Perguntam-me não raras vezes:
- "Qual o livro de José Saramago que mais gostaste de ler?"
A resposta que pode ser dada a cada momento:
- "Impossível de dizer... não sei responder, não seria justo para com outros (livros) não nomeados. Mas uma coisa sempre soube. Uma obra de Saramago, enquanto "pseudo ser vivo" ou com "gente dentro" tem que me raptar, prender-me, não me deixar sair de dentro das suas páginas. Fazer de mim um refém, e só me libertar no final da leitura... mesmo ao chegar à última página. Aí, o "Eu" leitor que se mantém refém, liberta-se da "gente que a obra transporta dentro" e segue o seu caminho.
Mas segue um caminho que se faz caminhando, conjuntamente com mais uma família"

Rui Santos
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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Apresentação do livro "Diálogos con José Saramago" do Professor Carlos Reis na Feira do Livro de Madrid (via Real Academia Española, 05/06/2018)


A presente informação pode ser consultada e recuperada aqui



"Diálogos con José Saramago en la Feria del Libro de Madrid
Participó el director de la RAE, Darío Villanueva
Ayer se presentó en la Biblioteca Eugenio Trías el libro Diálogos con José Saramago, del ensayista y catedrático de Literatura de la Universidad de Coimbra (Portugal) Carlos Reis.

En el acto, enmarcado en las celebraciones por la Feria del Libro de Madrid, participaron, además del autor de la obra, Darío Villanueva, director de la RAE; Tomás Albaladejo, catedrático de Teoría de la Literatura y Literatura Comparada de la Universidad Autónoma de Madrid; Filipa Soares, del Instituto Camões, y la periodista y viuda del nobel de literatura portugués, Pilar del Río. 

Tal y como señaló la propia Pilar del Río, «esta obra sirvió para que Saramago recuperara de la memoria sus primeros escritos». Una obra que la editorial La Umbría y la Solana acaba de publicar en español, con traducción de Susana Gil. 


NARRADOR DE IDEAS

Darío Villanueva quiso resaltar de José Saramago que «era un gran creador», ya que tenía una conciencia de la literatura «como un sistema de relaciones insertadas en la sociedad en la que intervienen diferentes agentes. Toda esta suma es la que forma ese sistema de la literatura del que formaba parte Saramago». 

Este sistema literario, continuó Villanueva, parte de un juego entre escritor y lector. Entre uno y otro intervienen otros factores, como el editor, la censura en algunos casos, el agente literario. «Pero la obra existe en cuanto que es leída. Esta idea —añadió el director de la RAE— está muy presente en Saramago, quien reconoció que nunca se sintió escritor hasta que no tuvo muchos lectores». Un libro, añadió Villanueva, que, siendo de conversaciones, «incluye un tratado sobre literatura y nos deja una huella imborrable de quién fue José Saramago». 

Darío Villanueva también quiso referirse al nobel portugués como «un gran narrador de ideas [...]. La función extraordinaria del escritor que plantea en su obra preguntas es una cualidad de Saramago, algo que Carlos Reis ha sabido plasmar muy bien en este libro». 


DIÁLOGOS CON SARAMAGO

Si bien han pasado casi veinte años desde que «iniciamos estas conversaciones», tal y como apuntó Carlos Reis, «Saramago seguirá estando presente con nosotros siempre porque es un gran escritor».

Diálogos con José Saramago nació en Lanzarote, donde residía el nobel portugués y a donde se trasladó Reis. Se recogen en él más de siete horas de conversaciones sobre el oficio de escribir, la trayectoria personal y profesional de Saramago y su opinión sobre otros escritores que le precedieron, sobre su obra y su influencia. Tres días de trabajo en los que ambos, Saramago y Reis, hablaron sobre el lenguaje de la narración, de la inspiración y del trabajo diario, pero también sobre la vida y la condición del escritor, de sus primeras novelas y lecturas, de cómo se eligen los títulos o estos eligen al autor.


