Perguntam-me não raras vezes:
- "Qual o livro de José Saramago que mais gostaste de ler?"
A resposta que pode ser dada a cada momento:
- "Impossível de dizer... não sei responder, não seria justo para com outros (livros) não nomeados. Mas uma coisa sempre soube. Uma obra de Saramago, enquanto "pseudo ser vivo" ou com "gente dentro" tem que me raptar, prender-me, não me deixar sair de dentro das suas páginas. Fazer de mim um refém, e só me libertar no final da leitura... mesmo ao chegar à última página. Aí, o "Eu" leitor que se mantém refém, liberta-se da "gente que a obra transporta dentro" e segue o seu caminho.
Mas segue um caminho que se faz caminhando, conjuntamente com mais uma família"

Rui Santos

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

"O génio de Saramago INquieta a Chamusca" sobre a representação de "Ensaio sobre a Cegueira" (via Rede Regional - 24/01/2017)

Imagem de ensaio via site "Rede Regional" (24/01/2017)

A reportagem pode ser consultada e recuperada aqui 

"Uma adaptação do “Ensaio sobre a Cegueira”, de José Saramago, é a próxima peça que a Companhia de Teatro do Ribatejo (CTR) vai apresentar no antigo centro regional de artesanato da Chamusca, no âmbito do ciclo cultural “INquieto”.

Depois do sucesso do espetáculo de estreia, “Minha querida Anne Frank”, que esgotou por completo o espaço, a obra do Prémio Nobel da Literatura português vai subir ao palco esta sexta-feira, 27 de janeiro, a partir das 21h30.

“E se fossemos todos cegos?” é a pergunta de partida de Saramago para construir um dos seus mais fascinantes romances, em que a cegueira é representada através de inúmeras metáforas.

O génio do autor, nascido no concelho da Golegã, cria um impressionante quadro de figuras humanas, onde se perde, na ausência da visão, todos os sentimentos de solidariedade e respeito, numa guerra cega de valores, que nos faz a todos repensar sobre o sentir humano."

CTR Companhia Teatro do Ribatejo apresenta a peça baseada na obra de José Saramago "Ensaio sobre a Cegueira" inserida no "Ciclo Cultural INquieto" (Chamusca, 27/01 - 21h30m)


27 Janeiro | 21h30 | Ciclo Cultural INquieto | Ensaio sobre a Cegueira 

O site do Município da Chamusca apresenta o evento e pode ser consultado aqui 

"O Município da Chamusca no âmbito da agenda cultural de janeiro e fevereiro, com periodicidade quinzenal, realiza o ciclo cultural INquieto, que estreou no dia 13 Janeiro com Minha querida Anne Frank, que esgotou por completo o Antigo Centro Regional de Artesanato, numa noite em que o público fez silêncio, num momento de grande emoção, onde se viveram os horrores do Holocausto, com produção da Companhia de Teatro do Ribatejo – CTR.

INquieto volta a cena no próximo dia 27 janeiro, pelas 21h30, no Antigo Centro Regional de Artesanato, com Ensaio sobre a Cegueira de José Saramago.

E se fossemos todos cegos? Foi com esta pergunta simples que o Nobel da Literatura partiu para um dos seus mais fascinantes romances, em que a cegueira descrita é representada através de inúmeras metáforas. Já no início da narrativa as personagens são acometidas pelo chamado "mal branco", impossível de ser diagnosticado como um dos tipos já conhecidos de cegueira. Considerando a cegueira como metáfora, ao longo deste romance Saramago tenta explicar como as pessoas vão se tornando cegas no mundo contemporâneo, como inexplicavelmente ocorreu com o primeiro cego, primeira personagem apresentada na narrativa, que cegou quando conduzia o seu automóvel: de repente a realidade tornou-se indiferenciada à sua volta.

O génio de Saramago, cria assim um impressionante quadro de figuras humanas, onde se perde, na ausência da visão, todos, os sentimentos de solidariedade e respeito, numa guerra cega de valores, que nos faz a todos repensar sobre o sentir humano. Do romance saltam figuras inesquecíveis na sua fragilidade e intolerável maldade que pode existir em cada ser humano.

O Município da Chamusca lança o repto para que no próximo dia 27 de janeiro todos se juntem à Inquietude que se espera no Antigo Centro Regional de Artesanato num espetáculo que será uma viagem desconcertante da alma humana através das palavras escritas por um dos grandes autores universais."

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Memórias fotográficas


“El hombre duplicado” José Saramago llega al teatro (El Espectador - 21/01/2017)

Recuperação de mais reacções à apresentação da peça de teatro "El Hombre Duplicado", aqui no "El Espectador" de 21 de Janeiro de 2017.
Link da notícia em http://www.elespectador.com/noticias/cultura/jose-saramago-llega-al-teatro-articulo-675916

"¿Qué pasaría si cada ser humano tuviera una o varias copias, clones o réplicas?, esa es la pregunta que intenta responder la puesta en escena basada en el texto del escritor portugués, que acaba de ser estrenada en Lanzarote (España)."
Por: Redacción Cultura

En “El hombre duplicado” José Saramago aborda la búsqueda de la identidad propia 
y ajena con humor negro. /Archivo El Espectador"

"El inquietante juego con el que José Saramago aborda la identidad, “El hombre duplicado”, se ha convertido en la primera de sus novelas que llega al teatro y lo ha hecho con un montaje, estrenado mundialmente en Lanzarote (España), que acentúa su tono de thriller oscuro y desasosegante.

El libro ya era película, “Enemy”, dirigida por Denis Villeneuve y protagonizada por Jake Gyllenhaal, y ahora se trasladará al teatro gracias al reto asumido por José Martret, quien, fascinado por lo auténtico y único de los libros del escritor nacido en Portugal, ha querido conservar la profundidad del texto original.

La adaptación para las tablas de “El hombre duplicado” estuvo a cargo de la firma DD & Company Producciones; mientras que la dirección ejecutiva corrió por cuenta de Dania Dévora. Por su parte, los Centros de Arte, Cultura y Turismo de Lanzarote (CACT) quisieron en homenaje a la isla en la que el Nobel decidió refugiarse en 1991 y en la que falleció en 2010, que el lanzamiento de la puesta en escena se realizara en un recinto muy singular, y por eso se escogió a Jameos del Agua, auditorio diseñado por César Manrique.

