Perguntam-me não raras vezes:
- "Qual o livro de José Saramago que mais gostaste de ler?"
A resposta que pode ser dada a cada momento:
- "Impossível de dizer... não sei responder, não seria justo para com outros (livros) não nomeados. Mas uma coisa sempre soube. Uma obra de Saramago, enquanto "pseudo ser vivo" ou com "gente dentro" tem que me raptar, prender-me, não me deixar sair de dentro das suas páginas. Fazer de mim um refém, e só me libertar no final da leitura... mesmo ao chegar à última página. Aí, o "Eu" leitor que se mantém refém, liberta-se da "gente que a obra transporta dentro" e segue o seu caminho.
Mas segue um caminho que se faz caminhando, conjuntamente com mais uma família"

Rui Santos

domingo, 23 de outubro de 2016

"Salman Rushdie ao encontro de Camões, Pessoa e Saramago" - Via Notícias Magazine (16/10/2016)

"Um dia em Lisboa com o escritor britânico." 

A presente reportagem pode ser recuperada e consultada, aqui
em http://www.noticiasmagazine.pt/2016/salman-rushdie-ao-encontro-de-camoes-pessoa-e-saramago/

"Salman Rushdie no Festival FOLIO. 
Fotografia Henriques da Cunha/Global Imagens"

"O escritor esteve em Portugal para participar no festival de Óbidos. Em Lisboa, sem se armar em turista, andou a percorrer as capelinhas literárias: Camões, Pessoa e Saramago.
Pronunciar o nome do escritor Salman Rushdie é recordar a fatwa que o amaldi­çoou de morte por ter publicado o roman­ce Versículos Satânicos. Esteve escondido e rodeado de guarda-costas durante mais de uma década e ainda hoje tem um par de ho­mens de corpo treinado sempre por perto. Não que o queira, mas os serviços secretos portugueses – SIS – acharam melhor preve­nir em vez de remediar. A vigilância não evi­tou que Rushdie peregrinasse durante um dia por Lisboa, após ter estado no Festival Literário de Óbidos, o Folio.
Não o fez como simples turista. Portugal e a sua história está muitas vezes presente nos seus livros, como é o caso do mais recente – Dois Anos, Oito Meses e Vinte e Oito Noites –, um título que, somadas as noites, dá as mil e uma de Xerazade, e em que o autor conta a história de Gerónimo Manezes, a personagem de que mais gosta neste romance e que descenderá de algum Menezes português: «Com o passar do tempo, as pessoas começaram a pronunciar mal os nomes. Ele é de Goa, membro dessa minoria cristã que tinha sempre nomes portugueses devido à presença colonial.» Além de Menezes, há muitos outros nomes lusos na sua obra, tal como Camões, personagem de O Último Suspiro do Mouro. Uma inspiração vinda do poeta português, que Salman Rushdie visitou na praça com o seu nome em Lisboa e com a estátua de quem quis tirar uma fotografia.
No próximo romance, que está três quartos escrito, não existem nomes portugueses: «Peço desculpa», diz, sorrindo. Em Salman Rushdie, o sorriso e até a gargalhada estão sempre presentes.
Camões não foi o único escritor português com quem quis tirar uma fotografia e, assim como milhões de estrangeiros que sobem até ao Chiado, também se sentou na cadeira ao lado de Fernando Pessoa, ali tão perto de A Brasileira, e lá se fez fotografar."

«Conheci Pessoa através da leitura de O Ano da Morte de Ricardo Reis, de José Saramago. Eu era um grande fã de Saramago e tive a sorte de o conhecer razoavelmente.»

"Não foi por acaso, confirma-se, que nesta peregrinação lisboeta também fez questão de visitar a Casa dos Bicos, onde se deparou com uma boa recordação: «Encontrei lá uma fotografia nossa em Santiago de Compostela, onde nos conhecemos.»
Quanto a Pessoa, Rushdie revela que ficou muito surpreendido com os heterónimos: «É uma obra apaixonante e espantosa como nunca vi entre escritores.»
À provocação de que mais parece um ator do que um escritor tal é o à-vontade no momento em que sobe ao palco, como aconteceu em Óbidos, Rushdie volta a sorrir e garante que ficou surpreendido com o entusiasmo da audiência portuguesa: «Existem muitos escritores que não gostam da coisa pública, mas eu aprecio estar com os meus leitores porque escrever ou ler são situações de recolhimento. Tenho a sorte de os meus editores em Portugal publicarem tudo o que escrevo e manterem os livros disponíveis. Por isso, tenho uma boa presença no país há muito tempo.»

