Perguntam-me não raras vezes:
- "Qual o livro de José Saramago que mais gostaste de ler?"
A resposta que pode ser dada a cada momento:
- "Impossível de dizer... não sei responder, não seria justo para com outros (livros) não nomeados. Mas uma coisa sempre soube. Uma obra de Saramago, enquanto "pseudo ser vivo" ou com "gente dentro" tem que me raptar, prender-me, não me deixar sair de dentro das suas páginas. Fazer de mim um refém, e só me libertar no final da leitura... mesmo ao chegar à última página. Aí, o "Eu" leitor que se mantém refém, liberta-se da "gente que a obra transporta dentro" e segue o seu caminho.
Mas segue um caminho que se faz caminhando, conjuntamente com mais uma família"

Rui Santos
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quinta-feira, 19 de abril de 2018

"Visita à Casa de José Saramago" reportagem publicada pelo blog "O Melhor Blog do Mundo" em 16/11/2017

Recuperamos o post de "O Melhor Blog do Mundo" (16/20/2017) que relata a visita dos bloggers a Lanzarote, mais propriamente "A Casa" em Tías.

Pode ser recuperado aqui 
em https://omelhorblogdomundo.blogs.sapo.pt/visita-a-casa-de-jose-saramago-145146

O blog é de visita obrigatória, não só para quem gosta de viajar e conhecer novas paragens, como para quem ainda não teve a oportunidade de atravessar fronteiras e assim alimentar o sonho.
As reportagens fotográficas são acompanhadas de excelentes dicas e fotografias muito bem escolhidas.
https://omelhorblogdomundo.blogs.sapo.pt/
https://www.facebook.com/omelhorblogdomundo/
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https://www.instagram.com/omelhorblogdomundo/

"Hoje, 16 de Novembro, a data de aniversário do "nosso" Nobel da Literatura José Saramago, recordamos o dia em que visitámos "A Casa", forma como é conhecida a casa que foi o refúgio de Saramago desde 1993 até à sua morte, em Tías na ilha de Lanzarote.

Todas as fotografias estão publicadas no link indicado 
e têm créditos aos respectivos bloggers

"Terá sido em Maio de 1991 que Saramago e Pilar se deslocaram a Tenerife para uma conferência, aproveitando a viagem, foram até Lanzarote para visitar os cunhados de Pilar e terá sido nessa ocasião que Saramago se deslumbrou com a paisagem da ilha. Nesse momento, Saramago e Pilar decidiram fixar a residência naquele local construindo a Casa e mais tarde a biblioteca.

"A Casa" de Saramago abriu ao público 9 meses após a sua morte, obedecendo à lógica poética do romance da sua autoria "O Ano da Morte de Ricardo Reis", onde a personagem Ricardo Reis tem uma conversa com Fernando Pessoa, que está morto, e lhe explica que são precisos nove meses para que os vivos se esqueçam dos mortos.

A visita é feita com o auxílio do áudio-guia que, pelos textos criados por Pilar, nos relata pormenores da vida profissional e pessoal de Saramago, à medida que vamos avançando pelas divisões da casa.

A Sala
Antes de entrarmos na sala, passamos pelo hall de entrada onde, entre muitos objectos e pinturas, é possível ver um relógio que está parado nas 16h, hora em que Saramago conheceu Pilar.

A sala era lugar de descanso, com uma janela com vista para o mar que rodeia a ilha, que para Saramago e recordando palavras de César Manrique, era "a melhor obra". As paredes são revestidas com quadros relacionados com as suas obras.

O Escritório
Foi sobre a mesa de pinho que ainda hoje lá está que escreveu as obras "Ensaio sobre a cegueira" e "Os Cadernos de Lanzarote". Em frente à secretária num móvel de madeira mexicana, estão retratos dos seus avós, pais, da sua filha, dos netos e da esposa. Na parede está uma cópia do Prémio Nobel.

O Quarto
Foi aqui que no dia 18 de Junho de 2010, após tomar o pequenos almoço e ter voltado para a cama para descansar mais um pouco, acabou por descansar para sempre, com a mesma simplicidade que pautou a sua vida.

