Perguntam-me não raras vezes:
- "Qual o livro de José Saramago que mais gostaste de ler?"
A resposta que pode ser dada a cada momento:
- "Impossível de dizer... não sei responder, não seria justo para com outros (livros) não nomeados. Mas uma coisa sempre soube. Uma obra de Saramago, enquanto "pseudo ser vivo" ou com "gente dentro" tem que me raptar, prender-me, não me deixar sair de dentro das suas páginas. Fazer de mim um refém, e só me libertar no final da leitura... mesmo ao chegar à última página. Aí, o "Eu" leitor que se mantém refém, liberta-se da "gente que a obra transporta dentro" e segue o seu caminho.
Mas segue um caminho que se faz caminhando, conjuntamente com mais uma família"

Rui Santos

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

"O conto da Ilha Desconhecida" ou a arte de nos encontrarmos

"O conto da Ilha Desconhecida"

(ilustração de Bartolomeu dos Santos)

... um rei que não gostava de ser incomodado
... um reino muito burocrata
... o homem que queria um barco
... a mulher da limpeza que tudo decidia
... a porta dos obséquios e a das decisões
... o sonho
... o amor

"Que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não saímos de nós,
Se não saímos de nós próprios, queres tu dizer..."
(em, "O conto da Ilha Desconhecida, Caminho - 4.ª edição, pág 31)


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