A recordação das suas visitas anteriores a Portugal, a Lisboa e ao Porto várias vezes, leva-o ao Palácio de Queluz, nos anos 1980: «Estive lá, num festival literário fabuloso organizado por Ann Getty, que foi o mais luxuoso evento literário de toda a história da literatura. Fomos instalados no Hotel Ritz, havia limusinas para nos levar até ao palácio, onde se reuniram muitos dos grandes escritores mundiais. Foi um encontro deslumbrante, que ficou marcado por ser a primeira vez que os escritores russos de verdade foram autorizados pelas autoridades a deixar a Rússia em vez de enviarem os escritores do regime. Tatiana Tolstói nunca tinha saído do país durante toda a sua vida, e convidaram os russos emigrados, como o Nobel, Joseph Brodsky. E também lá encontrei Antonio Tabucchi, Ian McEwan, Martin Amis… Estavam todos.»
A presença de Portugal nos seus livros não acontece apenas devido a essas boas memórias, como esclarece: «Na Índia, houve uma presença colonial portuguesa muito forte em Goa e o catolicismo romano espalhou-se no país devido a essa presença. Ainda hoje muitas pessoas dessa parte da Índia têm nomes portugueses, que permanecem em sucessivas gerações de cidadãos indianos cristãos, muitos deles falavam português como segunda ou terceira língua.» Como história puxa história, Rushdie acrescenta: «Há uma parte de Bombaim, Bandra, onde O Último Suspiro do Mouro se passa, que se mantém uma área onde vivem muitos cristãos e onde é quase impossível a alguém não cristão comprar um apartamento. Não vendem porque querem preservar a área como cristã, local onde vivem muitas pessoas que se chamam Pinto ou Fernando. Aliás, tenho amigos escritores indianos que têm esse legado: o Jerry Pinto ou Naresh Fernandes. São nomes muito comuns por causa do colonialismo.»
Quanto a ter posto duas famílias portuguesas nesse livro, Rushdie explica que o primeiro contacto entre a Índia e o Ocidente foi com a chegada de Vasco da Gama: «Esse momento é o início de tudo, e Gama não ia para conquistar mas para fazer comércio, porque aquela costa era famosa pelas especiarias picantes, a pimenta e a canela, ingredientes que deixavam a comida europeia com mais sabor. Daí que haja muita gente na Índia que também tenha como apelido Da Gama, foi um nome que ficou. Em Cochim até há uma igreja onde se pode ver o túmulo do navegador, mesmo que já lá não esteja porque uma dúzia de anos depois foi trasladado para o Mosteiro dos Jerónimos.»
Adianta como a sua ligação literária com Portugal começa: «Como queria escrever um romance sobre minorias na Índia, escolhi essa pequena minoria cristã e acrescentei uma minoria ainda menor de judeus, criando então casamentos entre eles, de que resultaram minorias ainda mais pequenas, para mostrar que houve um tempo na Índia em que as pessoas não queriam que a experiência espiritual fosse uma única. Foi por isso que fiquei muito feliz ao tirar uma fotografia ao lado da estátua de Camões, porque usei o seu nome numa das personagens.»
Com o rio Tejo ao fundo, pergunta-se porque é que decidiu colocá-lo, e ao Douro também, nesse seu livro. Ouve surpreendido a questão e responde de imediato: «Estudei História na universidade e sei a sua importância [do rio Tejo] nas campanhas militares; quanto ao Douro, conheço a presença das companhias de vinho do Porto que, historicamente, são propriedades inglesas. Além de ter estado junto deles várias vezes, li sobre esses rios. Quero sempre conhecer o material com que trabalho, por isso não é difícil recuperar as recordações, mesmo que com o passar do tempo confie cada vez menos na minha memória. Agora confirmo as lembranças cada vez mais porque a memória brinca connosco e tem os seus truques; pensamos que uma determinada igreja está numa rua mas afinal encontra-se duas ruas acima. Esses são erros estúpidos que não quero fazer, portanto verifico tudo o que coloco nas páginas.»
Salman Rushdie muda o rumo da conversa e alerta para o facto de estar perto de cumprir 70 anos de vida e considerar que é tempo de fazer outras coisas.
«Já disse a mim próprio que após acabar o próximo romance irei fazer alguma coisa diferente em vez de começar outro livro.» Quando se lhe pergunta o quê, o escritor volta a sorrir: «Talvez seja a oportunidade de finalmente tentar aos 70 anos fazer tudo o que ainda não consegui.»
E confessa: «Eu queria ser ator quando era jovem, esse era o meu sonho, desfeito porque apenas consegui pequenos papéis. Hoje, lamento não ter lutado um pouco mais, pois agora se me escolherem para um elenco sou demasiado conhecido e será difícil para o público ver-me como uma personagem em vez de Salman Rushdie vestido como personagem. Terei de tornar-me noutra coisa e mudar o meu aspeto completamente, tal como pôr um nariz falso e mais cabelo. É o que faz ter ficado conhecido por uma profissão.»
O desejo de mudar de vida aos 70 anos continua a dominar a conversa: «Quando se é jovem temos a fantasia de que podemos ser muitas coisas e eu sempre pensei que estaria mais envolvido em teatro. No entanto, gosto tanto desta arte e nunca escrevi uma peça, apenas colaborei na adaptação de dois livros para teatro.» Seria capaz de escrever uma peça? «Sinto-me surpreendido por ter chegado a esta idade e nunca o ter feito», diz, «até porque a minha grande paixão é o cinema e não a literatura, e sou um grande “aficionado”. Também nessa área só uma vez na minha vida é que escrevi um guião sobre um livro meu. Surpreende-me não ter feito mais nessa área. Vivemos num tempo em que as séries de televisão são muito interessantes e há muita gente que me pede para desenvolver alguma coisa nessa área. Eu estou interessado, mesmo que não saiba o que fazer. Será o meu próximo desafio, espero.»
Ao falar do seu interesse no cinema, vem à memória uma página da sua autobiografia sobre os tempos escondidos após a ameaça do islão à sua vida, o livro Joseph Anto, em que conta uma zanga com o produtor português Paulo Branco: «Oh meu Deus, lembra-se disso… Esse foi um momento muito estranho, mas não foi bem ele que estava em causa, era mais a dificuldade em chegar a um acordo com o realizador Raoul Ruiz, que queria filmar O Chão Que Ela Pisa, mas a nossa relação nunca funcionou, nem senti que o meu trabalho estivesse em mãos seguras e que entendiam a natureza do meu romance. Portanto, o filme não aconteceu e ainda bem. Paulo Branco é um dos grandes produtores independentes e fez centenas de filmes, o problema foi com o realizador.»

