Perguntam-me não raras vezes:
- "Qual o livro de José Saramago que mais gostaste de ler?"
A resposta que pode ser dada a cada momento:
- "Impossível de dizer... não sei responder, não seria justo para com outros (livros) não nomeados. Mas uma coisa sempre soube. Uma obra de Saramago, enquanto "pseudo ser vivo" ou com "gente dentro" tem que me raptar, prender-me, não me deixar sair de dentro das suas páginas. Fazer de mim um refém, e só me libertar no final da leitura... mesmo ao chegar à última página. Aí, o "Eu" leitor que se mantém refém, liberta-se da "gente que a obra transporta dentro" e segue o seu caminho.
Mas segue um caminho que se faz caminhando, conjuntamente com mais uma família"

Rui Santos
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domingo, 8 de outubro de 2017

"José Saramago: um humanista por acaso escritor" o filme documentário

Pode ser recuperado e visualizado via YouTube, aqui

"filme-homenagem que busca olhar o mundo pelas lentes desassossegadas de josé saramago. documentário que revive o redemoinho de sensações, palavras e lembranças deixadas em quem o sentiu por perto. um humanista, que usou os microfones de um escritor, para gritar sobre o nosso mundo."

domingo, 11 de dezembro de 2016

Documentário realizado pelo PCP em homenagem a José Saramago (2008)

Pode ser visualizado e recuperado aqui, via YouTube,

"Homenagem do Partido Comunista Português a José Saramago por ocasião do 10.º aniversário da atribuição do Prémio Nobel da Literatura.
Com a presença de José Casanova, Louzã Henriques, Fernanda Lapa, José Santa-Bárbara, Baptista-Bastos, Joaquim Benite, José Sucena, Maria do Céu Guerra, Carmen Santos, Carlos do Carmo e Jerónimo de Sousa."
2.ª Parte
Pode ser visualizado e recuperado aqui, via YouTube,

3.ª Parte
Pode ser visualizado e recuperado aqui, via YouTube,



sábado, 18 de junho de 2016

Filme documentário "Um humanista por acaso escritor" está hoje disponível on-line

Pode ser visualizado aqui via página do Facebook "Um humanista por acaso escritor", 
em https://www.facebook.com/umhumanistaporacasoescritor/?fref=nf



"Para lembrar os seis anos de morte do escritor José Saramago, ao longo das próximas 24 horas, você poderá assistir, curtir, compartilhar, comentar, chorar, alegrar, sentir, enfim, viver um pouco do que foi produzir e ficar por perto desses entrevistados que fizeram tudo isso ser possível. Um humanista por acaso escritor - que trata do lado humanista do português prêmio Nobel de literatura - está no ar!"

Link do vídeo, aqui


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Documentário "Levantado do Chão" - Um testemunho a revisitar...

O documentário pode ser visualizado, via YouTube, aqui

Sinopse do documentário
"Documentário inédito sobre a vida e obra do Prémio Nobel da Literatura, José Saramago. No dia em que se assinalam os dez anos da atribuição do primeiro Prémio Nobel da Literatura da Língua Portuguesa, a RTP exibe um documentário que retrata o percurso singular do escritor José Saramago, que se afirma "pessimista pela razão, otimista pela vontade". Durante quase um ano, uma equipe da RTP reconstitui os pontos cardeais em que a vida e obra de Saramago se fundem, num trabalho que aborda a história do escritor português mais lido e conhecido do mundo. Mais do que uma biografia, este documentário pretende dar a conhecer ao grande público os momentos decisivos da vida de um homem que aos cinquenta e três anos não era ainda escritor. Filho e neto de camponeses sem terra, José Saramago imigrou para Lisboa com dois anos.