A Cozinha
Para Saramago, a cozinha era um local de convívio, por vezes trabalho, tertúlias prolongadas, um local onde gostava de receber os seus amigos. Nesta cozinha passaram algumas figuras muito conhecidas como Mário Soares, José Luis Rodríguez Zapatero, Bernardo Bertolucci, Susan Sontag, Juan Goytisolo, Carlos Fuentes, Álvaro Siza Vieira, Ángeles Mastretta, Pedro Almodóvar, entre outros.

Podemos admirar peças que Saramago foi adquirindo nas suas viagens pelo mundo e como Saramago faria, somos convidados a beber um saboroso café português, que bem que nos soube!

O Jardim
O jardim pode-se dizer que deu alguma luta, o solo necessitou de algum trabalho e foi preciso transportar terra para aquela zona para que Saramago pudesse dar início ao seu Jardim. Começou pelas palmeiras porque são nativas, pinheiros canários, uma romãzeira de Granada e dois marmeleiros. Depois continuou com um Olmo, uma sobreira cuja semente Saramago levou de Portugal, duas oliveiras portuguesas e duas oliveiras andaluzas. Era aqui que se costumava sentar e "gostava de sentir o vento, saber-se vivo, olhar o mar, pensar que o mundo pode ter remédio, que a humanidade que trazemos em nós deve prevalecer sobre a maldade".

A Sala de Reuniões
Foi pensada inicialmente para as reuniões da direcção da Fundação José Saramago, no entanto, a Fundação tem a sua sede em Portugal. Acabou por servir mais de sala de refeições quando os encontros se prolongavam ou de sala de conferências.

Nas paredes da sala é possível admirar algumas obras de arte como uma gravura do Prémio Nobel de Literatura Gao Xingjian, um desenho de Alberti ou uma paisagem da Islândia de Ildefonso Aguilar, país pelo qual Saramago sentia grande afecto.

A Biblioteca
"Uma casa feita de livros" era a descrição que Saramago fazia da sua casa. Segundo as suas palavras "esta biblioteca não nasceu para guardar livros, mas sim para acolher pessoas" e os livros, há que abri-los com cuidado, porque têm dentro o autor, com toda a sua sensibilidade, com tudo o que o fez ser único e irrepetível.

Aqui, por trás da sua cadeira, está um quadro do pintor checo Jiri Dokoupil, que retrata o casal em desenhos feitos com fumo de vela e tinta amarela. A biblioteca conta um acervo de cerca de 16 mil livros, entre outros objectos e muitas fotografias. 

A Oliveira
Esta oliveira fez a viagem de avião num pote entre as pernas de Saramago. Não se sabia se ia resistir ao solo árido da ilha mas esta oliveira alentejana provou que se aguentaria e apresenta-se frondosa e verde. Hoje, recebe os visitantes desta fantástica casa museu!

A Casa está aberta de segunda-feira a sábado das 10h às 14h e os bilhetes custam 8€.

Fizemos a visita no último dia de férias mesmo antes de ir para o aeroporto e adorámos, os textos do áudio-guia transportam-nos para o dia-a-dia de Saramago, como se estivessemos a passar uma manhã na casa de um amigo.

Se puderem, não percam a oportunidade de visitar.

Bons passeios!"














terça-feira, 6 de março de 2018

"Ocurrió hace 25 años" via "A Casa José Saramago" em Tías Lanzarote (05/03/2018)

Pode ser consultado e recuperado aqui 

"Ocurrió hace 25 años"

Pilar del Río
Hace 25 años, en enero de 1993, José Saramago entró a vivir en su casa de Lanzarote. Todavía quedaban algunos trabajos por acabar, de modo que tenía que amanecer temprano para no entorpecer a carpinteros o pintores y sobre todo para evitar el triste espectáculo de sumar bata y pijama al desconcierto de fin de obras. Con impaciencia de propietario primerizo contaba las horas y las tareas pendientes varias veces al día hasta que a últimos de enero la casa fue oficialmente entregada. En febrero, cuando San Blas, tuvo lugar la primera gran cena: amigos, familia y los trabajadores que habían levantado los muros y puesto el suelo celebraron, en glorioso batiburrillo, el portento de concluir en seis meses una vivienda que fue pensada para ser lugar de retiro y trabajo y acabó siendo, ahora lo sabemos, un centro emisor de ideas y un refugio de personas de todo el mundo. El proyecto Lanzarote era ya, en enero de 1993, una realidad incuestionable, el lugar que José Saramago eligió para volver a nacer, su casa.