Questiona-se Rushdie sobre a presença frequente de profetas no seus livros, mas essa é uma situação de que não quer falar muito, porque considera ser produto de uma sátira e nunca muito bem retratados nos seus livros: «A ideia de se adivinhar o futuro não me agrada e na minha vida desconheço tudo o que me irá acontecer depois de amanhã. Perguntam-me quem vai ganhar as eleições americanas e eu não sei o que dizer. Posso referir o que penso, o que considero certo ou errado, o que gostaria que acontecesse, nada mais. E esta é uma grande questão, até porque espero que estejam errados os que acham que Donald Trump vai ganhar. Há cinco semanas também o pensava, mas têm sido tempos maus para a sua campanha e espero que haja mais semanas más para ele.»
Desfaz o ar sério dos últimos instantes quando se lhe diz que o leitor ri-se enquanto lê os seus livros. Também se ri enquanto os escreve? «Às vezes. Neste livro queria ser descontraído e divertido e só após ter encontrado a solução para os problemas do registo e aquilo que queria transmitir, o que às vezes demora bastante tempo, é que me diverti a fazê-lo.»
Neste último romance há uma situação estranha, a presença de referências pouco habituais para um homem da sua idade, como as dos fenómenos da juventude: «Eu não sou um escritor igual aos outros, é só o que posso dizer. Escrevo sobre o mundo que observo e é muito importante não ficarmos parados no tempo e ter apenas um grupo de amigos com a mesma idade. Tal como faço no que leio, porque o normal quando se envelhece é parar de ler as novidades dos escritores mais novos do que nós. O que é um erro, pois repara-se, como acontece com o Woody Allen, que não perceciona como os mais novos estão a viver de forma diferente. Num dos seus filmes, põe a Emma Stone a dizer uma deixa que jamais uma pessoa da sua idade diria. Ou seja, como não quero fazer esse tipo de erros estúpidos por se desconhecer o que se retrata, tenho amigos num grande espetro de idades e sinto-me capaz de ter o pulso do que está a acontecer. Uma das coisas que inspiram este livro é essa nova geração de escritores americanos muito mais novos do que eu, que são imigrantes vindos de todo o lado – Junot Diaz, por exemplo – que trazem o mundo atual para a literatura americana.»
Salman Rushdie revê neles a verdadeira literatura americana, por isso refere que «a América tem sido muitas vezes enriquecida pelos imigrantes», que agora não são apenas italianos ou judeus, mas que vêm de todo o lado e a alimentam. Aproveita para avisar: «Também eu sou agora um cidadão americano.» Continua: «Ler os escritores mais novos dá-me ideias, porque a inspiração nem sempre vai dos mais velhos para os mais novos, pode ser ao contrário.»
É altura de fazer a avaliação do estado do grande romance americano, sobre o qual Rushdie tem uma perspetiva muito clara: «Ninguém comprou o Cidade em Chamas, do Garth Risk Hallberg. Ele coloca o romance num período que conheço muito bem, uma Nova Iorque que desconhece por ser demasiado jovem. Portanto, baseia-se mais em investigação do que em experiências vividas. Nesse tempo, era uma cidade muito diferente, pobre e cheia de vendedores de droga, prostitutas, e a Times Square estava cheia de cinemas porno, mas era uma cidade barata, para onde ia toda a gente que criava: pintores, realizadores, atores, escritores, dançarinos, todos. E esse espírito não está no livro.» Prefere falar de Jonathan Franzen: «Gosto dele, tal como de todos os escritores que se chamam Jonathan: Franzen, Littel, Safron Foer. Se se quer ser um escritor americano deve chamar-se Jonathan…» Mas é anti-Karl Ove Knausgard… «Não sou anti, diria que não é o meu género de escrita. Acho bom, mas tanto ele como a Elena Ferrante fazem um tipo de autoficção que, sendo bem feita, não é parecido com nada que eu queira escrever.»
A terminar a conversa, não se deixa cair Nova Iorque e lembra-se a coincidência de o seu romance Fúria ter sido lançado exatamente no dia 11 de setembro de 2001: «Um mau dia para lançar um livro, principalmente quando tinha sido escrito com o objetivo de ser uma sátira contemporânea sobre a cidade e se tornou logo, por causa dos atentados que a alteraram para sempre, um romance histórico a partir desse dia. Foi muito estranho ter escolhido esse dia para lançar um romance!»"

UM DIA COM SALMAN RUSHDIE NA CAPITAL
Por José Manuel Diogo, diretor de comunicação do Folio

"Ele queria ver Lisboa. E nós fomos. Saímos de Óbidos manhã cedinho e viemos, A8 abaixo, a descobrir Quixotes nos moinhos elétricos que bordejam a autoestrada do Oeste até que, dobrada a Calçada de Carriche, nos inundou a luz do Tejo.
Descemos para o rio a contar os reflexos da luz bruta e límpida, com que o Tejo enche Lisboa. Andámos desde o Miradouro de São Pedro de Alcântara até à Casa dos Bicos. Íamos visitar Pilar del Río, que queria muito que Salman Rushdie conhecesse a Fundação Saramago. Estacionámos por baixo do Camões, abandonámos o carro e perdemo-nos nas ruas. Não é todos os dias que se pode passear, de Camões a Saramago, contando as histórias de Lisboa a um dos maiores escritores da atualidade."

"O escritor com Pilar del Río, no Largo Camões, em Lisboa. 
Fotografia José Manuel Diogo"

"Salman Rushdie gostou de ser fotografado ao pé dos imortais escritores portugueses. Sentou-se na esplanada da Brasileira do Chiado e posou sentado, junto ao Pessoa, de Lagoa Henriques. Descemos a Garrett, curvámos à esquerda na Rua do Carmo e por baixo do Elevador de Santa Justa entrámos na Lisboa de Pombal. Luz e mais luz, numa manhã ensolarada. Pausa para café no Martinho da Arcada e mais uma memória inesquecível. Rushdie de pés cruzados, na forma de Almada, na mesa que o imortal café da Praça do Comércio tem reservada para Fernando Pessoa até à eternidade. Houve quem se perguntasse se pelo Cais das Colunas tinha chegado outro heterónimo. Pela Rua da Alfândega chegámos à Casa dos Bicos. Pilar levou-nos por uma viagem onde Rushdie encontrava de novo Saramago. Em frente à medalha Nobel, que o escritor português ganhou em 1998, trocaram votos de futuros. A vontade de um no passado de outro. Saímos apressados pela porta das traseiras. Táxi! A plataforma da Uber estava em baixo e regressámos ao Camões dentro de um carro negro e verde em que o motorista reconheceu o escritor.
– Parece o Salman Rushdie? – disse o taxista. – E a senhora é a viúva do Zé Saramago, retorqui. – Pois, pois – disse o homem troçando –, e eu sou o Fernando Pessoa!
– E se calhar era. Há coisas que nunca se sabem!"

Leia mais: Salman Rushdie ao encontro de Camões, Pessoa e Saramago http://www.noticiasmagazine.pt/2016/salman-rushdie-ao-encontro-de-camoes-pessoa-e-saramago/#ixzz4NtYdQOKO



Epígrafe da edição #53 Revista Blimunda - Outubro de 2016


sábado, 22 de outubro de 2016

Conferência “Alternativas al neoliberalismo. La izquierda con Saramago” - 23/02/1999 em Cáceres

A conferência pode ser recuperada aqui 

"El 23 de Febrero de 1999, en la ciudad de Cáceres, se produjo la conferencia 
llamada “Alternativas al neoliberalismo. La izquierda con Saramago”, en primer lugar 
habló Manuel Cañadas, quien dio paso a Julio Anguita y finalizando el acto, 
el premio Nobel José Saramago. (...)"