La pieza teatral, interpretada por Kira Miró y Raúl Tejón, Raquel Pérez, Sergio Otegui, Maribel Luis y Mon Ceballos, y adaptada por Salvador Toscano y Félix Ortiz, ha sido un éxito rotundo, con más de 400 espectadores en su primera jornada de exhibición.

La esencia de la obra sigue sustentándose en la pregunta principal que plantea Saramago en “El hombre duplicado” y que se puede resumir en: ¿en qué consiste la identidad?

¿Qué pasaría si cada ser humano tuviera una e incluso varias copias, clones o réplicas? y ¿cuáles serían los caminos y los laberintos que cada persona sería capaz de recorrer para descubrir el misterio que hay detrás?, propone con ironía el escritor portugués.

El montaje teatral, como la novela, trata de dar respuesta a cuestiones tan humanistas como la definición de la individualidad, los rasgos que permiten pensar en la singularidad y jugar con la posibilidad de que haya hombres paralelos que viven en universos duplicados o a la inversa.

Saramago habla sobre la búsqueda de la identidad propia y ajena con humor negro y distancia, porque es muy complicado asumir que los rasgos propios estén repetidos exactamente igual en otros sujetos.

José Martret, creador de iniciativas teatrales vanguardistas como “La casa de la portera” o “La pensión de las pulgas” junto a Alberto Puraenvidia, quien en esta iniciativa artística se ha ocupado de la escenografía, han creado un juego de identidades en el que el espectador es interpelado constantemente por el personaje que asume el papel de Sentido Común.

Tertuliano Máximo Afonso, un profesor de historia divorciado, un “hombre sin atributos”, profesional de la desidia e indiferencia por todo lo que le rodea, descubre viendo una película que hay un actor que es su copia exacta y a partir de ese momento, en una mezcla entre lo policial y la indagación profunda sobre la identidad humana, se empeña en encontrar “al otro”.

Las pesquisas le conducen a identificar a Daniel Santa-Clara, nombre artístico de Antonio Claro, con el que entra finalmente en contacto, lo que cambia de manera radical el sentido de sus vidas y la aparente inviabilidad de dos sujetos idénticos en el mismo espacio y tiempo.

“El estreno mundial en Lanzarote de la que es la primera adaptación teatral de una de sus obras obedece también a que la idea se le ocurrió a Saramago en esa isla y a que a su viuda, Pilar del Río, le parecía que en España debía hacerse algo en este sentido” comentó la directora ejecutiva Dania Dévora.

La obra visitará hasta abril otras islas del archipiélago, antes de dar el salto a la península, donde ya está confirmada Málaga como una de las ciudades donde se verá durante 2017."

domingo, 22 de janeiro de 2017

"Israel e os seus derivados" - Revisitar "Outros Cadernos de Saramago" (22/1/2009)

Revisitar "Outros Cadernos de Saramago"
http://caderno.josesaramago.org/22841.html

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

"Israel e os seus derivados"
"O processo de extorsão violenta dos direitos básicos do povo palestino e do seu território por parte de Israel tem prosseguido imparável perante a cumplicidade ou a indiferença da mal chamada comunidade internacional. O escritor israelita David Grossmann, cujas críticas, em todo o caso sempre cautelosas, ao governo do seu país têm vindo a subir de tom, escreveu num artigo publicado há algum tempo que Israel não conhece a compaixão. Já o sabíamos. Com a Tora como pano de fundo, ganha pleno significado aquela terrível e inesquecível imagem de um militar judeu partindo à martelada os ossos da mão a um jovem palestino capturado na primeira intifada por atirar pedras aos tanques israelitas. Menos mal que não a cortou. Nada nem ninguém, nem sequer organizações internacionais que teriam essa obrigação, como é o caso da ONU, conseguiram, até hoje, travar as acções mais do que repressivas, criminosas, dos sucessivos governos de Israel e das suas forças armadas contra o povo palestino. Visto o que se passou em Gaza, não parece que a situação tenda a melhorar. Pelo contrário. Enfrentados à heróica resistência palestina, os governos israelitas modificaram certas estratégias iniciais suas, passando a considerar que todos os meios podem e devem ser utilizados, mesmo os mais cruéis, mesmo os mais arbitrários, desde os assassinatos selectivos aos bombardeamentos indiscriminados, para dobrar e humilhar a já lendária coragem do povo palestino, que todos os dias vai juntando parcelas à interminável soma dos seus mortos e todos os dias os ressuscita na pronta resposta dos que continuam vivos."

Memórias fotográficas


sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Memórias fotográficas


"Donde?" - Revisitar "Outros Cadernos de Saramago" (20/1/2009)

Revisitar "Outros Cadernos de Saramago"
http://caderno.josesaramago.org/22572.html

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

"Donde?"
"Donde saiu este homem? Não peço que me digam onde nasceu, quem foram os seus pais, que estudos fez, que projecto de vida desenhou para si e para a sua família. Tudo isso mais ou menos o sabemos, tenho aí a sua autobiografia, livro sério e sincero, além de inteligentemente escrito. Quando pergunto donde saiu Barack Obama estou a manifestar a minha perplexidade por este tempo que vivemos, cínico, desesperançado, sombrio, terrível em mil dos seus aspectos, ter gerado uma pessoa (é um homem, podia ser uma mulher) que levanta a voz para falar de valores, de responsabilidade pessoal e colectiva, de respeito pelo trabalho, também pela memória daqueles que nos antecederam na vida. Estes conceitos que alguma vez foram o cimento da melhor convivência humana sofreram por muito tempo o desprezo dos poderosos, esses mesmos que, a partir de hoje (tenham-no por certo), vão vestir à pressa o novo figurino e clamar em todos os tons: “Eu também, eu também.” Barack Obama, no seu discurso, deu-nos razões (as razões) para que não nos deixemos enganar. O mundo pode ser melhor do que isto a que parecemos ter sido condenados. No fundo, o que Obama nos veio dizer é que outro mundo é possível. Muitos de nós já o vinhamos dizendo há muito. Talvez a ocasião seja boa para que tentemos pôr-nos de acordo sobre o modo e a maneira. Para começar."