Tradução de Margaret Jull Costa 
Capa da edição, pela Vintage Books, Harvill - Reino Unido

Grande parte da sua vida decorreu na capital, que serve de cenário a alguns dos seus romances. Mas durante a adolescência, foram muitas e prolongadas as suas estadias na aldeia natal, Azinhaga, Golegã, que o marcou para toda a vida. Ficou célebre, o discurso que Saramago proferiu há dez anos na entrega do prémio Nobel, evocando com emoção os avós Jerónimo e Josefa, que dormiam com porcos na cama, única forma de sobreviverem todos. José Saramago frequentou o liceu e a escola industrial mas, por dificuldades económicas, não pôde prosseguir os estudos. É um homem "Levantado do Chão", título de uma das suas obras, e título escolhido também, para este documentário. O seu primeiro emprego foi de serralheiro mecânico e neste trabalho reencontramos a oficina dessa época assim como ex-colegas de ofício."

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Miguel Gonçalves Mendes aborda em entrevista José Saramago e Pilar del Río (para o documentário José e Pilar)

O video pode ser visualizado, aqui

O entrelinhas é um programa da Tv Cultura. 

Sinopse que acompanha esta entrevista
"O Entrelinhas entrevistou o diretor português Miguel Gonçalves Mendes, autor de um documentário - ainda inédito - sobre a vida de José Saramago. Após receber o prêmio Nobel, a vida do escritor mudou completamente: Saramago passou a conciliar seu pacato cotidiano em Lanzarote, nas Ilhas Canárias, com conferências, entrevistas e viagens internacionais - sempre ao lado da mulher, a jornalista espanhola Pilar del Río. O cotidiano atribulado do grande escritor foi acompanhado pelo diretor Miguel Gonçalves Mendes - e o resultado foi o documentário José e Pilar."


domingo, 2 de agosto de 2015

Pedro Grandato em "Blecaute" - OST de "José & Pilar"

Pode ser visualizado aqui, via YouTube,

Música "Blecaute" interpretada por Pedro Granato da banda sonora do 
documentário José & Pilar. 

"Deixar coisas feitas pode ser uma forma de eternidade. 
E um pouco de tudo das tantas coisas que fizeram José Saramago e Pilar del Río 
é o que vemos em José e Pilar, o filme de Miguel Gonçalves Mendes."

"Memorial do Convento" de José Saramago - Documentário Grandes Livros

"D. João, quinto do nome na tabela real, irá esta noite ao quarto da sua mulher, 
D. Maria Ana Josefa, que chegou há mais de dois anos da Áustria para dar infantes à coroa portuguesa e até hoje ainda não emprenhou." (...) página 11, 
Caminho - 20.ª edição


Pode ser visualizado aqui, 

"... porque neste livro está aqui tudo..."
Eduardo Lourenço


(...) "E uma nuvem fechada está no centro do seu corpo.
Então Blimunda disse, Vem.
Desprendeu-se a vontade de Baltasar Sete-Sóis, mas não subiu para as estrelas, se à terra pertencia e a Blimunda."
página 357, Caminho - 20.ª edição

domingo, 19 de julho de 2015

José Saramago "Esta es mi tierra" - Vídeo reflexão sobre os lugares a que pertencemos - TVE2

Azinhaga - Lisboa - Lanzarote

Pode ser visualizado aqui, via YouTube, 

“Habitamos físicamente un espacio, pero sentimentalmente vivimos en una memoria”. Esta es una de las tantas reflexiones que escuchamos del “viajero” –como aparece referido José Saramago en este programa– mientras recorre y presenta al espectador tres lugares que fueron significativos en su vida: Azinhaga (el pueblo donde nació), Lisboa (la ciudad en la que, nos dice, nunca llegaría a ser un extraño) y Lanzarote (donde fijó su última residencia). Como es costumbre en la serie “Esta es mi tierra”, el viaje al que asiste el espectador es también un viaje literario. En este caso son leídos fragmentos de las obras: “Viaje a Portugal”, “El año de la muerte de Ricardo Reis” y “Cuadernos de Lanzarote”.

Voz de Fernando Hernández

sábado, 6 de junho de 2015

"José & Pilar" O filme documentário



Sinopse
"A Viagem do Elefante, o livro em que Saramago narra as aventuras e desventuras de um paquiderme transportado desde a corte de D. João III à do austríaco Arquiduque Maximiliano, é o ponto de partida para José e Pilar, filme de Miguel Gonçalves Mendes que retrata a relação entre José Saramago e Pilar del Río.