Alternativas al Neoliberalismo
" La Izquierda con Saramago".
Cáceres 23 de febrero de 1999
José Saramago, Julio Anguita y Manolo Cañada.
Presentan: Manuel Cruz y Teresa Rejas.
Organizado por Izquierda Unida de Extremadura
En un auditorio abarrotado, Saramago- Julio Anguita me decía en Lisboa: "hay personas que no pueden ser vendidas porque no pueden ser compradas".
"El Derecho ha muerto si el Derecho no defiende a quien tiene que defender porque es víctima del Poder", "Si se cumpliera el 50% del la Declaración de Derechos Humanos, la situación del mundo y de la Gente sería infinitamente mejor"...




FOLIO 2016 - “O Lagarto” de José Saramago e com ilustrações de J. Borges na Porto Editora


Via página da Fundação José Saramago, aqui

“O Lagarto” de José Saramago e com ilustrações de J. Borges na Porto Editora

"Este mês de setembro, a Porto Editora dá à estampa O Lagarto de José Saramago, conto inicialmente publicado em A Bagagem do Vaijante (1973).
Com ilustrações, originalmente em xilogravura, de J. Borges, este novo livro será lançado mundialmente a 22 de setembro no contexto do 
FOLIO — Festival Literário Internacional de Óbidos."







Via página da Fundação José Saramago, aqui

"Na quinta-feira (22), pelas 18h30, no âmbito do FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos, será apresentado «O Lagarto», livro publicado pela Porto Editora e que une as palavras de José Saramago com o traço do artista popular brasileiro J. Borges.

A sessão, que acontece no Museu Abílio, em Óbidos, contará com a presença de Pilar del Río, presidenta da Fundação José Saramago, Alejandro García Schnetzer, editor independente que concebeu o projeto, e Manuel Alberto Valente, editor responsável pela obra de José Saramago na Porto Editora. Pelas 17h45, o trio de música nordestina “Só Lapada” recepcionará os convidados à entrada da vila de Óbidos.

Também será inaugurada uma exposição com as xilogravuras feitas especialmente para o livro. A entrada é livre, sujeita à lotação da sala. Para ver o programa completo do FOLIO aceda: www.foliofestival.com/

O Lagarto é um conto breve incluído em A Bagagem do Viajante (1973), volume que reuniu as crónicas escritas por José Saramago para o diário A Capital e para o semanário Jornal do Fundão. A história narra o aparecimento, no Chiado, de um misterioso lagarto, cuja presença surpreende os transeuntes e mobiliza os bombeiros, o exército e a aviação.

Quem é J.Borges:
Nasceu em Bezerros (Pernambuco, Brasil) no ano de 1935. Aos 20 anos começou a vender cordéis nas feiras. Em 1964 assinou o seu primeiro trabalho autoral. Tornou-se gravurista para ilustrar os cordéis que produzia. Durante a vida escreveu algumas centenas de cordéis. Ilustrou o livro As palavras Andantes, de Eduardo Galeano, e expôs o seu trabalho em vários lugares do mundo, entre eles EUA, Suíça, França, Alemanha, Venezuela, Itália e Cuba. Em 2006 recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, outorgado pelo Governo do Estado. Atualmente vive na sua cidade natal, num local que foi transformado num espaço artístico, o Memorial J.Borges, onde ensina a arte da xilogravura aos mais novos."





A sala da exposição decorada com o texto do conto e das gravuras

O processo da impressão por Xilogravura



A sala da exposição decorada com o texto do conto e das gravuras

"Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco"



sexta-feira, 21 de outubro de 2016

José Saramago na arte do artista urbano Vhils "Madrid contará con una obra del artista urbano portugués Vhils"

A notícia foi publicada online pelo diário ABC, e pode ser recuperada e consultada, aqui
em http://www.abc.es/cultura/abci-madrid-contara-obra-artista-urbano-urbano-portugues-vhils-201610190240_noticia.html

De Belen Rodrigo (19/10/2016)

"Esculpirá el rostro de Saramago con sus habituales técnicas de espátula, cincel y martillo en la fachada de la Universidad Carlos III de Puerta de Toledo"

"Es uno de los artistas urbanos del momento con su obra repartida por muchos puntos del planeta. El portugués Alexandre Farto, más conocido por Vhils, estará en Madrid los próximos días 8, 9 y 10 de noviembre para realizar una obra con sus habituales técnicas de espátula, cincel y martillo. Esta vez plasmará el rostro del Premio Nobel de Literatura luso, José Saramago, en una de las paredes de la fachada de la Universidad Carlos III (campus Madrid-Puerta de Toledo). «Ha sido muy difícil conseguir traerle a Madrid porque siempre está viajando con muchos proyectos en el extranjero», explica a ABC Pedro da Costa, consejero de Cultura de la Embajada de Portugal en España y director de Cultura Portugal. «Es la primera vez que Vhils realiza un trabajo de estas características en España, que además pasará a formar parte del entorno de la ciudad, será un punto de gran visibilidad», añade.

El artista plástico realizará este trabajo a lo largo de tres días, acompañado de uno o dos colaboradores, y los madrileños podrán observar la evolución de esta obra. Se trata de una de las actividades de la programación de Cultura Portugal, en la que es ya la décimocuarta edición de la muestra de cultura lusa en nuestro país. A pesar de las restricciones económicas (65.000 euros de presupuesto del Estado luso más 15.000 euros de patrocinadores), la organización ha logrado reunir una importante representación de las distintas expresiones artísticas. «Intentamos traer lo mejor de lo que hay, lo máximo teniendo en cuenta los medios que tenemos», reconoce Pedro da Costa. Y sobre todo «dar una imagen amplia de la cultura portuguesa, trayendo áreas emergentes como el diseño, la moda o las artes plásticas», puntualiza.

Tal y como recuerda el Embajador de Portugal en España, Francisco Menezes, «hemos intentado centrarnos en la modernidad portuguesa con un guiño a la tradición». Las actividades son fruto de la colaboración de entidades públicas y privadas, nacionales e internacionales, con el objetivo de dar mayor visibilidad a la cultura portuguesa en España. Gracias a ellos una importante representación de la música, artes plásticas, cine, teatro, arquitectura, fotografía y literatura portuguesa estarán presentes a lo largo del mes de octubre y noviembre en Madrid.