"Obama" - Revisitar "Outros Cadernos de Saramago" (20/1/2009)

Revisitar "Outros Cadernos de Saramago"
http://caderno.josesaramago.org/22483.html

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

"Obama"
"A Martin Luther King mataram-no. Quarenta mil polícias velam em Washington para que hoje não suceda o mesmo a Barack Obama. Não sucederá, digo, como se na minha mão estivesse o poder de esconjurar as piores desgraças. Seria como matar duas vezes o mesmo sonho. Talvez todos sejamos crentes desta nova fé política que irrompeu em Estados Unidos como um tsunami benévolo que tudo vai levar adiante separando o trigo do joio e a palha do grão, talvez afinal continuemos a acreditar em milagres, em algo que venha de fora para salvar-nos no último instante, entre outras coisas, desse outro tsunami que está arrasando o mundo. Camus dizia que se alguém quisesse ser reconhecido bastar-lhe-ia dizer quem é. Não sou tão optimista, pois, em minha opinião, a maior dificuldade está precisamente na indagação de quem somos, nos modos e nos meios para o alcançar. Porém, fosse por simples casualidade, fosse de caso pensado, Obama, nos seus múltiplos discursos e entrevistas, disse tanto de si mesmo, com tanta convicção e aparente sinceridade, que a todos já nos parece conhecê-lo intimamente e desde sempre. O presidente dos Estados Unidos que hoje toma posse resolverá ou intentará resolver os tremendos problemas que o estão esperando, talvez acerte, talvez não, e algo nas suas insuficiências, que certamente terá, vamos ter de lhe perdoar, porque errar é próprio do homem como por experiência tivemos de aprender à nossa custa. O que não lhe perdoaríamos jamais é que viesse a negar, deturpar ou falsear uma só das palavras que tenha pronunciado ou escrito. Poderá não conseguir levar a paz ao Médio Oriente, por exemplo, mas não lhe permitiremos que cubra o fracasso, se tal se der, com um discurso enganoso. Sabemos tudo de discursos enganosos, senhor presidente, veja lá no que se mete."

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

"Conoce el olivo mágico de Saramago en Lanzarote" de César-Javier Palacios (Blog "La crónica verde" - 15/01/2017)

"Conoce el olivo mágico de Saramago en Lanzarote" de César-Javier Palacios (15/01/2017)

A presente reportagem pode ser recuperada e consultada aqui 
em http://blogs.20minutos.es/cronicaverde/2017/01/15/conoce-el-olivo-magico-de-saramago-en-lanzarote/


El escritor portugués José Saramago amaba los árboles. Aunque quizás no tanto como su abuelo materno Jerónimo Melrinho, pastor de cerdos en la pequeña villa de Azinhaga. Fue a él a quien dedicó su discurso de aceptación del premio Nobel ante la academia sueca. Un memorable texto que empieza así:

“El hombre más sabio que he conocido en toda mi vida no sabía leer ni escribir”.

De él aprendió de niño mil historias y leyendas, escuchándole en las largas noches de verano que pasaban juntos durmiendo bajo la gran higuera de la huerta, mirando a las estrellas.

Jerónimo, pastor y contador de historias, al presentir que la muerte venía a buscarlo se despidió de los árboles de su huerto uno por uno, abrazándolos y llorando porque sabía que no los volvería a ver.


Saramago, pensador sublime y contador de historias, plantó árboles en su casa de Lanzarote (A Casa / La Casa) para no olvidarse nunca de su abuelo. Ni de su Portugal natal. En una maceta acurrucada entre sus piernas trajo en el avión un joven brinzal de olivo nacido en el Alentejo. Lo plantó en el jardín, en un lugar privilegiado desde donde se disfruta de unas maravillosas vistas hacia el mar tranquilo, la isla de Lobos y la lejana Fuerteventura. No sabía si prosperaría en esa tierra lejana, volcánica, pero contra todo pronóstico el árbol arraigó. En cuanto creció un poco instaló a su lado una silla. Bajo la fresca sombra del olivo se pasaba las horas muertas, meditando, mirando, sintiendo.

A seis años de su muerte, ves ahora la silla vacía, el árbol, el mar naciente y sientes un escalofrío aún mayor que cuando entras en su biblioteca. Seguramente por tratarse de un ser vivo, testigo mudo de las ensoñaciones del literato.

“Para él era un árbol muy especial, pues sus raíces simbolizan a su familia y de dónde viene, pero también su deseo de quedarse en esta tierra”, me comenta el director de la Casa Museo y cuñado del literato, Javier Perez F. -Figares. “Amaba mucho este jardín”. En él plantó luego otros dos olivos, pero uno de ellos, de origen andaluz, salió literalmente volando, arrancado por los vientos huracanados de la tormenta tropical Delta de 2005. La historia parece salida de una de sus novelas, pero es real. También plantó una higuera, como la de su abuelo, que apenas ha crecido en estos años. Y un algarrobo, cuyas vainas son muy nutritivas para las piaras de cerdos, imagen que nos lleva otra vez a su Azinhaga natal.

Recogiendo el testigo de amor por estos árboles que Saramago dejó, explican en la Fundación,

“se ha considerado que un olivo, tal vez éste, sea la imagen del complejo que es la casa y la biblioteca del escritor: el olivo es símbolo de paz y de sabiduría, ramas verdes que son letras sobre el negro de la tierra volcánica. Es Lanzarote, es Azinhaga, es Portugal, es Saramago”.

Pasear por la casa donde Saramago escribió “Ensayo sobre la ceguera” es una sensación única, como lo es ver su despacho y su cama. Pero tocar las ramas del olivo que acariciaron sus ideas resulta algo impagable. Bajito y redondo para poder adaptarse a la fuerza de los vientos alisios, no trates de abrazarlo. Saramago tampoco lo hizo nunca. Como él mismo explicó una vez en una entrevista, despedirse del mundo al estilo de su abuelo no iba a ser posible.

Yo no me veo levantándome de la cama, suponiendo que estoy en las últimas, levantarme para ir y repetir lo que ha hecho mi abuelo, porque repetirlo sería insultar su memoria.

Isla Negra tiene a Neruda y Cadaqués a Dalí. Lanzarote es más afortunada; tiene a César Manique y a José Saramago. Pero lo ignora.

La isla recibió el año pasado cerca de tres millones de turistas. Sin embargo, apenas un puñado de ellos visitaron la maravillosa Casa Museo del escritor luso. ¿La razón? Intenta localizarla. Misión imposible. Ni aún con gps es fácil. Entre otras razones, porque no hay ni una sola señalización en la isla que te informe de su cercanía y te facilite la llegada. A los responsables del Cabildo y del Ayuntamiento ya les vale.

Hay que entrar en la zona de chalés de Tías, buscar el ayuntamiento y seguir hacia abajo entre un dédalo de urbanizaciones para dar finalmente con la rotonda dedicada al escritor de Todos los nombres, en este caso sólo uno, un árbol (el olivo) con forma de J y S: José Saramago. El hombre que amaba los árboles.