El comienzo de la historia
El 24 de abril de 1992 el periodista Torcato Sepulveda telefoneó a José Saramago para pedirle un comentario sobre la presión que el gobierno portugués estaba realizando ante tres instituciones culturales que deberían proponer varios títulos para representar la cultura del país en un premio europeo. José Saramago desconocía el hecho, nunca había oído hablar del premio y atribuyó las supuestas presiones a malentendidos propios de la falta de información, por eso decidió no opinar. Tuvo que hacerlo más tarde, cuando el mismo periodista consiguió reconstruir la historia que acabó siendo un escándalo en Europa. El gobierno de Portugal, así, en bloque , ya que colegiadamente apoyó la decisión del ministerio de cultura, eliminó de la lista de libros presentada por las instituciones culturales una obra de José Saramago porque, alegaban, ofendía a los portugueses y además el autor era comunista. También, en un gesto desesperado de alejarse del papel de inquisidores políticos y de costumbres, intentaron justificar el acto de censura argumentando que el libro estaba mal escrito. El libro en cuestión es “El evangelio según Jesucristo”…

En esta situación a José Saramago no le quedaba más remedio que alejarse de la imagen que el gobierno proyectaba. El lugar no podía ser otro que una isla del sur, balsa de piedra donde llegaran las voces de las personas pero no los ruidos interesados que provoca el poder para aumentar su impunidad. Se alejó del bochorno gubernamental sin presentir el impacto de la decisión.

De la estatua a la piedra
Vivir en Lanzarote, en una casa hecha de libros, según su definición, tuvo importancia en la vida privada de José Saramago, hecho que pertenecería a su estricta intimidad, y fue decisivo para su trabajo como escritor, como reflexionaría más tarde en una conferencia que pronunció en Turín, y que posteriormente fue publicada en portugués y español en el volumen “La estatua y la piedra”. Al ser humano que nada le era ajeno, el paisaje volcánico de Lanzarote no podría pasarle inadvertido, por el contrario, se le introdujo en su sensibilidad y en su forma de escribir provocando una madurez distinta de la que tal vez intuyeran los observadores más sagaces:

Con este libro acabó la estatua. A partir del Evangelio según Jesucristo, y esto lo sé ahora, que el tiempo ha transcurrido, empezó otro periodo de mi vida de escritor, en el que he desarrollado en trabajo y nuevos horizontes literarios, disponiendo por lo tanto de elementos de juicio que me dan pie para afirmar con convicción plena que hubo un cambio importante en mi oficio de escribir. No hablo de calidad, hablo de perspectiva. Es como si desde Manual de pintura y caligrafía hasta El Evangelio según Jesucristo, durante catorce años, hubiese estado dedicado a describir una estatua. Y ¿qué es la estatua? La estatua es la superficie de la piedra, el resultado de retirar piedra de la piedra. Describir la estatua, el rostro, el gesto, los ropajes, la figura, es describir el exterior de la piedra, y esa descripción es, metafóricamente, lo que encontramos en las novelas a las que me vengo refiriendo. Hasta que no terminé El Evangelio no me di cuenta de que había estado describiendo estatuas. Tuve que entender el mundo nuevo que se me presentaba al abandonar la superficie de la piedra y pasar a su interior y eso aconteció con Ensayo sobre la ceguera. Comprendí entonces que algo había concluido en mi vida de escritor y que algo diferente estaba comenzando.

Más adelante haría referencia a la austeridad del paisaje de Lanzarote, esa belleza que le retaba como si la tierra estuviera en su primer día y hubiera que darle sentido deteniéndose en ella, más que nombrándola. José Saramago se asomaba a los cráteres de Lanzarote tratando de ver el interior de la piedra. En el silencio de esos espacios ásperos encontraba la palabra precisa que no necesita imágenes para ser y ser rotundamente. La aridez de Lanzarote modeló a José Saramago de tal forma que pudo formular todas las preguntas y escribir libros universales en un espacio que cabe en todos los imaginarios. El destino que acabó siendo Lanzarote le estaba reservado para el momento en que, tras reflexionar sobre los orígenes fundacionales de la civilización occidental en El evangelio según Jesucristo, entendiera que tenía que empezar otra vez. La isla que nunca intuyó, ni siquiera cuando condujo la península ibérica por los mares del sur en A jangada de pedra, le ofreció a José Saramago el marco adecuado para su crecimiento. Ensayo sobre la ceguera fue la primera estación de un recorrido que suma 21 título, hasta Caín o la inconclusa meditación sobre la ética de la responsabilidad que es Alabardas, alabardas, espingardas, espingardas.