Principales eventos
Música:

- Festival de música Portugal Alive- 4 de noviembre , 20 horas Entrada libre Sala Joy Eslava

- Concierto João Paulo Santos y Bruno Monteiro- Centro Centro Cibeles- 12 de noviembre- 19:30 horas Entrada libre

- Rodrigo Leão y Scott Matthew- Teatro Nuevo Apolo – 16 de noviembre- 20:30 horas

- José Cid- Sala Caracol- 24 de noviembre- 21: 00

Artes Plásticas

- Exposición: De la fotografía al azulejo. Museo Nacional de Antropología (del 28 de septiembre al 27 de noviembre)

- Vhils en el espacio público de Madrid.- Universidad Carlos III- Puerta de Toledo 8,9 y 10 de noviembre

Cine

- Pessoa/Lisboa.-Círcuo de Bellas Artes – De 24 de noviembre a 5 de marzo.

Teatro

- Oda Marítima- Círculo de Bellas Artes- 27 de noviembre- 18:30 horas

Arquitectura

- João Mendes Ribeiro “Construir en lo construido” Colegio Oficial de Arquitectos- 29 de noviembre- 19 horas"

Manifestação "HOMBRES contra las violencias machistas" Sevilha 21/10/2016

CONTRA TODAS AS FORMAS DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

Pilar del Río: “Los hombres deben romper las reglas que les hacen esclavos pese a creerse que son libres”

O manifesto "HOMBRES contra las violencias machistas", pode ser consultado, aqui

A presente reportagem com a Presidenta da Fundação José Saramago e activista de inumeras causas, pode ser recuperada e consultada aqui, 

De Olivia Carballar - ocarballar@lamarea.com

"La presidenta de la Fundación Saramago reflexiona sobre las causas de la violencia machista. Este viernes recoge el premio del Foro de Hombres por la Igualdad concedido al Nobel portugués, que propuso en 2005 una manifestación de hombres contra “esa infamia que es el maltrato a la mujer”.

"Pelo fim dos maus tratos contra as mulheres. 
Eu pronuncio-me!"

Manifesto de José Saramago, proferido em Granada (2005), via YouTube, aqui

“Voy a proponer algo que quizá pueda parecer un poquito raro y que es sencillamente lo siguiente: que en toda España, por no decir en toda la Península Ibérica, en toda Europa o en todo el mundo, se organicen manifestaciones de hombres, sólo de hombres. Las mujeres se quedarán en las calles, en las aceras, aplaudiendo el paso de los hombres. Manifestaciones de hombres, sólo de hombres, protestando contra esa infamia que es el maltrato a la mujer”. Era 2005. Zapatero aún tenía el pelo negro. Chaves era presidente de la Junta de Andalucía y hacía apenas dos años que se habían comenzado a publicar estadísticas oficiales de los asesinatos machistas. Las palabras de José Saramago en un acto en Granada ante los dos dirigentes políticos fueron recibidas con aplausos. “Ojalá, ojalá”, concluyó el Premio Nobel de Literatura."



Un año más tarde, el 21 de octubre de 2006, un grupo de hombres de Sevilla, unidos en el Foro de hombres por la igualdad, convocó lo que parecía una utopía y, desde entonces, las manifestaciones que propuso Saramago se han ido sucediendo hasta este mismo 21 de octubre. Este año, el colectivo entrega su Reconocimiento Hombre por la Igualdad al escritor portugués. La Marea conversa con la presidenta de la Fundación Saramago, Pilar del Río, momentos antes de la recogida del premio y de la manifestación en Sevilla.

¿Por qué los hombres matan a las mujeres?
Matan, y antes maltratan, por mala educación, porque se creen hegemónicos, porque no entienden lo que es respeto ni humanidad. Porque son víctimas de una educación patriarcal, machistas y delincuentes y no lo saben. Ellos deben romper las reglas que les hacen esclavos pese a creerse que son libres. Tienen que comenzar a andar.

¿Por qué siguen sucediendo casos como el de Olivares, en el que una mujer con denuncia ha sido asesinada?
Porque la sociedad todavía no es consciente de la aberración que es la desigualdad. Por eso hay impunidad. ¿Nadie ve nada? ¿Hubo barreras entre la mujer-víctima y la pareja-agresora? Creo que no. Todos tenemos que reflexionar.

Los colectivos que trabajan en violencia de género denuncian que muchos errores se cometen por la nula formación de jueces y policías. ¿Pero están formados los profesores y profesoras que educan en los colegios? ¿Cómo se combate la desigualdad en una familia cuyo padre -y puede que incluso la madre- sea machista?
Están formados para seguir reproduciendo la educación patriarcal y machista. Siglos y siglos de historia, de humillación, de considerar inferiores a las mujeres, indignas, culturas religiosas afectas con las mujeres -qué manía tienen todas con taparnos y hacernos “puras”- es difícil de combatir. Pero ya es hora, así que a la calle. Hay que ocupar espacios cueste lo que cueste.

¿Por qué no se termina de entender que un crimen machista es un crimen machista y no un suceso más? El Ayuntamiento de Frigiliana llegó a homenajear a la vez a la víctima y al asesino. Y el de Olivares calificó a la mujer de “heroína que sufre en silencio”.
Una de las cosas más preocupantes que han pasado en España en los últimos tiempos es que retiraran Educación para la Ciudadanía. Sin personas con conciencia de serlo, es decir, seres humanos libres para intervenir y tomar decisiones, difícilmente dejará de ser una anécdota un crimen machista. Hace falta pensar para situarse en la apabullante dimensión de la realidad. Los crímenes son los dolorosos síntomas de la insoportable enfermedad que padecemos.

¿Por qué no se hace de una vez por todas un pacto de Estado contra la violencia machista?
Porque tendríamos que ser conscientes de la la gravedad del problema y eso el poder no lo permite. Miremos el poder: es masculino. Desde la iglesia, o las iglesias, a la banda, multinacionales y gobiernos. Busquemos las fotos. Las religiones ayudan al poder y conforman la sociedad. Y nos dicen que hay que resignarse: “Es la cruz que Dios te ha dado, hija, llévala con dignidad”…

¿Por qué es posible en pleno siglo XXI que Donald Trump sea candidato a presidir EEUU?
Es posible, es patético. Y no es el único, miremos otros países, Putin, los gemelos [en Polonia], Berlusconi… La política no es lo que pensamos.

