Perguntam-me não raras vezes:
- "Qual o livro de José Saramago que mais gostaste de ler?"
A resposta que pode ser dada a cada momento:
- "Impossível de dizer... não sei responder, não seria justo para com outros (livros) não nomeados. Mas uma coisa sempre soube. Uma obra de Saramago, enquanto "pseudo ser vivo" ou com "gente dentro" tem que me raptar, prender-me, não me deixar sair de dentro das suas páginas. Fazer de mim um refém, e só me libertar no final da leitura... mesmo ao chegar à última página. Aí, o "Eu" leitor que se mantém refém, liberta-se da "gente que a obra transporta dentro" e segue o seu caminho.
Mas segue um caminho que se faz caminhando, conjuntamente com mais uma família"

Rui Santos
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

«A Maior Flor do Mundo», de José Saramago em destaque na revista "Visão Júnior"

Capa da edição Caminho Leya de 2013 com ilustrações de André Letria

Este conto infanto-juvenil publicado em 2001 foi apresentado com ilustrações de João Caetano e mais recentemente com os desenhos de André Letria.

O artigo da revista "Visão Júnior" pode ser recuperado e consultado aqui

"E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?

O autor começa por dizer que não sabe escrever para os mais pequenos, mas tem uma ideia para uma história, mesmo com palavras difíceis (mas não muito), e não resiste: desata a contá-la. Era uma vez um menino que vivia aventuras que o levavam a percorrer muitos caminhos, a seguir um rio, a saltitar entre as árvores, a atravessar o mundo todo. Um dia descobriu uma flor já murcha, prestes a morrer, e é então que decide salvá-la e fazer dela a maior do mundo.
Livro nomeado para o 1.º e 2.º ciclo"

domingo, 23 de outubro de 2016

"A Maior Flor do Mundo" conto infantil de José Saramago catalogado pela "The White Ravens International Youth Library"

"The White Ravens - International Youth Library
A Selection of International Children's and Youth Literature"



Pode ser consultado aqui 



"A maior flor do mundo"
(The biggest flower in the world)

Saramago, José (text)
Letria, André (illus.)
Porto: Porto Editora, 2015. – [48] p.
ISBN 978-972-0-72821-0
the first edition containing these illustrations (Ed. Caminho, 2013) is no longer available
Love of nature  | Children's literature  | Storytelling  | Simplicity

White Ravens issue: 2016
Reading age: 6+

"Nobel Prize-winner José Saramago (1922-2010) plays a double game in this story: he first laments his inability to write for children, because he can’t write in a simple way. If only he could do so, he would write the most beautiful of all children’s stories – he then proceeds to explain what would happen in that story, were he but able to write it… Finally, Saramago does go on to tell a “real” story, delicate and touching, about a boy who saves a flower from dying of thirst high on a mountain, which then becomes the biggest flower in the world. It is a great story for adults and children alike about the art of storytelling and writing, the art and beauty of simplicity and about a child who surpasses himself. The text, first published in 2001 with illustrations by João Caetano, here is newly interpreted by illustrator André Letria. Part straightforward, part mysterious and poetically powerful, his illustrations truly complement the great author’s literary masterstroke."

quarta-feira, 17 de junho de 2015

"Uma mão cheia de eventos para lembrar os cinco anos da morte de Saramago" - Via Observador.pt (Sara Otto Coelho)

"Uma mão cheia de eventos para lembrar os cinco anos da morte de Saramago"

A notícia pode ser consultada e lida, aqui

"O quinto aniversário da morte do Nobel português vai ser assinalado com vários eventos em Lisboa. No Brasil, vai ser organizada uma exposição no Museu da Língua Portuguesa. Em Roma, haverá uma ópera."

A Fundação José Saramago, em Lisboa, vai estar aberta esta quinta-feira, de manhã à noite, com vários eventos gratuitos que assinalam o quinto aniversário da morte do único Nobel português da Literatura. O público vai poder ler um texto inédito do escritor.

“Contar os anos pelos dedos e encontrar a mão cheia” foi a frase escolhida para a capa da revista Blimunda, que a Fundação publica todos os meses. Cinco anos depois da morte de José Saramago, a 18 de junho de 2010, Pilar del Río destaca o quanto a memória do escritor está viva, em Portugal e no estrangeiro. O destaque do número 37 da revista inclui as notas preparatórias que escreveu para o livro Ensaio Sobre a Lucidez, um texto inédito que estará disponível a partir de quinta-feira, aqui.

Logo a partir das 10h00, quem se deslocar à Casa dos Bicos, onde está sediada a Fundação, vai poder ver as ilustrações que André Letria criou para o livro infantil A Maior Flor do Mundo, que Saramago publicou em 2001.

(Cartaz ilustrado por André Letria)

"Às 11h30, vai ser exibido, em estreia, o documentário “Um Humanista por acaso Escritor”, realizado pelo brasileiro Leandro Lopes. O filme vai estar nos cinemas brasileiros e pretende dar uma visão do mundo pelas lentes “desassossegadas” de José Saramago. Como parte da homenagem, foram feitos uns óculos a partir dos originais que Saramago usava e o visitantes vão poder experimentá-los, bem como tirar fotografias.

Às 21h00, a atriz Maria do Céu Guerra vai ler excertos da obra do autor de Ensaio sobre a Cegueira, seguindo-se um concerto de João Afonso e Rogério Cardoso Pires."

(Pilar del Río segura os óculos que os visitantes vão poder usar 
e o caderno original agora encontrado. ©Sara Otto Coelho)

"No encontro com os jornalistas, Pilar del Río anunciou também a descoberta de um texto de teatro escrito por José Saramago e Costa Ferreira, no final dos anos 1970. “Está aqui Saramago”, disse a viúva do escritor. Há anos que Pilar o tinha no gabinete que ocupa na Fundação, pensando ser outra obra. “O Fim da Paciência” nunca chegou a ser apresentado nos palcos. Depois da descoberta, deverá ser publicado, não se sabe ainda se pela Alfaguara, se pela Porto Editora. “Por enquanto, a prioridade da Porto Editora é fazer chegar às livrarias as quatro obras que faltam reeditar para completar a nova coleção, A Jangada de Pedra (1986), Objeto Quase (1978), Terra do Pecado (1947) e Todos os Nomes (1997) e o Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991), disse ao Observador Manuel Alberto Valente.

Durante os próximos meses haverá uma mão cheia de referências internacionais ao português que venceu o Nobel da Literatura em 1998. Uma das principais é a exposição que está a ser organizada no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, no Brasil, e que se estima que abra as portas em 2016. Pilar del Río admitiu que falou com o diretor do museu, Antonio Carlos de Moraes Sartini, sobre a hipótese de a exposição ser posteriormente mostrada em Portugal, mas ainda não existem certezas.

Destaca-se também o Congresso Internacional sobre os Deveres Humanos que se vai realizar no México, a 24 e 25 de junho. A ideia é fazer o esboço de uma “Carta dos Deveres Humanos”, que José Saramago sugeriu no seu discurso em Estocolmo, em 1998, quando recebeu o Nobel.

Na capital italiana, Roma, vai ser apresentada uma ópera baseada no romance As Intermitências da Morte. Em Espanha, vai subir ao palco o Ensaio sobre a Cegueira, pela companhia Sarabela, na Galiza, e O Homem Duplicado, em Madrid."