La casa contada  
En Lanzarote, José Saramago pudo “contar los días con los dedos y encontrar la mano llena”, como escribió para sus diarios, los Cuadernos de Lanzarote. La casa no era la residencia en la tierra de Pablo Neruda, era la tierra misma, en la que plantó árboles (bien verdad que poco adecuados para el clima) y saltó, el 24 de junio, las hogueras de San Juan en las que ardían ideas viejas mezcladas con proyectos futuros, como manda la tradición por una vez cumplida. En esa casa, en la que siempre sonaba música, había olor a pan tostado por las mañanas y a café que llegaba de Portugal a cualquier hora del día. José Saramago dedicaba las mañanas a la lectura, a la correspondencia, a los prólogos para amigos, a los artículos de prensa que la responsabilidad le imponía y por las tardes se empleaba en sus libros con meticulosidad y empeño, sin romanticismo, con la conciencia de estar haciendo un trabajo del que solo él era responsable y sin embargo le exigía no rebajar un idioma y una cultura. Escribía hasta que llegaba la noche: entonces la casa dejaba de ser trabajo y volvía a ser lugar de encuentro y comunicación, conversaciones en la cocina, amigos y voces que nunca fueron moderadas porque en esa casa se desterró la moderación. Tampoco se cerraban la puertas, que eran barreras contra el viento, no obstáculos para impedir el paso de las personas, tantas y de tantos lugares, que allí dejaron conversaciones, miradas, respeto, cariño, inteligencia y sensibilidad: la que ahora sienten quienes viajan a Lanzarote para visitar la casa y reconocer así al autor que ya conocen por su obra.

Todos los libros
Hace veinticinco años que José Saramago se mudó a Lanzarote. Allí plantó su biblioteca y su forma de mirar el mundo y día fue cosechando desde la honestidad literaria y humana que era su norte. Dejó un patrimonio moral distribuido por los cinco continentes y un sin fin de cómplices, los lectores, que comparten su forma de mirar compasiva y sin barreras, herederos de los mejores sueños. En Lanzarote José Saramago escribió La isla desconocida, el personal viaje del ser humano que no se rinde. El paisaje árido y el mar, la casa blanca de carpintería verde y alfombra de piedra, su mesa de pino rústico que enceraba a veces, los perros callejeros de nombres improbables hicieron de José Saramago un hombre feliz." 
(05/03/2018)


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

"A Casa José Saramago" em Tías - Lanzarote

Publicado na página do Facebook em 

INFORMAÇÃO DA PÁGINA
Morada - Calle Los Topes, 3, 35572 Tías, Canarias, Spain
Horário Seg-Sáb: 10:00 – 14:30

Casa Museo José Saramago en la Isla de Lanzarote 

Telefone +34 928 83 30 53
E-mail acasajosesaramago@gmail.com



21 de septiembre de 1996
"Esta mañana, todavía en la cama, entre las nebulosas del primer despertar, tal y como si ante mí fuesen fluctuando piezas sueltas de un mecanismo que, por sí mismas, buscasen sus lugares y se encajasen unas en otras, comencé a distinguir, de un extremo a otro, el desarrollo del enredo de Todos los nombres, esa novela cuyo título nació, en enero, en un avión que aterrizaba en Brasilia, y que, para mostrarse (¿definitivamente?), necesitó que otro avión me trajera hasta Amherst. Estaba pensando, de un modo vago, soñoliento, en los esfuerzos que vengo realizando para encontrar la pista de mi hermano, y de repente, sin ninguna relación aparente, comenzaron a desfilar en mi cabeza los personajes, las situaciones, los motivos, los lugares de una historia que no llegaría a existir (suponiendo que la escriba) si el óbito de Francisco de Sousa hubiera sido registrado en la Conservaduría de Golegã, como debería...".
José Saramago, Cuadernos de Lanzarote II.