Usted considera que no se puede ser no feminista. ¿Por qué el término feminismo sigue tan denostado?
Porque los tipos del poder explican el feminismo como les interesa. O tal vez están tan enfermos que ya no entienden los conceptos de respeto e igualdad. Hacen caricaturas sin darse cuanta de que quien pare caricaturas es porque es una caricatura en sí mismo, una caricatura sin belleza e inteligencia.

Dice Saramago en Alabardas: el silencio, de todas las armas, es la más poderosa. ¿Cuánto se ha matado -o se mata- con el silencio?
Con el silencio matamos más que la muerte. Y nos hacemos seres abyectos.

Saramago, hasta el final, ha dado muestras de su feminismo indiscutible. Felícia ha sido la última mujer fuerte y coherente de su universo literario. ¿Estaba haciendo Saramago un último retrato de la mujer que es Pilar del Río, la mujer que se plantó en Lisboa a conocerlo tras leer Memorial del Convento y la mujer que sigue continuándolo?
José Saramago estaba escribiendo una novela, no haciendo retratos. Y dejó dicho que acabaría el libro con un sonoro y radical “Vete a la mierda” de Felícia al exmarido que no entiende nada. Pues eso: ante disposiciones canallas, ante falta de voluntad para legislar, ante imposiciones, tomemos la palabra para defender conceptos. Y creemos el imprescindible marco de libertad y de igualdad entre hombres y mujeres. Y a quienes se oponen con magias, dogmas o sinrazones, la única respuesta posible es ese sonoro “vete a la mierda”. A ver si así el poder patriarcal entiende el mensaje y decide venir al espacio de libertad que somos y proponemos la mitad del mundo que somos las mujeres. 

José Saramago: violência contra a mulher é coisa de homens

MANIFESTACIÓN

¿Cúando? Viernes 21 de octubre de 2016 a las 19:00

¿Dónde? Inicio: Puerta Jerez. Final: Plaza Nueva

Pode ser visualizado aqui via YouTube,

"O Nobel de Literatura José Saramago explica, em entrevista a TV
espanhola, por que os homens precisam se envolver na luta contra a
violência contra as mulheres."

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Revista Blimunda - Outubro 2016 Edição #53

A presente edição da revista Blimunda, pode ser consultada e descarregada gratuitamente, aqui

Capa da edição #53

Sinopse da edição da autoria da Fundação José Saramago

"A Blimunda #53 viajou até ao encontro literário “Poesia, Um Dia”, que desde 2012 promove o diálogo com a poesia no belo cenário natural de Vila Velha de Ródão.

Editar é uma tomada de posição. Este é o lema da editora Chão da Feira, que, prestes a completar cinco anos de vida, publica livros usando táticas de guerrilha. A Blimunda deste mês conversou com Maria Carolina Fenati, criadora do selo com um pé no Brasil e outro em Portugal.

Há 20 anos o IBNL (Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro), atual DGLAB, criou o Prémio Nacional de Ilustração. A revista deste mês propõe um balanço destas duas décadas de ilustração em Portugal.

Na secção Visita Guiada, o ponto de paragem deste mês é a Nuvem de Letras, selo criado há um ano e que integra o grupo Alfaguara/Penguin Random House.

No dia 14 de dezembro de 1990, a revista O Ribatejo Ilustrado publicou uma crónica de José Saramago intitulada O Planeta dos Macacos, recuperada 26 anos depois nesta edição da Blimunda.

Este número inclui também o habitual conto de Andréa Zamorano e as sempre presentes sugestões de leitura na Estante e nas Leituras do Mês.

Boas leituras e até Novembro!"

Epígrafe que acompanha a presente edição

Dias do Desassossego - 16 a 30 de Novembro - Pessoa e Saramago nas ruas de Lisboa


Aproxima-se o mês de Novembro. 
De 16 a 30 com inúmeras actividades à volta de José Saramago e Fernando Pessoa.
Da Casa dos Bicos sede da Fundação José Saramago 
até à Casa Fernando Pessoa em Campo de Ourique.


sábado, 15 de outubro de 2016

José Santa-Bárbara, artista plástico... um criador

Recuperação de fotografia tirada no atelier de José Santa-Bárbara 
na companhia de José Saramago



"Vontades Uma leitura de Memorial do Convento" de José Santa-Bárbara

Blimunda "Nunca te olharei por dentro" - Óleo sobre Tela (60*73cm)
de José Santa-Bárbara (Informação livro/catálogo "Vontades")

Um dos episódios mais importantes da obra - O desfazer do jejum de Blimunda


Detalhe da obra

 Baltasar Mateus

Baltasar Mateus o Sete-Sóis e Blimunda a Sete-Luas


sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Faleceu Dario Fo, amigo de José Saramago (1926/2016)

Via Fundação José Saramago

O presente post pode ser recuperado e consultado, aqui
em http://caderno.josesaramago.org/36163.html

"Sexta-feira, 17 de Abril de 2009
Com Dario Fo
Com Dario Fo e quantos se reuniram no auditório da Caja Granada para assistir à cerimónia da entrega do prémio à Cooperação Internacional que a mesma Caixa vem atribuindo, salvo erro, desde há dez anos, e que este ano nos coube a Fo e a mim, deveria ter eu estado para, como disse numa declaração gravada, partilhar as alegrias e os abraços próprios do momento. Infelizmente, não pude fazer a viagem, mas as actuais tecnologias de comunicação quase me fizeram viver em tempo real o desenrolar do acto em que, por solicitação minha, logo amavelmente satisfeita, fui representado pelo Reitor da Universidade de Granada. De certo modo, Dario Fo e eu representávamos ali o Festival Sete Sóis-Sete Luas de que nos honramos ser presidentes honorários. Como é tradição na história deste prémio, o valor dele, a que o premiado renuncia, irá beneficiar uma instituição cultural ou de actividades sociais, neste caso, o próprio Festival, que o aplicará na construção de um centro cultural na Ribeira Grande, em Cabo Verde, esse país enfeitiçador, como eu disse na minha declaração gravada. Depois de tudo isto, creio poder dizer que da entrega do prémio Caja Granada à Cooperação Internacional saímos todos, incluindo este ausente, mais ou menos enfeitiçados.Notícias sobre a cerimónia de entrega do Prémio:Diário de Notícias"