Mostra do dia-a-dia do casal em Lanzarote e Lisboa, na sua casa e em viagens de trabalho por todo o mundo, José e Pilar é um retrato surpreendente de um autor durante o seu processo de criação e da relação de um casal empenhado em mudar o mundo – ou, pelo menos, em torná-lo melhor.

José e Pilar revela um Saramago desconhecido, desfaz ideias feitas e prova que génio e simplicidade são compatíveis. José e Pilar é um olhar sobre a vida de um dos grandes criadores do século XX e a demonstração de que, como diz Saramago, “tudo pode ser contado doutra maneira”.

Mais informação aqui

FICHA TÉCNICA E EQUIPA

TÍTULO: “José e Pilar”

GÉNERO: Longa-metragem documental

DURAÇÃO: 125’

SUPORTE: HDV 16x9

IDIOMA ORIGINAL: Português / Castelhano

PRODUÇÃO: JumpCut (Portugal)

CO-PRODUÇÃO: EL DESEO (Espanha) e O2 Filmes (Brasil)

PRODUTOR ASSOCIADO: Abel Ribeiro Chaves / OPTEC, Lda

TELEVISÕES ASSOCIADAS: SIC (Portugal), YLE (Finlândia), SVT (Suécia)

EQUIPA


REALIZAÇÃO: Miguel Gonçalves Mendes (Portugal)

PRODUTORES: Agustín Almodóvar / Bel Berlinck / Esther García / Fernando Meirelles / Miguel Gonçalves Mendes 

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Daniel Neves (Portugal)

MONTAGEM: Cláudia Rita Oliveira (Portugal)

SOM:  Olivier Blanc, Adriana Bolito, Bárbara Álvarez Plá, Hugo Alves

MISTURA: Alessandro Laroca e Armando Torres Jr. (Brasil)

FOTOGRAFIA DE CENA: Susana Paiva (Portugal)

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Ana Jordão/ Daniela Siragusa (Portugal)




sexta-feira, 6 de março de 2015

José Saramago "um humanista por acaso escritor" apresentação do documentário


"Filme-homenagem que busca olhar o mundo pelas lentes desassossegadas de José Saramago. Documentário que revive o redemoinho de sensações, palavras e lembranças deixadas em quem o sentiu por perto. Um humanista, que usou os microfones de um escritor, para gritar sobre o nosso mundo." 

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Depoimento de José Saramago em a "Janela da Alma" - Documentário de João Jardim e Walter Carvalho



Para consulta e visionamento do documentário
em http://www.contioutra.com/janela-da-alma/

“Eles vêem pouco, mas enxergam muito: ‘Janela da Alma’ é um filme luminoso.”

José Saramago, Oliver Sacks, Marieta Severo, Manoel de Barros são só alguns dos grandes nomes que falam sobre o assunto no documentário…Também encontramos depoimentos fabulosos de diversos cineastas que nos explicam como é o “seu” mundo, como aprenderam a ver a realidade. Realmente fantástico! (Mário Sérgio Conti, da Folha de S.Paulo, no Rio)

O filósofo José Arthur Giannotti disse certa vez que os cientistas sociais brasileiros não deveriam se restringir a pensar temas nacionais. Para ele, pesquisar e escrever sobre, digamos, os alfaiates do Piauí não é necessariamente sinal de nacionalismo.

A dedicação exclusiva a assuntos brasileiros pode ser indício de colonialismo: as grandes questões ficariam por conta de pensadores dos países dominantes, enquanto os periféricos se conformariam em lidar com coisas pequenas.

“Janela da Alma”, de João Jardim e Walter Carvalho, é um documentário que segue o postulado de Giannotti. Ele enfrenta um tema abstrato, a visão, sem os travos do subdesenvolvimento.

Os diretores pensam grande já no título, que alude à frase de Leonardo da Vinci: o olho é a janela da alma, o espelho do mundo.
Eles entrevistaram artistas, intelectuais e pessoas ditas comuns da Europa e do Brasil. Recorreram à filosofia, à medicina, à biologia, à música e à literatura para investigar o que é a visão.