domingo, 24 de abril de 2016

"Grândola" cantada por Luis Pastor e João Afonso e restantes companheiros presentes na casa de José Saramago e Pilar del Río em Tías Lanzarote

Relembrar e comemorar Abril - 42 anos de Abril - 1974/2016

Pode ser visualizado via YouTube, aqui

"El sábado de la semana pasada tuvimos la fortuna de conocer a Joao Afonso, el sobrino de José Alfonso. Fué en la biblioteca de Saramago en Tías - Lanzarote. Allí coincidió el grupo de artistas que visitaba la isla con motivo del concierto de Luis Pastor y su nuevo disco Duos. Fue una reunión íntima que terminó acariciada por poemas y canciones. Y no pude evitar coger la cámara y ponerme a grabar para socializar el pasaje." de Fernando Berlín da RadioCable.com

sábado, 9 de abril de 2016

"Nos acercamos a la Casa Museo de José Saramago en Tías, Lanzarote" - Cadane Ser / "Hablar por Hablar" de Macarena Berlín

"Nos acercamos a la Casa Museo de José Saramago en Tías, Lanzarote"

"Tomamos un café con Pilar del Río y paseamos por las distintas estancias de la vivienda que habitó el Premio Nobel de Literatura 18 años de su vida. Y donde escribió algunas obras tan conocidas como "Ensayos sobre la Ceguera" o "Cuadernos de Lanzarote"

Aqui a entrevista

Cadena Ser
Programa "Hablar por Hablar" de Macarena Berlín

(Pilar del Río e Macarena Berlín)

"La vivienda donde el Sr. Saramago pasó los últimos 18 años de su vida, está levantada en una suave ladera sobre territorio volcánico. Se despeina por los vientos elisios y se asoma a playas de arena tostada. Fue construida para cubrir las necesidades de dos familias: la Saramago-Del Río y la Pérez-Fígares-Del Río.

Ya en la puerta, me encuentro un poco incómoda llamando al timbre. No he podido avisar de mi visita con la antelación que hubiese deseado y temo estropearle el sábado a Pilar. Una sensación que se me pasa pronto. Ella misma me abre la puerta, me da un gran abrazo, me mira a los ojos y dice: "Esta es la Berlín que me faltaba".

Pilar Del Río, periodista, compañera del escritor y presidenta de la fundación que lleva su nombre, mantiene vivo el legado del maestro. Su voz, más necesaria que nunca, sale de esta casa, hacia todos los oídos del planeta. Estos días se busca nombre para el Teatro Insular de Lanzarote, y José Saramago se perfila entre los favoritos."



terça-feira, 8 de março de 2016

Presentadas las bases del IV Premio de Narración Corta José Saramago organizado por el IES Tías

A notícia, publicada pelo "El Periodico de Lanzarote", pode ser consultada e lida, aqui


"El Ayuntamiento de Tías, el AMPA Los Fragosos y A Casa José Saramago también colaboran en este certamen literario que está dotado con premios de hasta 350 euros. Podrán participar todos los alumnos de Educación Secundaria de Lanzarote y las obras deberán ser entregadas antes del 12 de abril"

"A Casa José Saramago acogió el pasado viernes la presentación de la cuarta edición del Premio de Narración Corta José Saramago que organiza el IES de Tías en colaboración con la concejalía de Educación del Ayuntamiento de Tías, A Casa José Saramago y el AMPA Los Fragosos. En el acto estuvieron presentes la concejal de Educación de Tías, Aroa Pérez, así como representantes de A Casa José Saramago, del AMPA Los Fragosos y del IES Tías, además de la autora del cartel de este premio narrativo, Mª Teresa Parrilla, alumna del IES Tías.

Durante la presentación de este IV Premio de Narración Corta se dieron a conocer las bases publicadas en la web del Instituto de Tías y que establecen que podrán participar todos aquellos alumnos matriculados en los diferentes centros de Enseñanza secundaria de la isla de Lanzarote, cuyo límite de edad será de 22 años.