José Saramago escolhido "Autor do Mês" na Livraria Tigre de Papel

"Outubro marca o início da programação regular no auditório da Tigre de Papel. Teremos sempre um ‘Autor do Mês’, em torno do qual organizaremos alguns eventos. O primeiro Autor do Mês é o José Saramago e teremos, nesse âmbito, quatro eventos:


http://www.tigrepapel.pt/
geral@tigrepapel.pt
21.354.0470
Rua de Arroios, 25 - Lisboa (Zona da Almirante Reis)
https://www.facebook.com/tigrepapel.pt/


- 13 de Outubro, quinta-feira, 18h | Conversa com Pilar del Rio sobre o papel das figuras femininas na obra de José Saramago;

- 20 de Outubro, quinta-feira, 18h | O OUTRO SARAMAGO | Conversa com António José Borges em torno do seu livro José Saramago – Da Cegueira à Lucidez;

- 22 de Outubro, sábado, 16h | Leitura para crianças: Joana Patricio lê O Conto da Ilha Desconhecida, de José Saramago

- 27 de Outubro, quinta-feira, 18h30 | Showcase dos Come-se a pele?, com adaptação musicada da crónica «O meu avô, também», do livro Deste Mundo e do Outro, de José Saramago

No dia 19, quarta-feira, pelas 18h30, teremos ainda a Apresentação livro Cidade Participada: arquitectura e democracia, um volume coordenado por Ricardo Fernandes Santos e recém-editado pelas Edições tinta-da-china."



quinta-feira, 13 de outubro de 2016

"O Conto da Ilha Desconhecida" de José Saramago em cena no Teatro A Barraca


Mais informações, aqui


"Um Homem que queria um barco…
Um Rei a quem só interessam Ilhas Conhecidas…
Uma Mulher da Limpeza que decide só limpar barcos…
Um Capitão do Porto rezingão…
Dois Marinheiros maus…
Dois Narradores e dois Técnicos a ajudar à festa…
Um palco aberto…
De Palácio em Cais…
De Cais em Barco…
De Barco em Ilha…
Um Sonho…
Uma Vontade de ferro…

A Barraca dos miúdos conta um conto de José Saramago.

O Conto da Ilha Desconhecida conta que “Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco.” Depois de muitas dificuldades em chegar à fala com o Rei, o Homem lá conseguiu o que queria e ajudado pela Mulher Da limpeza do palácio, que entretanto decide juntar-se a ele na aventura, partem em busca da Ilha Desconhecida.

Uma história sobre o poder do Sonho e da Vontade de um Homem, sobre o Amor e sobre um caminho para uma Utopia. Conceitos complicados de transmitir às crianças? Talvez.... Mas são elas que dominam melhor do que ninguém essa linguagem. 
Para nós, crescidos, é que o mundo torna difícil reencontrar a criança capaz de nos fazer ir atrás de um Sonho.

Rita Lello
Adaptação e Encenação

Horário
Sábado às 15h00
Domingo às 11h00"
"

sábado, 8 de outubro de 2016

Breve discurso no anuncio da atribuição do prémio Nobel, em 8 de Outubro de 1998

Via YouTube, aqui
em https://www.youtube.com/watch?v=7_vKuX0_jk0

"Bem vindos à Academia.
Este ano. a Academia atribuiu o prémio Nobel da Literatura ao escritor português José Saramago... José Saramago.
... que através de parábolas sustentadas pela imaginação, compaixão e ironia, nos permite apreender continuamente uma realidade ilusória."

Breve discurso no anuncio da atribuição do prémio Nobel, em 8 de Outubro de 1998

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

"A Casa José Saramago" em Tías - Lanzarote

Publicado na página do Facebook em 

INFORMAÇÃO DA PÁGINA
Morada - Calle Los Topes, 3, 35572 Tías, Canarias, Spain
Horário Seg-Sáb: 10:00 – 14:30

Casa Museo José Saramago en la Isla de Lanzarote 

Telefone +34 928 83 30 53
E-mail acasajosesaramago@gmail.com



21 de septiembre de 1996
"Esta mañana, todavía en la cama, entre las nebulosas del primer despertar, tal y como si ante mí fuesen fluctuando piezas sueltas de un mecanismo que, por sí mismas, buscasen sus lugares y se encajasen unas en otras, comencé a distinguir, de un extremo a otro, el desarrollo del enredo de Todos los nombres, esa novela cuyo título nació, en enero, en un avión que aterrizaba en Brasilia, y que, para mostrarse (¿definitivamente?), necesitó que otro avión me trajera hasta Amherst. Estaba pensando, de un modo vago, soñoliento, en los esfuerzos que vengo realizando para encontrar la pista de mi hermano, y de repente, sin ninguna relación aparente, comenzaron a desfilar en mi cabeza los personajes, las situaciones, los motivos, los lugares de una historia que no llegaría a existir (suponiendo que la escriba) si el óbito de Francisco de Sousa hubiera sido registrado en la Conservaduría de Golegã, como debería...".
José Saramago, Cuadernos de Lanzarote II.

Apresentação de «O Lagarto», de José Saramago e J. Borges – 22/09, no Festival Literário de Óbidos

A presente informação foi publicada pela Fundação José Saramago, e pode ser recuperada, aqui

Na quinta-feira (22), pelas 18h30, no âmbito do FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos, será apresentado «O Lagarto», livro publicado pela Porto Editora e que une as palavras de José Saramago com o traço do artista popular brasileiro J. Borges.



"A sessão, que acontece no Museu Abílio, em Óbidos, contará com a presença de Pilar del Río, presidenta da Fundação José Saramago, Alejandro García Schnetzer, editor independente que concebeu o projeto, e Manuel Alberto Valente, editor responsável pela obra de José Saramago na Porto Editora. Pelas 17h45, o trio de música nordestina “Só Lapada” recepcionará os convidados à entrada da vila de Óbidos.

Também será inaugurada uma exposição com as xilogravuras feitas especialmente para o livro. A entrada é livre, sujeita à lotação da sala. Para ver o programa completo do FOLIO aceda: www.foliofestival.com/ "



"O Lagarto é um conto breve incluído em A Bagagem do Viajante (1973), volume que reuniu as crónicas escritas por José Saramago para o diário A Capital e para o semanário Jornal do Fundão. A história narra o aparecimento, no Chiado, de um misterioso lagarto, cuja presença surpreende os transeuntes e mobiliza os bombeiros, o exército e a aviação.