Sobre César-Javier Palacios
"Soy geógrafo, naturalista, periodista y responsable de comunicación de FSC España. He trabajado en la Estación Biológica de Doñana, en la Fundación Félix Rodríguez de la Fuente y en SEO/BirdLife. Me entusiasma la interpretación de la naturaleza, la divulgación científica, la educación ambiental y los viajes. Desde 2004 trato de contagiaros esta pasión por la conservación de la biodiversidad a través de mis columnas en 20 Minutos, un observatorio pendiente (y crítico) del discurrir de la vida."

Blog "La crónica verde" no 20minutos.es em http://blogs.20minutos.es/cronicaverde/
Pode ser seguido no Twitter em @lacronicaverde


Memórias fotográficas


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Memórias fotográficas


"Vontades Uma leitura de Memorial do Convento" de José Santa-Bárbara

Capa da edição

José Santa-Bárbara

Encontro de "Josés"

Momentos



Baltasar Mateus o Sete-Sóis


"Porque come Blimunda pão antes de abrir os olhos de manhã, Sim, Se o vieres a saber um dia, será por ela, por mim não, Mas sabe a razão, Sei, E não ma diz, Só te direi que se trata de um grande mistério, voar é uma simples coisa comparando com Blimunda." - Memorial do Convento

Rei D. João V - "Já se murmura na corte, dentro e fora do palácio, que a rainha, provavelmente, tem a madre seca, insinuação muito resguardada de orelhas e bocas delatoras e que só entre íntimos se confia. Que caiba a culpa ao rei, nem pensar, primeiro porque a esterilidade não é mal dos homens, das mulheres sim, por isso são repudiadas tantas vezes, e segundo, material prova, se necessária ela fosse, porque abundam no reino bastardos da real semente e ainda agora a procissão vai na praça." - Memorial do Convento

Baltasar Sete-Sóis e Blimunda Sete-Luas

'El hombre duplicado', el thriller sobre "el yo" de Saramago, se hace teatro - via "El Diario" (15/01/2017)

'El hombre duplicado', el thriller sobre "el yo" de Saramago, se hace teatro
Más de 400 espectadores asisten al estreno del espectáculo en los Jameos del Agua
Efe - Arrecife (15/01/2017)
Aqui reportagem em http://www.eldiario.es/canariasahora/cultura/El_hombre_duplicado-Jose_Saramago-teatro_0_601939844.html

"Un momento del ensayo de la representación teatral de la novela 'El hombre duplicado'. 
EFE/Javier Fuentes"

"El inquietante juego con el que José Saramago aborda la identidad, El hombre duplicado, se ha convertido en la primera de sus novelas que llega al teatro y lo ha hecho con un montaje, estrenado mundialmente en Lanzarote, que acentúa su tono de thriller oscuro y desasosegante.

El libro ya era película, Enemy, dirigida por Denis Villeneuve y protagonizada por Jake Gyllenhaal, y ahora es teatro gracias al reto acometido por José Martret, que, fascinado por "lo auténtico y único" de los libros del escritor luso, ha querido conservar la profundidad del texto original.

La adaptación ha sido un empeño de DD & Company Producciones, con dirección ejecutiva de Dania Dévora, y los Centros de Arte, Cultura y Turismo de Lanzarote (CACT), que han querido, en homenaje a la isla en la que el Nobel decidió "exiliarse" en 1991 y en la que falleció en 2010, que fuera un recinto "tan canario y tan especial" como los Jameos del Agua, que diseñó César Manrique, el auditorio del estreno.

El resultado, interpretado por Kira Miró y Raúl Tejón, Raquel Pérez, Sergio Otegui, Maribel Luis y Mon Ceballos, y adaptado por Salvador Toscano y Félix Ortiz, ha sido un éxito, con los más de 400 espectadores que caben en el auditorio, puestos en pie."

"Pilar del Río, viuda de Saramago, junto a la actriz Kira Miró, al término de la función del viernes."

"El "core", el "alma" de la obra sigue sustentándose en la pregunta principal que plantea Saramago: ¿en qué consiste la identidad?.

¿Qué pasaría si cada ser humano tuviera una e incluso varias copias, clones, sosias o réplicas? y ¿cuáles serían los caminos y los laberintos que cada una sería capaz de recorrer para descubrir el misterio que hay detrás?, propone con ironía el Nobel portugués.

El montaje teatral, como la novela, trata de dar respuesta a cuestiones tan humanistas como la definición de la individualidad, los rasgos que permiten pensar en la singularidad y jugar con la posibilidad de que haya hombres paralelos que viven en universos duplicados o a la inversa.

Saramago (1922) habla sobre la búsqueda de la identidad propia y ajena con humor negro y distancia, porque es muy complicado asumir que los rasgos propios estén repetidos exactamente igual en otros sujetos.

Martret, creador de iniciativas teatrales vanguardistas como La Casa de la Portera o La Pensión de las Pulgas junto a Alberto Puraenvidia, que aquí se ha ocupado de una eficaz escenografía, ha querido un juego de identidades en el que el espectador es interpelado constantemente por el personaje que asume el papel de Sentido Común.

Tertuliano Máximo Afonso, un profesor de Historia divorciado, un "hombre sin atributos", profesional de la desidia e indiferencia por todo lo que le rodea, descubre viendo una película que hay un actor que es su copia exacta y a partir de ese momento, en una mezcla entre lo policial y la indagación profunda sobre la identidad humana, se empeña en encontrar "al otro".

Las pesquisas le conducen a identificar a Daniel Santa-Clara, nombre artístico de Antonio Claro, con el que entra finalmente en contacto, lo que cambia radicalmente el sentido de sus vidas y la aparente inviabilidad de dos sujetos idénticos en el mismo espacio y tiempo.

El estreno mundial en Lanzarote de la que es la primera adaptación teatral de una de sus obras obedece también a que la idea se le ocurrió a Saramago en esa isla y a que a su viuda, Pilar del Río, le parecía que en España debía hacerse algo en este sentido, según explicaba Dévora.

La obra visitará hasta abril otras islas del archipiélago, antes de dar el salto a la península, donde ya está confirmada Málaga como una de las ciudades donde se verá este año."