LECTURA FASCINANTE

El profesor Tomás Albaladejo recordó que la lectura de este libro tiene, como muchas obras de Saramago, «el sabor de la oralidad». Albaladejo añadió que en la obra de Saramago se hallan todas las preguntas y respuestas, así como los asuntos y problemas más importantes de la literatura. 

Diálogos con José Saramago es, como concluyó Filipa Soares, «un libro fascinante que ofrece la oportunidad a los lectores de reconocer el interior de Saramago»."




quarta-feira, 10 de junho de 2015

Texto de José Saramago "Do canto ao romance, do romance ao canto" - 16/09/2009

O professor Carlos Reis, na sua obra agora reeditada, "Diálogos com José Saramago" - Porto Editora, à página 142, lança a seguinte pergunta ao escritor.
«Quero voltar à questão do tempo, mas só num seu aspecto particular, ao qual chego em função de um texto seu intitulado «Do canto ao romance, do romance ao canto», em que fala no tempo peculiar do romance (...). Este tempo descrito como labirinto, é o tempo de muitas personagens?»

Pode ser lido e consultado via página da Fundação José Saramago, aqui

(Pilar e Saramago)


"Do canto ao romance, do romance ao canto"

"É conhecido o caso de um moço, habilidoso de nascença, que, sem nunca ter recebido lições de belas-artes nem aprendido de mestres particulares, e não dispondo de outra ferramenta que um canivete, era capaz de transformar em pouco tempo um toco de madeira bruta no mais perfeito e acabado urso de que rezariam histórias da escultura se o objectivo delas fosse ocuparem-se de talentos místicos. Invariavelmente, a gente da terra maravilhava-se com a  rapidez e o jeito apurado, e, também invariavelmente, o rapaz respondia às curiosidades: «Não tem nenhuma dificuldade. Agarro no bocado de madeira e fico a olhar para ele até ver o urso. Depois, é só tirar o que está a mais.»

O nosso escultor dava-nos assim, de uma vez só, duas lições magníficas: a da modéstia e a da generosidade. Revelava-nos sem disfarce nem engano o seu segredo de oficina e ensinava-nos como deveríamos proceder para criar um urso: olhar para onde ele não está e, apenas com o olhar, obrigá-lo a aparecer.

Mas, ai de mim, não há perversidade  pior que a dos ingénuos. Este amável moço, tão prestante em explicar-nos  como fez, não permite que lhe saia da boca uma única palavra sobre  como se faz. Não duvidamos de que o urso ali esteja, mas entre a figura do animal e as nossas inábeis mãos existe uma muralha de madeira fechada, com nós duríssimos, veios intratáveis, traiçoeiras maciezas da fibra: é por de mais evidente que se necessitará muito engenho e muita  arte para abrir um caminho e fazer dele avenida por onde possa alongar-se, enfim comprazido, um olhar fruidor. A arte, afinal de contas, não é fácil, o rapaz dos ursos esteve a divertir-se à nossa custa.

Contudo, imprudente seria o céptico que se atrevesse a jurar que no interior de ada bocado de madeira não se encontra um urso à nossa espera. Está ali, e sempre há-de estar. Ainda que não consigamos vê-lo distintamente, pelo menos seremos capazes de adivinhá-lo, de intuí-lo, aparece-nos ao longe como  uma luz instável e lenta, um vago luzeiro que, por assim dizer, não chegasse a iluminar-se a si mesmo.

E é aqui, num súbito relance, que descubro que não é de ursos que se trata, mas de um tema, exactamente este que vos trouxe: «Do canto ao romance, do romance ao canto». Creio distinguir-lhe e identificar-lhe os contornos, tornar-se-lhe nítido e preciso o vulto, chego a acreditar que me bastará estender a mão e agarrá-lo, mas no momento em que vou exclamar, triunfante: «Minhas senhoras e meus senhores, eis o urso», verifico que tudo não foi mais que ilusão e ludíbrio, e apenas tenho para mostrar isto que vêem aqui, um tronco cortado, um cepo, uma raiz torta, um assunto à procura da sua porta de entrada. E outra vez a luz recomeça a pulsar, como um coração implorando: «Tirem-me daqui.»