Las obras, originales e inéditas, deberán presentarse antes del próximo día 12 de abril y tendrán una temática de libre elección. La extensión no superará las cuatro páginas DIN-A4 con un interlineado de 1.5 y a una sola cara. El tipo de fuente será Times New Roman y el tamaño de la letra, 12.

Los interesados en participar en este certamen literario deberán entregar sus obras en el IES TÍAS en un sobre cerrado con seudónimo, título en el exterior del mismo y año de nacimiento antes del próximo día 12 de abril. En ese sobre se incluirá otro sobre cerrado con el seudónimo en el exterior y adjuntando en el interior el nombre completo del autor/autora, la edad, el curso, el centro educativo y la fotocopia del DNI/NIE.

Un primer premio de hasta 350 euros

En las bases también se establecen dos categorías según edades, una para los nacidos antes de 2000, incluido, con dos premios: un primer premio dotado con 350 euros y un lote de libros del Premio Nobel José Saramago, así como un segundo premio dotado con 200 euros y un lote de libros del mismo escritor. En la segunda categoría para los nacidos a partir de 2001, se otorgará un primer premio dotado con 150 euros y un segundo premio de 100 euros.

Asimismo, el jurado estará compuesto por el profesorado del Departamento de Lengua castellana y Literatura del IES Tías. Dicho jurado podrá declarar desierto cualquiera de los premios. El fallo tendrá lugar el viernes 22 de abril de 2016 y será inapelable."




domingo, 28 de fevereiro de 2016

IV Premio de Narraciones Cortas José Saramago (A Casa José Saramago - Tías, Lanzarote)


Informação via "A Casa José Saramago", aqui

"Ya tenemos cartel para el IV Premio de Narraciones Cortas José‪ #‎Saramago‬ de Lanzarote, 
que presentaremos oficialmente en la biblioteca de A CASA, en Tías, 
el próximo viernes 4 de marzo, a las 18:00 horas."

domingo, 7 de fevereiro de 2016

"A Casa" em Tías - Lanzarote... Uma casa feita de livros

(O relógio parado nas 4 horas e a estatueta)

Mais informação, pode ser consultada aqui
em http://acasajosesaramago.com/pt-pt/a-casa/

“Uma casa feita de livros”: assim definiu José Saramago a vivenda em que passou a maior parte dos seus últimos 18 anos. Construída de raiz para as necessidades de duas famílias, a Saramago-Del Río por um lado, por outro a Pérez-Fígares-Del Río, cúmplices no projecto arquitectónico e na vida. Assim, cruzado o portão de entrada, um pequeno pátio dá acesso às duas vivendas e às zonas comuns. Defronte está a porta da casa de José Saramago."

sábado, 23 de janeiro de 2016

"Grândola Vila Morena" - Saramago, Pilar del Río, Luis Pastor e João Afonso (entre outros) em Tías Lanzarote

Pode ser ouvida via YouTube, aqui 

As palavras de Fernando Berlín da RadioCable (http:www.radiocable.com)
"El sábado de la semana pasada tuvimos la fortuna de conocer a Joao Afonso, el sobrino de José Alfonso. Fué en la biblioteca de Saramago en Tías -Lanzarote-. Allí coincidió el grupo de artistas que visitaba la isla con motivo del concierto de Luis Pastor y su nuevo disco Duos. Fue una reunión íntima que terminó acariciada por poemas y canciones. Y no pude evitar coger la cámara y ponerme a grabar para socializar el pasaje." (30/07/2006) 

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Falecimento de Maria Barroso - Palavras de José Saramago sobre a visita do casal, Mário Soares e Maria de Barroso, a Tías - Lanzarote

Na data em que ocorre o falecimento de Maria Barroso, deixo aqui as palavras de José Saramago sobre a visita do casal, Mário Soares e Maria de Barroso, a Tías - Lanzarote. 