Ecos da estreia da peça de teatro "El Hombre Duplicado" em Los Jameos del Agua - Lanzarote

Fotografia publicada pelo "Comik Teatro" - https://www.facebook.com/TeatroComiK/
"Ayer nos fuimos a ver "El hombre duplicado", adaptación teatral de la novela de José Saramago, que ha sido un éxito en su estreno mundial en Lanzarote y al que deseamos un largo recorrido"

Comentário de Victoria Rosell (via Twitter @VickyRosell )
"Saramago y César Manrique. El hombre duplicado en Los Jameos del Agua. Lanzarote. IMPRESIONANTE."


segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

"O planeta dos macacos" Crónica de José Saramago publicada originalmente na revista "O Ribatejo Ilustrado" (14/12/1990)



A presente crónica foi publicada na revista "O Ribatejo Ilustrado" em 14/12/1990 e republicada na edição digital da "Blimunda" (n.º 53 de Outubro de 2016); pode ser descarregada e recuperada aqui em http://www.josesaramago.org/blimunda-53-outubro-2016/

A revista "Blimunda" é produzida pela Fundação José Saramago e todos as edições podem ser consultadas e descarregadas aqui em http://www.josesaramago.org/category/blimunda/

"O planeta dos macacos"

"Alguns leitores talvez ainda se lembrem de um romance francês, de Pierre Boulle, salvo erro, que no tempo da sua publicação foi recebido com grande favor do público e aplauso da critica, penso eu que mais pelo carácter insólito do tema do que por indiscutíveis méritos literários. Chamava-se a festejada obra O Planeta dos Macacos, e da curiosa mas afinal pouco surpreendente história, o que se pode dizer, simplificando, é que já estava, toda ela, contida no título: um planeta povoado por macacos organizados segundo modelos políticos, culturais e sociais nossos conhecidos, porquanto eram, por assim dizer, mera repetição dos sistemas que a Humanidade tem criado ao longo dos séculos. 
Na sociedade daqueles macacos podia-se encontrar tudo o que, para bem e para mal, vem definindo a sociedade dos homens: havia chefes, facções, intrigas, crimes, polícias. Havia macacos maus e macacos bons, macacos apaixonados e macacos ciumentos, macacos feios e macacos bonitos. Exactamente como cada um de nós e as pessoas que vivem na nossa rua.
Devo confessar que nunca li o livro. O que dele imagino saber, hoje, é tão-somente o que viria a ser-me explicado, anos depois, no filme que dele foi extraído, produto ingénuo entre os que mais o sejam, às vezes ridículo pela preocupação moralista de acentuar a evidência de que tudo ali se passava como se, em vez de macacos, os heróis e figurantes da história fossem representantes da nossa espécie. A intenção acabava por tornar-se pleonástica ao serem introduzidos no conflito alguns seres humanos, dos autênticos, astronautas desembarcados no planeta em consequência duma avaria da nave em que viajavam: tornava-se então medianamente claro que tudo aquilo era a mesma gente, os macacos comportando-se como homens, os homens comportando-se como macacos. E, para que não restasse a mínima dúvida sobre o derradeiro significado da mensagem, descobriríamos, nas derradeiras sequências do filme, que os astronautas, sem saberem, tinham regressado ao entretanto destruído planeta Terra, que havia sido palco duma guerra atómica e onde os macacos tinham ocupado o lugar dos homens.
Ora, é tempo de recordar, as relações de identidade entre homens e macacos começaram há muitos e muitos séculos, quando o inglês estava ainda por inventar e portanto nem podia saber-se onde estariam e quem viriam a ser os tataravós de Darwin. O que quase toda a gente ignora é que o segredo de tais relações, íntimas, no exacto sentido do termo, está inscrito e revelado, de modo maravilhoso mas edificante, nuns antiquíssimos textos sobre a criação de Adão, segundo os quais (transcrevo de Os Mitos Hebreus, de Robert Graves e Raphael Patai) «Deus tinha dado a Adão um tamanho tão grande que quando estava deitado se estendia de um extremo ao outro da Terra, e quando se levantava a sua cabeça ficava ao nível do Trono Divino. Alem disso, tinha uma beleza tão indescritível que embora posteriormente as mulheres mais belas parecessem macacas em comparação com Sara, a esposa de Abrão, e Sara tivesse parecido macaca em comparação com Eva, a própria Eva parecia uma macaca em comparação com Adão, cujos calcanhares – sem falar do rosto – brilhavam mais que o sol. No entanto ainda que Adão tenha sido à imagem de Deus, também ele parecia um macaco em comparação com Deus». A conclusão que daqui se extrai não se limita a ser lógica, é imperativa e fulminante: desde que o mundo nasceu, desde o primeiro sopro da Criação, digamos mesmo a partir do pensamento primordial concebido pelo Criador na sua transcendental cabeça, logo aí ficou providenciado, para todos os tempos vindouros, que para o homem, macaco desde Adão, sempre haveria outros homens a quem teria o direito e o poder de tratar como macacos, em conformidade com as normas e as nomenclaturas estabelecidas, de raça, cor, religião, classe, riqueza, ideologia, costume, etc.
Os exemplos, mais do que abundarem, sobejam. Bastará recordar aquele macaco que foi Giordano Bruno, queimado pela Igreja Católica,e, já que não é possível referir aqui, página por página, a História Universal, tanto a remota como a recente, lembremos apenas que para a Alemanha de Hitler os judeus eram macacos, que hoje, para os judeus, são macacos os palestinos, e que, par os muçulmanos em geral, Salman Rushdie, será macaco até ao fim da vida. Sábio, lúcido e céptico era Castelão, esse admirável galego que os Portugueses deveriam conhecer melhor, quando nos falava daquele homem que um dia resolveu comprar um cão para poder ter em quem mandar. O pobre diabo, colocado por um negro destino nos últimos lugares da escala social, fez de cão macaco para poder sentir-se homem. E eu, também macaco de macacos, começo a pensar que a Humanidade, afinal das contas, não passa de um macaco neurótico que morde sem parar a sua própria cauda.
(Páginas 101 a 108)

Memórias fotográficas


"A outra crise" - Revisitar "Outros Cadernos de Saramago" (16/1/2009)

Revisitar "Outros Cadernos de Saramago"
http://caderno.josesaramago.org/22146.html

