Porque estamos nesta coisa do «quem vier atrás que feche a porta«? Ou, para usar a linguagem mais grosseira: «Pelo tempo que hei-de estar no convento, cago-lhe e mijo-lhe dentro». E o convento é isto - a vida, o País, a relação social. (...)

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A Maior Flor do Mundo - Conto Infantil




E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos?
Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?