Pilar del Río e Maria Barroso, 
na inauguração da Casa dos Bicos (13/6/12)


"O presidente Mário Soares esteve hoje em Lanzarote. Quando há um ano Pilar e eu fomos a Belém para lhe comunicar que nos mudávamos para as Canárias, disse-mos-lhe: «Se alguma vez tiver de viajar para aqueles lados...» A resposta, simpática: «Lá irei.» Naquela altura pensei que se tratasse de uma promessa política, como tantas outras fadada para o cesto roto dos esquecimentos logo à nascença, mas enganei-me. Mário Soares aproveitou um convite para vir a um encontro de juristas em Tenerife e deu um salto à nossa ilha. Acompanhou-o Maria Barroso, a quem, acaso por efeito da sua conversão ao catolicismo, dei comigo a tratar familiarmente por Maria de Jesus: já no jantar da embaixada em Roma me tinha escapado, uma ou duas vezes, o confiado tratamento, mas disfarcei o lapso protocolar passando imediatamente ao «Dra. Maria Barroso» de sempre. O mais certo, porém, é a conversão não ter tido nada que ver para o caso (a ironia sem maldade é deste momento em que escrevo), e ser o meu «Maria de Jesus», simples-mente, a retribuição natural e equilibrada do seu amistoso «Zé»... Com eles vieram Manuel Alegre (que queria saber, por conta própria e alheia, por que tinha eu decidido viver em Lanzarote: o que viu deu-lhe a resposta), Maryvonne Campinos (o encontro em Tenerife homenageara Jorge Campinos), o embaixador Leonardo Matias, a Estrela Serrano, o Alfredo Duarte Costa. Levámo-los a Timanfaya e à Fundação César Manrique porque não havia tempo para mais: Javier foi um magnífico cicerone, com as datas e os factos na ponta da língua. Al-moçaram depois em nossa casa, com alguns problemas de logística causados por dois convivas não previstos, mas tudo acabou por se resolver. Falou-se da Lisboa Capital Cultural (repeti e aclarei as minhas críticas), de Europa inevitavelmente (tive a melancólica satisfação de ouvir dizer a Mário Soares que partilha hoje de algumas das minhas reservas, antigas e recentes, sobre a União Europeia: «Que será de Portugal quando acabarem os subsídios?», foi sua a pergunta, não minha). Aproveitei a ocasião e permiti-me substituir a pergunta por outras, mais inquietantes: «Para que serve então um país que depende de tudo e de todos? Como pode um povo vi-ver sem uma ideia de futuro que lhe seja própria? Quem manda realmente em Portugal?» Não tive respostas, mas também não contava com elas. A sombra veio e passou, a conversa transferiu-se para temas menos encruzilhados. Passadas estas horas, ainda me custa a acreditar que Mário Soares tenha cá estado em casa. Que voltas teve o mundo de dar, que voltas tivemos de dar nós, ele e eu, para que isto fosse possível. (1 de Março de 1994)

em, "Cadernos de Lanzarote - Diário II
Caminho, página 63 e 64


1989 - José Saramago com Mário Soares, na apresentação do seu livro 
"História do Cerco de Lisboa", no Castelo de São Jorge - Lisboa (Foto © Eduardo Tomé)



quinta-feira, 28 de maio de 2015

"A Casa José Saramago" de Tías Lanzarote lança a iniciativa "TODOS SOMOS SARAMAGO" - 18/06/2015 (5 anos)



Via página do Facebook, aqui 

"Faltan solo 3 semanas para recordar a José Saramago en el homenaje TODOS SOMOS SARAMAGO. ¡Esperamos vuestros vídeos y colaboraciones!

¿Nos ayudáis a difundirlo?
El próximo mes (jueves 18 de junio) se cumplen 5 años sin José ‪#‎Saramago‬. 5 años de ausencia en los que su memoria y su literatura se nos hacen más necesarias que nunca. Desde A Casa hemos pensado hacerle un homenaje libre y abierto a todos sus lectores y amigos. Para ello os invitamos a grabar un vídeo corto (con una cámara de móvil o webcam servirá), de no más de 3 minutos, recitando, cantando o interpretando algún poema o estrofa que os guste de cualquiera de sus libros, y nos los hagáis llegar a nuestro correo: acasajosesaramago@gmail.com

TODOS SOMOS SARAMAGO

No próximo mês (quinta-feira 18 de junho ) reuniu-se cinco anos sem José Saramago. 5 anos de ausência em sua memória e sua literatura nos tornamos mais necessário do que nunca . De A Casa nós tê-lo pensado um tributo gratuita e aberta a todos os leitores e amigos. Para este fim, nós convidamos você para gravar um vídeo curto ( com uma câmera de celular ou webcam irá fazer) , não superior a três minutos, recitando, cantando ou tocando um poema ou verso você gosta de alguns de seus livros, e todos nós devemos fazer chegar nosso e-mail : acasajosesaramago@gmail.com