O resultado é um filme que enriquece a visão que se tem da visão. Os 19 entrevistados, com graus de acuidade visual que vão da miopia à cegueira, discorrem sobre ver, não ver e ver de maneira única, intransferível.

O leque de entrevistados é amplo. Entre eles estão o músico Hermeto Pascoal, o escritor José Saramago, a atriz alemã Hanna Schygulla, o poeta Manoel de Barros, a cineasta Agnès Varda, o neurologista inglês Oliver Sacks.

Absolutamente tudo o que dizem ou fazem é pertinente e interessante. Não há enrolação, não se desperdiça imagem ou silêncio.

Acompanhando a torrente de discursos, as imagens são focadas, desfocadas e refocadas, alterando a percepção do espectador. O documentário mostra um mundo saturado de imagens que visam atrair o olhar para o consumo (as da propaganda) e o contrasta com paisagens desoladas, onde não há nada para ver.

A abstração também é confrontada com visões bem concretas. O vereador cego Arnaldo Godoy, de Belo Horizonte, conta com ótimo humor como é a vida sem enxergar nada. O filósofo esloveno Eugen Bavcar, também ele cego, mostra como tira ótimas fotografias. É preciso ver para crer.

Seria fácil, num filme como esse, cair na abstração pretensamente poética -citando Bergson, Borges, Milton e quetais- e dela não sair. Ou então ir para o pólo oposto, enfileirando esquisitices uma após a outra.

João Jardim e Walter Carvalho habilmente vão de um pólo ao outro, tornando o filme cada vez mais denso, cada vez mais claro e opaco. A tese central, a de que a visão é construção cultural, e não um dado da natureza, é exposta por meio de nudanças.

“Janela da Alma” está longe, contudo, de ser um filme de tese. Ele é uma expressão pessoal. João Jardim (diretor de documentários como “Terra Brasil” e “Free Tibet”) e Walter Carvalho (diretor de fotografia de “Abril Despedaçado”) são duas toupeiras míopes: o primeiro usa óculos de 8 graus; Carvalho, 7,5.

Eles vêem pouco, mas enxergam muito: “Janela da Alma” é um filme luminoso.

sábado, 13 de dezembro de 2014

Documentário "Levantado do Chão" - do regresso a Lavre e a gesta dos "Mau-Tempo"

Documentário exibido na RTP, baseado na obra e vida de José Saramago, prémio Nobel da Literatura de 1998, "Levantado do Chão" de seu nome.
O regresso à terra, Lavre, de onde José Saramago revisita a Azinhaga e os seus avós maternos; as palavras dos que com ele, durante um ano, deu vida às gerações "Mau-Tempo", e que estes, por sua sorte, deram corpo a uma das obras centrais que retrata o Alentejo da lutas pelo trabalho, pela miserável jorna, pelo pão...
Fica para a história, como um lúcido e coerente registo bibliográfico de Saramago.  

(Aqui, link via Youtube, em https://www.youtube.com/watch?v=wwzwDzTw0_g)

"Documentário inédito sobre a vida e obra do Prémio Nobel da Literatura, José Saramago. No dia em que se assinalam os dez anos da atribuição do primeiro Prémio Nobel da Literatura da Língua Portuguesa, a RTP exibe um documentário que retrata o percurso singular do escritor José Saramago, que se afirma "pessimista pela razão, optimista pela vontade". Durante quase um ano, uma equipe da RTP reconstitui os pontos cardeais em que a vida e obra de Saramago se fundem, num trabalho que aborda a história do escritor português mais lido e conhecido do mundo. Mais do que uma biografia, este documentário pretende dar a conhecer ao grande público os momentos decisivos da vida de um homem que aos cinquenta e três anos não era ainda escritor. Filho e neto de camponeses sem terra, José Saramago imigrou para Lisboa com dois anos.