Sexta-feira, 16 de Janeiro de 2009

"A outra crise"
"Crise financeira, crise económica, crise política, crise religiosa, crise ambiental, crise energética, se não as enumerei a todas, creio ter enunciado as principais. Faltou uma, principalíssima em minha opinião. Refiro-me à crise moral que arrasa o mundo e dela me permitirei dar alguns exemplos. Crise moral é a que está padecendo o governo israelita, doutra maneira não seria possível entender a crueldade do seu procedimento em Gaza, crise moral é a que vem infectando as mentes dos governantes ucranianos e russos condenando, sem remorsos, meio continente a morrer de frio, crise moral é a da União Europeia, incapaz de elaborar e pôr em acção uma política externa coerente e fiel a uns quantos princípios éticos básicos, crise moral é a que sofrem as pessoas que se aproveitaram dos benefícios corruptores de um capitalismo delinquente e agora se queixam de um desastre que deveriam ter previsto. São apenas alguns exemplos. Sei muito bem que falar de moral e moralidade nos tempos que correm é prestar-se à irrisão dos cínicos, dos oportunistas e dos simplesmente espertos. Mas o que disse está dito, certo de que estas palavras algum fundamento hão-de ter. Meta cada um a mão na consciência e diga o que lá encontrou."

sábado, 14 de janeiro de 2017

"Ángel González" - Revisitar "Outros Cadernos de Saramago" (14/1/2009)

Revisitar "Outros Cadernos de Saramago"
http://caderno.josesaramago.org/21658.html

Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

"Ángel González"
"Há um ano, precisamente no dia 12 de Janeiro, num hospital de Madrid, morreu Ángel González. Hospitalizado eu próprio em Lanzarote por causa de uma doença similar à que o levou, atendi a chamada telefónica de um jornal que queria publicar umas palavras sobre a infausta notícia. Em termos que o meu interlocutor mal deve ter ouvido, tão intensa era a minha emoção, disse que havia perdido um amigo que era, ao mesmo tempo, um dos maiores poetas de Espanha. Em sua lembrança deixo hoje aqui um dos seus poemas, que traduzo do espanhol. ASSIM PARECE Acusado pelos críticos literários de realista,os meus parentes, em troca, atribuem-me o defeito contrário; afirmam que não tenho sentido algum da realidade. Sou para eles, sem dúvida, um funesto espectáculo: analistas de textos, parentes da província,pelos vistos, a todos defraudei que lhe vamos fazer! Citarei alguns casos: Certas tias devotas não se podem conter, e choram ao olhar-me. Outras muito mais tímidas fazem-me arroz doce, como quando eu era pequeno, e sorriem contritas, e dizem-me: que alto, se o teu pai te visse…,e ficam suspensas, sem saber que mais dizer. No entanto, não ignoro que os seus gestos ambíguos dissimulam uma sincera compaixão irremediável que brillha humidamente nos seus olhares e nos seus piedosos dentes postiços de coelho. E não são só elas. De noite a minha velha tia Clotilde regressa da tumba para agitar diante da minha cara os dedos como sarmentos e repetir em tom admonitório: De beleza não se come! Que julgas que é a vida? Por sua parte, a minha falecida mãe, com voz delgada e triste, augura para a minha existência um lamentável final: manicómios, asilos, calvície, blenorragia. Eu não sei que dizer-lhes, e elas regressam ao seu silêncio. O mesmo, igual que então. Como quando era pequeno. Parece que a morte não chegou a passar por nós."

Memórias fotográficas


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Recuperação da entrevista de Judite de Sousa a José Saramago (RTP2, Dezembro 1998)

A entrevista pode ser recuperada e visualizada via YouTube, aqui

"Presidentes" - Revisitar "Outros Cadernos de Saramago" (13/1/2009)

Revisitar "Outros Cadernos de Saramago"
http://caderno.josesaramago.org/21452.html

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

"Presidentes"
"Um, Bush, que sai e que nunca deveria ter entrado, outro, Obama, que está prestes a chegar e oxalá não venha a desiludir-nos, outro, Bartlet, que, não duvido, ficará por muito tempo. A este dedicámos nestes dias, Pilar e eu, algumas horas disfrutando os últimos episódios de “A ala oeste da Casa Branca” a que em Portugal preferiram chamar “Os homens do presidente”, título eminentemente machista, uma vez que algumas das personagens mais importantes da série são mulheres. Jed Bartlet, interpretado por Martin Sheen (lembram-se de “Apocalipse Now”?), é o nome do presidente que temos vindo a acompanhar com um interesse que nunca esmoreceu, tanto pela tensão dramática dos conflitos como também por alguns aspectos didácticos sempre presentes sobre o modo norte-americano de fazer política, quer no bom, quer no péssimo. Bartlet chegou ao fim do seu segundo mandato e portanto está de saída. Estamos em plena campanha presidencial, uma campanha em que não têm faltado os golpes baixos, mas que acabará (já o sabemos) com a vitória do melhor dos candidatos, um hispano de ideias claras e ética impecável chamado Mattew Santos. Claro que é irresistível pensar em Barack Obama. Terão os autores da história o dom da profecia? É que entre um hispano e um negro, a diferença não é tão grande"

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

El Auditorio de los Jameos se prepara para recibir la obra teatral 'El hombre duplicado” (via Lancelot Digital, 11/01/2017)

A presente notícia pode ser recuperada e consultada através da página do "Lancelot Digital" aqui em http://www.lancelotdigital.com/cultura/el-auditorio-de-los-jameos-se-prepara-para-recibir-la-obra-teatral-el-hombre-duplicado

Mais informações através da página "CACT Lanzarote - Centros de Arte, Cultura y Turismo" aqui em http://www.cactlanzarote.com/Evento/hombre-duplicado-saramago/

Publicado também na página da Fundação José Saramago em https://www.facebook.com/fjsaramago/

Vídeo de apresentação em https://www.youtube.com/watch?v=Ey6x_TZ36jw


"El consejero de Turismo del Cabildo de Lanzarote, Echedey Eugenio,  la responsable de DD&Company Producciones, Dania Dévora, el consejero delegado de los Centros de Arte, Cultura y Turismo, José Juan Lorenzo, y un elenco artístico de primer nivel encabezado por el prestigioso director José Martret, presentaron este miércoles los aspectos más destacados del estreno mundial de la adaptación teatral de la obra 'El hombre duplicado', de José Saramago, que tendrá lugar este viernes, 13 de enero, a partir de las 20.00 horas, en el Auditorio Jameos del Agua.

Tras dar la bienvenida a todos los asistentes y a los artistas que le acompañaban, Echedey Eugenio explicó algunos aspectos de “esta bonita locura que iniciamos hace unos meses, y que vincula a dos artistas tan ligados a Lanzarote como son José Saramago, autor de El hombre duplicado, y César Manrique, creador del espacio en el que se estrenará mundialmente su adaptación teatral” y animó a la población de la isla a asistir este fin de semana al Auditorio Jameos del Agua “a disfrutar de un espectáculo de primer nivel en cualquiera de las dos funciones que se representarán”."