Disse: «Do canto ao romance» – e esse percurso, essa viagem por espaços, mundos e tempos, desde os poemas homéricos a Marcel Proust, ou James Joyce, ou Franz Kafka, passando pelas Mil e Uma Noites, pelas epopeias indianas, pelas parábolas dos livros sagrados, pelo Cântico dos Cânticos, pelas fábulas milésicas, pelo Asno de Ouro, pelas canções de gesta, pelas sagas islandesas, pelos ciclos de Roldão, da Demanda do Graal, de Alexandre, de Robin Hood, pelo Roman de la rose e pelo Roman de Renart, por Gargântua, pelo Decameron, por Amadis de Gaula, por Don Quixote, e também por Gulliver e Robinson, Werther e Tom Jones, por Ivanhoe, Cinq-Mars e Os Três Mosqueteiros, pela Nossa Senhora de Paris, pela Comédia Humana, pelas Almas Monas, pela Guerra e Paz, pelos Irmãos Karamazov, pela Cartuxa de Parma, pela Montanha Mágica, até aqui, até aos dias de hoje, essa viagem relata-se e explica-se por si mesma, começou um dia, em voz e em grito, à sombra de uma árvore, ou no interior  de uma gruta, ou num acampamento de nómadas à luz das estrelas, ou na praça pública, ou no mercado, e depois houve alguém que escreveu, e a seguir alguém que escreveu sobre o que antes tinha sido escrito, infinitamente repetindo, infinitamente variando, escrevendo, lendo, escrevendo, lendo…

Pouco importará a mais do que provável incoincidência com a realidade histórica entre esta visão lírica de narrativas entoadas em melopeia e uma escritura organizada e disciplinada, respeitadora de regras, preceitos e normas, e, fatalmente, de sistemas convencionais que nunca o são menos pelo facto inelutável de serem transitórios  e portanto substituíveis por outros sistemas, estes, por sua vez, condenados, mais cedo ou mais tarde, a idênticos processos de mudança. A evocação que aí deixei serviu-me somente para ilustrar, do modo mais persuasivo de que fui capaz, a primeira parte do título que dei a estas breves linhas: «Do canto ao romance», e, para os fins que tenho em vista, tão bem servia esta como outra qualquer. A dificuldade viria sempre depois. Precisamente agora.

Digo: «Do romance ao canto» – e nesta  altura deveria demonstrar, ou pelo menos propor-vos como uma hipótese plausível, que o género literário a que damos o nome de romance, havendo chegado na nossa época ao final do arco de círculo que, tal imaginário pêndulo, traçou através dos tempos, estaria regressando pelo caminho por onde veio, até reencontrar o canto primordial, donde recomeçaria a viagem, porventura com um novo impulso que lhe  permitiria galgar, em direcção ao futuro, mais uns quantos séculos ou milénios. Algo como dois passos para trás e três para diante…

Não sou tão desprovido de senso comum.  Dinâmica e cinética são programas de diferente foro do conhecimento, e a literatura, se repete infinitamente, como já foi dito, também infinitamente varia, como foi dito  já. Posto o que, chegados a este ponto, é irresistível recordar aquele célebre Pierre Menard, autor de um Quixote  idêntico ao de Cervantes, segundo nos explica Jorge Luis Borges nas suas  Ficciones,  o qual Pierre Menard, tendo repetido, palavra por palavra, a obra do imortal «Manco de Lepanto» (assim designam a Cervantes quando não se quer repetir-lhe o nome, destino a que Camões escapou, pois ninguém, até hoje, se atreveu a chamar-lhe «Zarolho de Ceuta»), muitas vezes está a dizer coisas diferentes, não mais que por serem diferentes os modos de as entender neste século XXI em que estamos e naquele século XVII em que nunca estaremos. Porém, este mesmo exemplo nos mostra, derradeiramente, que qualquer repetição exacta é impossível. Naquela sua viagem de retorno às origens, ao outro extremo do arco de círculo, o pêndulo iria supostamente reencontrando e reconhecendo, passo a passo, a identidade  romanesca perceptível nas narrações que conhecemos do passado, ao mesmo tempo que iria deixando atrás de si o rasto de uma alteridade coincidente, se uma tão grosseira contradição em termos (se é alteridade, não é coincidente) pudesse ser admitida. É claro que foi pelos meus próprios passos que me meti no beco sem saída em que de repente me encontro. De facto, se ao romance não é permitido fazer nenhum percurso inverso, se Pierre Menard, quando fiel e escrupulosamente copiou o Quixote, acabou por escrever outro livro, como conseguiríamos nós alcançar novamente o anto, o desejado canto, e, se sim lá chegássemos, de que canto seriam capazes as nossas bocas de hoje, ainda que as palavras fossem iguais e igual a música? Os homéridas já não têm lugar neste mundo, o  tempo é, de todas as coisas, a única que não é recuperável. Que nos resta, então? Como iremos inventar o canto novo, esse a que me está obrigando a segunda parte do meu título? E com que direito me proporia eu, se é de facto essa a minha intenção, anunciar o advento de uma nova era, literariamente falando, claro está, sem cuidar de saber se isso agradaria a quem tivesse de vivê-la? Trazer Homero aos nossos dias, homerizar o romance, terá algum sentido?