Quem é J.Borges:

Nasceu em Bezerros (Pernambuco, Brasil) no ano de 1935. Aos 20 anos começou a vender cordéis nas feiras. Em 1964 assinou o seu primeiro trabalho autoral. Tornou-se gravurista para ilustrar os cordéis que produzia. Durante a vida escreveu algumas centenas de cordéis. Ilustrou o livro As palavras Andantes, de Eduardo Galeano, e expôs o seu trabalho em vários lugares do mundo, entre eles EUA, Suíça, França, Alemanha, Venezuela, Itália e Cuba. Em 2006 recebeu o título de Patrimônio Vivo de Pernambuco, outorgado pelo Governo do Estado. Atualmente vive na sua cidade natal, num local que foi transformado num espaço artístico, o Memorial J.Borges, onde ensina a arte da xilogravura aos mais novos."

* Foto: Alfeu Tavares/Folha de Pernambuco


Conto «A ilha desconhecida», no Festival Literário Internacional de Óbidos - Produção "Trigo Limpo teatro ACERT"

«A ilha desconhecida», no Festival Literário Internacional de Óbidos



http://www.josesaramago.org/ilha-desconhecida-no-festival-literario-internacional-obidos/

A segunda edição do FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos contará com a estreia do espetáculo A Ilha Desconhecida, a partir d’ O Conto da Ilha Desconhecida, de José Saramago. Trata-se de uma coprodução da Fundação José Saramago e do Trigo Limpo teatro ACERT que será apresentada durante o festival e seguirá em digressão nos próximos meses.

A peça, que foi adaptada e encenada por José Rui Martins, do ACERT, será interpretada pelos actores e músicos Catarina Moura e Luis Pedro Madeira.

Exibida gratuitamente nos seguintes dias:  22, 23, 24, 25, 29, 30 de setembro, e 1 e 2 de outubro. Aceda à página do festival para ver os horários e local do espetáculo www.foliofestival.com/

Foto: Ricardo Chaves

Sinopse

COMO É QUE UMA ILHA PODERÁ SER A UTOPIA QUE HÁ EM CADA UM DE NÓS?

Como é que a utopia pode ser o desconhecido que se procura pelo prazer da navegação e o desprendimento pela calculista ancoragem?
Imagine-se um pensamento de uma Mulher da Limpeza: “Se não sais de ti, não chegas a saber quem és.”
Imagine-se que um Homem que Queria um Barco sonhou com a Mulher da Limpeza e lhe segredou: “Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar.”
Agora, imagine-se que estamos no lugar deste Homem e desta Mulher que temos diante de nós três portas: a dos obséquios, a das petições e a das decisões. Qual delas seremos tentados a abrir?
No seu conto, José Saramago convida-nos a uma viagem em “que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós”. Habitar teatralmente esta  aventura onde a metáfora se espraia na areia das palavras é desafiante. Parabolizar teatral e musicalmente uma narrativa que, sendo complexa, não se pode desligar da singeleza do pensamento que a originou, constitui um desafio artístico aliciante. A palavra teatral e musicada é o roteiro para a construção de personagens oníricas, fantasiosa e poético-amorosas. A música, território de eleição dos intérpretes, pisca o olho sedutor ao argumento, deixando-o fluir encantatoriamente. A cenografia e os figurinos são enxertias de uma só planta.
Esta adaptação teatral do conto de José Saramago são as palavras de um livro que é palco. O Trigo Limpo teatro ACERT, após ter compartilhado com a Fundação José Saramago a maravilhosa aventura de “A Viagem do Elefante” que, desde 2013, continua e continuará a circular junto das comunidades onde ancora, aceitou afectuosamente este convite para partilhar, em co-produção “O Conto da Ilha Desconhecida”.

(José Rui Martins)


Ficha Técnica

 Coprodução: Fundação José Saramago e Trigo Limpo teatro ACERT

A partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Adaptação e encenação: José Rui Martins

Interpretação: Catarina Moura e Luís Pedro Madeira

Música: Luís Pedro Madeira

Cenografia: ZéTavares

Desenho de Luz: Paulo Neto

Figurinos, tapeçaria e adereços: Cláudia Ribeiro | Casa de Figurinos

Adereços: Sofia Silva

Costureira: Marlene Rodrigues

Pesquisa e coordenação literária: Sérgio Letria e Sara Figueiredo

Montagem e operação de luz: Rui Sérgio Henriques

Assistentes de produção: Joana Cavaleiro e Ricardo Viel

Carpintaria de cena: Filipe Simões

Fotografia: Ricardo Chaves

Edição #52 da revista Blimunda - Setembro de 2016 - Já disponível para descarregar gratuitamente


Recorte da capa da presente edição

A edição pode ser consultada e descarregada gratuitamente, aqui
em http://www.josesaramago.org/blimunda-52-setembro-2016/

"No campo de refugiados de Jenin, na Palestina, faz-se teatro. Uma realidade que a Blimunda descobriu ao conversar com os diretores do Freedom Theatre, companhia que esteve em digressão por Portugal neste mês de Setembro e que aposta que o teatro pode ser uma alternativa para os jovens de uma zona tão castigada pela violência. A reportagem é assinada por Ricardo Viel.

Manifestação política e cultural, a Festa do Avante! viveu este ano a sua 40.ª edição. A Blimunda esteve lá e traz nas suas páginas uma crónica assinada por Sara Figueiredo Costa sobre a festa organizada pelo Partido Comunista Português.

A escritora e professora argentina María Teresa Andruetto marcou presença na XIV edição das Palavras Andarilhas. O programa incluía uma entrevista ao vivo à escritora vencedora do Prémio Andersen em 2012. Essa conversa, conduzida por Andreia Brites e Sérgio Machado Letria, ocupa agora o seu espaço nesta edição da Blimunda.

Na secção Saramaguiana recuperamos uma das primeiras críticas ao romance O Ano da Morte de Ricardo Reis, livro de José Saramago que este mês de setembro regressa às livrarias portuguesas na nova edição da Porto Editora. Escrito por Leonor Xavier e publicado em novembro de 1984, poucas semanas depois da chegada do romance às livrarias, o texto destaca o caráter inovador do romance ao propor um “jogo entre o real imaginário e o imaginário real”, tendo o leitor como parceiro.

A escritora Andréa Zamorano regressa ao seu espaço mensal com uma crónica que aborda a as vantagens e as dificuldades de viver meio cá, em Portugal, meio lá, no Brasil.

Como habitualmente, com muito para ler, as secções habituais da revista.

Boas leituras!"