"Dania Dévora, responsable de DD&Company Producciones y directora ejecutiva del proyecto, detalló el proceso que ha desembocado en la obra que se estrenará mundialmente el próximo viernes. Ilusión, implicación y entusiasmo fueron las palabras más utilizadas por Dévora, que agradeció especialmente la implicación de Pilar del Río, “que pensaba que en España debía haber una representación teatral de una obra de José Saramago”. Asimismo, agradeció la “implicación de los CACT, de la consejería de Turismo y del presidente del Cabildo de Lanzarote, que respaldó esta iniciativa cultural desde el primer minuto” y confirmó que durante la jornada de ayer se sumó “un nuevo productor a este proyecto que iniciamos dos, los Centros de Arte, Cultura y Turismo y DD&Company Producciones”."


"Dévora desveló el entusiasmo que siente ella y “todo el equipo” alrededor de esta obra, y finalizó animando a la ciudadanía a compartir el estreno mundial de El hombre duplicado en Lanzarote e invitando a los medios a asistir al pase gráfico que tendrá lugar mañana jueves, 12 de enero, a las 11.30 horas, en el Auditorio Jameos del Agua."


"El director de la obra, José Martret, por su parte, glosó la figura del autor de El hombre duplicado, José Saramago. Después de reconocer sentirse “muy responsabilizado”, Martret reveló que “no pudo decir no a la invitación que me hicieron para que participase en esta adaptación de la obra del Nobel portugués, que iba a estrenarse en la isla en la que vivió y escribió, y en un escenario como Jameos del Agua”.

Martret habló de los rasgos de los personajes de la obra, y avanzó algunos aspectos trascendentales “de una trama que se convierte en un thriller apasionante”.


"El actor Raúl Tejón, que da vida al personaje protagonista de El hombre duplicado, Tertuliano Máximo Alfonso, destacó la trascendencia que tiene que un espacio como el Auditorio Jameos del Agua "esté al servicio de la cultura", y animó a la población de Lanzarote a asistir y vibrar “con esta película de suspense que hemos hecho encima de un escenario”.

De igual modo, la canaria Kira Miró, que declaró sentirse "encantada" de trabajar en su tierra, Raquel Pérez, Sergio Otegui y Maribel Luis invitaron a la ciudadanía a compartir el estreno mundial de El hombre duplicado en Lanzarote.

El consejero delegado de los CACT, José Juan Lorenzo, finalizó el turno de intervenciones asegurando sentirse “encantado por haber participado en esta co-producción”, e igualmente invitando a los lanzaroteños a “disfrutar de este espectáculo artístico y cultural de primer nivel”.

El sábado 14 de enero tendrá lugar una segunda función, a la misma hora y en idéntico escenario.

Las localidades para asistir a las representación de El hombre duplicado se pueden adquirir en los canales de venta habitual de los Centros, esto es, las taquillas de la Red de Centros, la Casa Amarilla de Arrecife, y en la dirección web http://www.cactlanzarote.com/Evento/hombre-duplicado-saramago/, a la precio de 25 euros."

El hombre duplicado

"¿Qué haríamos cada uno de nosotros si nos encontráramos a un ser humano semejante, absolutamente semejante, a nosotros mismos? ¿Por qué vericuetos extraños nos adentraríamos para tratar de descifrar el misterio de esa situación imposible y, sin embargo, literariamente real? A este escenario que aparece en El hombre duplicado, de José Saramago, trata de dar respuesta la adaptación teatral –la primera de una novela del Premio Nobel de Literatura de 1998- que, acometida por Salvador Toscano y Félix Ortiz, dirige José Martret, uno de los nombres más prometedores de la actual escena española, con un atractivo reparto formado por Raúl Tejón, Kira Miró, Raquel Pérez, Sergio Otegui, Maribel Luis y Mon Ceballos, con la colaboración especial de Nathalie Poza.

El montaje teatral, como la novela, trata de dar respuesta a las incisivas preguntas que el mordaz escritor portugués planteaba: ¿En qué consiste la identidad? ¿Cómo saber quiénes somos? ¿Qué nos define como personas individuales? ¿Qué nos distingue permitiéndonos ser únicos? ¿Y qué ocurriría si no lo fuésemos? José Saramago habla sobre la búsqueda de la identidad propia y ajena. Con humor e ironía  reflexiona acerca de la capacidad humana de aceptar al otro, un tema de candente actualidad, como todas las cuestiones que lleva a su literatura el escritor luso.

En la puesta en escena de El hombre duplicado coinciden el atrevimiento de José Martret y Alberto Puraenvidia, creadores de iniciativas rompedoras como La casa de la portera o La pensión de las pulgas, la valentía de los dramaturgos Salvador Toscano y Félix Ortiz, el entusiasmo de un grupo de actores experimentados y la veteranía de la productora canaria Dania Dévora, con una firme trayectoria en los territorios musical y escénico."



"Imaginemos" - Revisitar "Outros Cadernos de Saramago" (12/1/2009)

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http://caderno.josesaramago.org/21050.html

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

"Imaginemos"
"Imaginemos que, nos anos trinta, quando os nazis iniciaram a sua caça aos judeus, o povo alemão teria descido à rua, em grandiosas manifestações que iriam ficar na História, para exigir ao seu governo o fim da perseguição e a promulgação de leis que protegessem todas e quaisquer minorias, fossem elas de judeus, de comunistas, de ciganos ou de homossexuais. Imaginemos que, apoiando essa digna e corajosa acção dos homens e mulheres do país de Goethe, os povos da Europa desfilariam pelas avenidas e praças das suas cidades e uniriam as suas vozes ao coro dos protestos levantados em Berlim, em Munique, em Colónia, em Frankfurt. Já sabemos que nada disto sucedeu nem poderia ter sucedido. Por indiferença, apatia, por cumplicidade táctica ou manifesta com Hitler, o povo alemão, salvo qualquer raríssima excepção, não deu um passo, não fez um gesto, não disse uma palavra para salvar aqueles que iriam ser carne de campo de concentração e de forno crematório, e, no resto da Europa, por uma razão ou outra (por exemplo, os fascismos nascentes), uma assumida conivência com os carrascos nazis disciplinaria ou puniria qualquer veleidade de protesto.