Estas perguntas, em si mesmas, e pela ordem por que as apresentei, não são inocentes. Permitem-me, enfim, trocar o geral pelo particular, penetrando no único universo de que posso falar com a legitimidade que dá um conhecimento de causa, isto é, o meu próprio e pequeno universo, o do romance que faço, o seu porquê, o seu como e o seu para quê.

Em primeiro lugar, consideremos a relação do autor com o tempo. Não este em que agora estamos, não aquele outro que foi o do escritor enquanto trabalhou no seu livro, mas sim o tempo contido e encerrado no romance, e que também não é o das horas e dias que levará a ser lido, ou uma referência temporal implícita no discurso ficcional, e menos ainda o tempo explicitado fora da narrativa, por exemplo, no título que ela recebeu, casos de Cem Anos de Solidão ou de Vinte e Quatro Horas na Vida de Uma Mulher.  Falo, sim, de um tempo poético, feito  de ritmos, de suspensões, um tempo simultaneamente linear e labiríntico, instável, movediço, um tempo dotado de leis próprias, um fluxo verbal que transporta uma duração e que uma duração por sua vez transporta, fluindo e refluindo como uma maré entre dois continentes. Este, repito, é o tempo poético, pertence à recitação e ao canto, aproveita todas as possibilidades expressivas do andamento, do compasso, da coloratura, é melismático ou silábico, longo, breve, instantâneo. De um tempo assim percebido foi meu desejo e minha ambição que se alimentassem as ficções que inventei, consciente de que vou querendo, mais e mais, aproximar-me da estrutura de um poema que, sendo pura expansão, se mantivesse fisicamente coerente.

Afirmam músicos e musicólogos que uma  sinfonia, hoje, é algo impossível, como, na mesma linha de ideias, o seria  também esculpir um capitel coríntio. Obviamente, qualquer pessoa, se dotada de suficiente habilidade, poderá contrariar tal interdição de princípio, compondo, de facto, a sinfonia,  ou esculpindo, de facto, o capitel: o que dificilmente poderá é levar-nos a acreditar que, ao fazê-lo, esteve a responder a uma necessidade autêntica, tanto no plano da criação como no plano da fruição. Ora, quem sabe se não teremos  também nós de enfrentar a gravíssima responsabilidade de aplicar ao romance uma  sentença igual, afirmando, por exemplo, que também ele se tornou impossível nas suas formas paradigmáticas, prolongadas até hoje com mínimas variações, só raramente  radicais e sempre assimiladas e integradas no corpo tópico, o que tem permitido, com a graça de Deus e a bênção dos editores, que continuemos, muitos de nós, a escrever romances como comporíamos sinfonias brahmsianas ou talharíamos capitéis coríntios.
Mas este mesmo romance, que assim parecia estar condenando, contém já em si, nos seus diversos e actuais avatares, a possibilidade de se transformar num espaço literário (propositadamente digo espaço, e não género) capaz de acolher, como um grande, convulso e sonoro mar, os afluentes torrenciais da poesia, do drama, do ensaio, e também da ciência e da filosofia, tornando-se expressão de um conhecimento, de uma
sabedoria, de uma cosmovisão, como o  foram, no seu tempo, os poemas da antiguidade clássica.