Grande parte da sua vida decorreu na capital, que serve de cenário a alguns dos seus romances. Mas durante a adolescência, foram muitas e prolongadas as suas estadias na aldeia natal, Azinhaga, Golegã, que o marcou para toda a vida. Ficou célebre, o discurso que Saramago proferiu há dez anos na entrega do prémio Nobel, evocando com emoção os avós Jerómino e Josefa, que dormiam com porcos na cama, única forma de sobreviverem todos. José Saramago frequentou o liceu e a escola industrial mas, por dificuldades económicas, não pôde prosseguir os estudos. É um homem "Levantado do Chão", título de uma das suas obras, e título escolhido também, para este documentário. O seu primeiro emprego foi de serralheiro mecânico e neste trabalho reencontramos a oficina dessa época assim como ex-colegas de ofício."


(...) "Sobem os senhores do latifúndio ao outeiro para que o sol só a eles aqueça, tosco sonho sonhou João Mau-Tempo, pois não têm os senhores rosto e o outeiro nome, mas é assim de ciência certa quando João Mau-Tempo acorda, e assim que readormece, vai uma procissão de senhores e ele à frente moendo com o enxadão as raízes do mato, a abrir caminho à bela companhia, arreda os tojos com as mãos, já o sangue lhe corre, e os senhores do latifúndio vêm conversando e rindo, são generosos e pacientes quando ele se atrasa na arroteia, ficam à espera, não maltratam nem chamam a guarda, ficam só à espera e enquanto esperam fazem piqueniques, e ele tira forças do coração e lança a enxada, agora sim, raspa a terra e corta as raízes, já é um homem, e dali de cima, da encosta do outeiro, vê passarem camionetas com um letreiro em que se diz Sobras de Portugal, destinando-se a Espanha, para os vermelhos nem a ponta dum corno, para os outros, os santos, os puros, os que me defendem a mim, João Mau-Tempo de meu nome e proveito, do perigo de cair no inferno, abaixo e morra, e agora vem atrás de mim um senhor a cavalo, e o cavalo, é a única coisa que neste sonho sei, chama-se Bom-Tempo, afinal os cavalos têm uma vida longa, Acorda João, que são horas, isto diz a mulher, e no entanto ainda é noite fechada." (...)

em, "Levantado do Chão"
Caminho, 10.ª edição
Página 96 e 97



domingo, 2 de novembro de 2014

José Saramago - Levantado do Chão - Documentário da RTP

Documentário inédito sobre a vida e obra do Prémio Nobel da Literatura, José Saramago. No dia em que se assinalam os dez anos da atribuição do primeiro Prêmio Nobel da Literatura da Língua Portuguesa, a RTP exibe um documentário que retrata o percurso singular do escritor José Saramago, que se afirma "pessimista pela razão, otimista pela vontade". Durante quase um ano, uma equipe da RTP reconstitui os pontos cardeais em que a vida e obra de Saramago se fundem, num trabalho que aborda a história do escritor português mais lido e conhecido do mundo. Mais do que uma biografia, este documentário pretende dar a conhecer ao grande público os momentos decisivos da vida de um homem que aos cinquenta e três anos não era ainda escritor. Filho e neto de camponeses sem terra, José Saramago imigrou para Lisboa com dois anos.

Grande parte da sua vida decorreu na capital, que serve de cenário a alguns dos seus romances. Mas durante a adolescência, foram muitas e prolongadas as suas estadias na aldeia natal, Azinhaga, Golegã, que o marcou para toda a vida. Ficou célebre, o discurso que Saramago proferiu há dez anos na entrega do prémio Nobel, evocando com emoção os avós Jerómino e Josefa, que dormiam com porcos na cama, única forma de sobreviverem todos. José Saramago frequentou o liceu e a escola industrial mas, por dificuldades econômicas, não pôde prosseguir os estudos. É um homem "Levantado do Chão", título de uma das suas obras, e título escolhido também, para este documentário. O seu primeiro emprego foi de serralheiro mecânico e neste trabalho reeencontramos a oficina dessa época assim como ex-colegas de ofício.

Primeira Parte
Segunda Parte

Terceira Parte