Hoje é diferente. Temos liberdade de expressão, liberdade de manifestação e não sei quantas liberdades mais. Podemos sair à rua aos milhares ou aos milhões que a nossa segurança sempre estará assegurada pelas constituições que nos regem, podemos exigir o fim dos sofrimentos de Gaza ou a restituição ao povo palestino da sua soberania e a reparação dos danos morais e materiais sofridos ao longo de sessenta anos, sem piores consequências que os insultos e as provocações da propaganda israelita. As imaginadas manifestações dos anos trinta seriam reprimidas com violência, em algum caso com ferocidade, as nossas, quando muito, contarão com a indulgência dos meios de comunicação social e logo entrarão em acção os mecanismos do olvido. O nazismo alemão não daria um passo atrás e tudo seria igual ao que veio a ser e a História registou. Por sua vez, o exército israelita, esse que o filósofo Yeshayahu Leibowitz, em 1982, acusou de ter uma mentalidade “judeonazi”, segue fielmente, cumprindo ordens dos seus sucessivos governos e comandos, as doutrinas genocidas daqueles que torturaram, gasearam e queimaram os seus antepassados. Pode mesmo dizer-se que em alguns aspectos os discípulos ultrapassaram os mestres. Quanto a nós, continuaremos a manifestar-nos."

«A Maior Flor do Mundo», de José Saramago em destaque na revista "Visão Júnior"

Capa da edição Caminho Leya de 2013 com ilustrações de André Letria

Este conto infanto-juvenil publicado em 2001 foi apresentado com ilustrações de João Caetano e mais recentemente com os desenhos de André Letria.

O artigo da revista "Visão Júnior" pode ser recuperado e consultado aqui

"E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?

O autor começa por dizer que não sabe escrever para os mais pequenos, mas tem uma ideia para uma história, mesmo com palavras difíceis (mas não muito), e não resiste: desata a contá-la. Era uma vez um menino que vivia aventuras que o levavam a percorrer muitos caminhos, a seguir um rio, a saltitar entre as árvores, a atravessar o mundo todo. Um dia descobriu uma flor já murcha, prestes a morrer, e é então que decide salvá-la e fazer dela a maior do mundo.
Livro nomeado para o 1.º e 2.º ciclo"

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

"Com Gaza" - Revisitar "Outros Cadernos de Saramago" (11/1/2009)

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http://caderno.josesaramago.org/20742.html

Domingo, 11 de Janeiro de 2009

"Com Gaza"
As manifestações públicas não são estimadas pelo poder, que não raro as proíbe ou as reprime. Felizmente não é esse o caso de Espanha, onde se têm visto sair à rua algumas das maiores manifestações realizadas na Europa. Honra seja feita por isso aos habitantes de um país em que a solidariedade internacional nunca foi uma palavra vã e que certamente o expressará no acto multitudinário previsto para domingo em Madrid. O objecto imediato desta manifestação é a acção militar indiscriminada, criminosa e atentatória de todos os direitos humanos básicos, desenvolvida pelo governo de Israel contra a população de Gaza, sujeita a um bloqueio implacável, privada dos meios essenciais à vida, desde os alimentos à assistência médica. Objecto imediato, mas não único. Que cada manifestante tenha em mente que já levam sessenta anos sem interrupção a violência, a humilhação e o desprezo de que têm sido vítima os palestinos por parte dos israelitas. E que nas suas vozes, nas vozes da multidão que sem dúvida estará presente, irrompa a indignação pelo genocídio, lento mas sistemático, que Israel tem exercido sobre o martirizado povo palestino. E que essas vozes, ouvidas em toda a Europa, cheguem também à faixa de Gaza e a toda a Cisjordânia. Não esperam menos de nós os que nessas paragens sofrem cada dia e cada noite. Interminavelmente."

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

"História do Cerco de Lisboa" a partir de José Saramago com dramaturgia de José Gabriel Antuñano e encenação de Ignacio García (TMJB Almada Outubro 2017)

A sinopse de apresentação da peça e respectivo prospecto para a temporada 2017, estão disponíveis para consulta aqui em http://www.ctalmada.pt/images/programa_2017.pdf
Toda a informação através do site do Teatro Municipal Joaquim Benite de Almada, aqui

Imagem alusiva ao cerco de Lisboa

COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA
CO-PRODUÇÃO: ACTA – A COMPANHIA DE TEATRO DO ALGARVE, COMPANHIA DE TEATRO DE ALMADA, COMPANHIA DE TEATRO DE BRAGA E TEATRO DOS ALOÉS

"HISTÓRIA DO CERCO DE LISBOA
a partir de José Saramago | dramaturgia de José Gabriel Antuñano
encenação de Ignacio García

A capacidade de dizer “não” é um dos temas abordados por Camus no seu Homem revoltado. E colocar um “não” onde estava escrito um “sim” é o que faz Raimundo Silva, o revisor que protagoniza a História do Cerco de Lisboa. Só que a afirmação (pela negação) desta personagem Sara Maguiana servirá de ponto de partida para a criação: no caso, a escrita de uma História do Cerco de Lisboa na qual os cruzados “não” auxiliem D. Afonso Henriques na conquista da cidade. E deste “não” surgirá também uma história de amor, entre o revisor e a directora literária Maria Sara – plasmada, de certo modo, nas personagens do soldado Mogueime e da barregã Ouroana. A adaptação de José Gabriel Antuñano vai ao encontro (e vai além) do tema central do romance de Saramago: a fronteira entre a realidade e a ficção, bem como a redenção pelo amor.

Formado pela Real Escuela Superior de Arte Dramático de Madrid, Ignacio García foi adjunto do director artístico do Teatro Español. É director artístico do Festival Dramafest, no México, e tem desenvolvido uma carreira como encenador de teatro e ópera na Europa, na Ásia e na América Latina. Entre os autores que tem levado à cena encontram-se nomes como Kataiev, Juana Inés de la Cruz, Rodriguez Méndez, Ernesto ou Dario Fo.


Intérpretes Ana Bustorff, Elsa Valentim, João Farraia, Jorge Silva, José Peixoto, Luís Vicente, Pedro Walter, Rui Madeira e Tânia Silva
Cenografia José Manuel Castanheira
Figurinos Ana Paula Rocha
Luz Guilherme Frazão
Som Miguel Laureano

12 OUTUBRO a 03 NOVEMBRO, 2017
Qua a Sáb às 21h | Dom às 16h
SALA PRINCIPAL | M/12

CONVERSAS COM O PÚBLICO Sáb 14, 21 e 28 OUTUBRO às 18h"