Porventura estarei caindo em erro, se recordarmos a crescente e parece que irreversível especialização, já quase microscópica, do homem. Porém, não é impossível que essa mesma especialização, por força de algum mecanismo interior de compensação, e talvez por uma instintiva necessidade de sobrevivência e equilíbrio psicológico, nos leve a procurar uma nova vertigem do geral em oposição às aparentes seguranças do particular. Literariamente, porque só de literatura estamos falando aqui, talvez o romance possa restituir-nos essa suprema vertigem, o alto e extático canto de uma humanidade que ainda não foi capaz, até hoje, de conciliar-se com a sua própria face.

E assim concluo. Manejando o meu canivete rombo, aparei e escavei o bocado de madeira que aqui vos trouxe. Juro-vos que via o urso antes, via-o perfeitamente. Juro-vos que continuo a vê-lo agora. Mas não tenho a certeza – culpa minha – de que o vejais vós. O mais provável foi ter-me  saído um ornitorrinco, esse mamífero desajeitado, com bico de pato, feito de peças soltas doutros animais, desconforme, bicho fantástico – ainda que não tanto  como o ser humano. Este que nós somos quando escrevemos romances, ou os lemos. Interminavelmente."

José Saramago
16 Setembro de 2009  

sábado, 25 de abril de 2015

"Diálogos com José Saramago" - Estrutura e capítulos da obra do Prof. Carlos Reis


Estrutura e capítulos da obra do Prof. Carlos Reis

Nota Prévia - apresentação da nova edição (datada de 21 de Setembro de 2014)
(...) " Não termino sem lembrar que este livro não teria sido possível sem a generosa disponibilidade de quem foi um grande escritor e amigo inesquecível." (...) Página 8

Apresentação - apresentação da obra (1998)
(...) "Aos amigos mostra Saramago a sua ilha (com orgulho, revela-me o escritor que oficialmente fizeram dele cidadão honorário de Lanzarote); e justamente não se cansa de chamar a atenção para a convulsiva beleza de um cenário que só visto pode ser razoavelmente apreciado, mas dificilmente entendido..." (...) Página 10

Introdução
"O escritor em contrução"

Diálogo I
"Sobre formação, aprendizagem e profissão do escritor"

Diálogo II
"Sobre a condição do escritor"

Diálogo III
"Sobre a História como experiência"

Diálogo IV
"Sobre o escritor e a linguagem da literatura"

Diálogo V
"Sobre géneros literários"

Diálogo VI
"Sobre a narrativa e romance"

Diálogo VII
"Sobre temas e valores, sentidos e destinos comuns"

Diálogos virtuais

"A Estátua e a Pedra ou a magia das ficções" 
Texto lido na apresentação de "A Estátua e a Pedra", de José Saramago 
(Lisboa, Fundação José Saramago, 7 de Maio de 2013)
Texto do professor/escritor Carlos Reis



domingo, 19 de abril de 2015

Citador #37 ... da estrutura e coerência do romance, em "Diálogos com José Saramago" de Carlos Reis

Citador #37
... da estrutura e coerência do romance
em "Diálogos com José Saramago"
Carlos Reis - Porto Editora
Página 134

(...) "O que me preocupa é a arquitectura do livro, a sua solidez, um sistema de vigas que suportam, de modo a que nada trema, mesmo que a história seja delirante e avance pelo fantástico de velas erguidas." (...)
José Saramago

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Apresentação da obra do Prof. Carlos Reis "Diálogos com José Saramago"

Início da apresentação. 
A escritora Lídia Jorge, o autor e professor Carlos Reis
Pilar del Río a Presidenta da Fundação José Saramago e anfitriã do evento

Capa da actual edição - Porto Editora

Capa da edição original - Caminho