TODOS SOMOS SARAMAGO"

sábado, 25 de abril de 2015

A Casa José Saramago en Tías, Lanzarote - "Día del Libro 2015: III Premio de Narrativa José Saramago"

Excelente iniciativa que A CASA JOSÉ SARAMAGO (Tías, Lanzarote) realizou. 
Jovens, leitores, por certo, entusiastas da obra de Saramago, estiveram em concurso.

Aqui de deixa a informação.
Aqui se deixa o testemunho e o orgulho por esta iniciativa.

Bem hajam os que caminham...


“Con la misma vehemencia con que reivindicamos los derechos, reivindiquemos también el deber de nuestros deberes. Tal vez así el mundo pueda ser un poco mejor”. 
José Saramago

"María del Río y Pancho Hernández, alcalde de Tías, junto a las ganadoras del Premio"

Pode ser lido e consultado em
http://acasajosesaramago.com/dia-del-libro-2015-iii-premio-de-narrativa-jose-saramago/

"Qué maravillosa tarde vivimos ayer, Día del Libro, en la entrega de premios del III Concurso de Narrativa José Saramago. La Biblioteca recibió la presencia de profesores y alumnos de 12 de los 14 centros de enseñanza secundaria de la isla, así como de Pancho Hernández, alcalde de Tías, y distintas personalidades políticas y culturales de Lanzarote. Asistimos a dos emocionantes horas de música, poesía y relatos cortos, con especial presencia de las figuras de José Saramago, Gunter Grass y Eduardo Galeano entre los autores homenajeados y el protagonismo de los jóvenes finalistas en las dos categorías del premio, que nos hablaron de sus obras y de sus inquietudes literarias, dejando patente que el futuro de este premio y de la narración corta en la isla está asegurado.

Los finalistas en la categoría de nacidos en 1999 y menores fueron:

Virginia Ardevol. IES Tías
Direy Hernández. IES Teguise
María Teresa Parrila. IES Tías
Olmo Pérez. IES Yaiza
Ania Robayna. EA Pancho Lasso
Los finalistas en la categoría de nacidos a partir del año 2000 fueron:

Zofia Daregowska. Colegio hispánico Británico
Yaiza Llamas. IES San Bartolomé
Jharol Montilla. IES Tías
Idaira Ramírez. IES Tías
Paula Torres. IES Tías

Concurrieron un total de 69 obras a concurso, superando la calidad literaria de las dos ediciones anteriores, según apreció el jurado.

Las galardonadas con el primer premio en sendas categorías fueron Virginia Ardevol, por su relato “El precio de un Ferrari” y Yaiza Llamas, por su relato “El prado de la nostalgia”. ¡Enhorabuena, campeonas!

Nos vemos el año que viene en la cuarta edición del Premio de Narración Corta José Saramago."

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Quadro da autoria do artista plástico Jiří "Georg" Dokoupil, na Biblioteca de José Saramago (Tías, Lanzarote)

(Quadro da autoria do artista plástico, Jiří "Georg" Dokoupil)

Extracto do texto de apresentação da biblioteca de José Saramago - Tías, Lanzarote
"A biblioteca é dominada por um retrato de José Saramago e da sua esposa, da autoria do pintor checo Jiri Dokoupil, que plasma um momento da apresentação do livro As Pequenas Memórias, que o artista viu num jornal e que, “como tudo pode ser contado de outra maneira”, como dizia Saramago, o pintor aplicou numa tela, realizando com fumo de uma vela e tinta amarela uma obra moderna e bela na qual o escritor se revia com muito gosto."



Pode ser obtida mais informação, via Wikipédia, 
"Jiří "Georg" Dokoupil (born 3 June 1954) is a contemporary Czech artist. He was founding-member of the German artist groups Mülheimer Freiheit and Junge Wilde, which arose in the late 1970s and early 1980s.
Dokoupil lives and works between Berlin, Madrid, Prague, Rio de Janerio and Santa Cruz de Tenerife." (...)