Perguntam-me não raras vezes:
- "Qual o livro de José Saramago que mais gostaste de ler?"
A resposta que pode ser dada a cada momento:
- "Impossível de dizer... não sei responder, não seria justo para com outros (livros) não nomeados. Mas uma coisa sempre soube. Uma obra de Saramago, enquanto "pseudo ser vivo" ou com "gente dentro" tem que me raptar, prender-me, não me deixar sair de dentro das suas páginas. Fazer de mim um refém, e só me libertar no final da leitura... mesmo ao chegar à última página. Aí, o "Eu" leitor que se mantém refém, liberta-se da "gente que a obra transporta dentro" e segue o seu caminho.
Mas segue um caminho que se faz caminhando, conjuntamente com mais uma família"

Rui Santos
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quinta-feira, 9 de janeiro de 2020

"O Conto da Ilha Desconhecida" no Teatro Municipal Baltazar Dias (Funchal - Madeira)

A notícia pode ser recuperada e consultada aqui
em https://www.dnoticias.pt/impressa/hemeroteca/diario-de-noticias/conto-de-saramago-musicado-estreia-a-22-de-maio-no-tmbd-CA5640756


"‘O Conto da Ilha Desconhecida’ é um conto musical composto por Sérgio Azevedo a partir da obra homónima de José Saramago, uma encomenda do Teatro Municipal Baltazar Dias (TMBD) a estrear no dia 22 de Maio pela Orquestra Académica do Conservatório - Escola Profissional das Artes da Madeira."
"Francisco Loreto mostrou a partitura que já tem em mãos, nas redes sociais."
Fotografia dnoticias.pt

"Sérgio Azevedo (na foto) é o autor da música do conto criado por José Saramago." 
Fotografia de David Rodrigues dnoticias.pt

terça-feira, 20 de março de 2018

"The Tale of the Unknown Island" foi apresentado no "Gate Theatre" (Londres) ("The Guardian" 19/09/2017) - "O Conto da Ilha Desconhecida"

Adaptação de "O Conto da Ilha Desconhecida" baseada na obra original de José Saramago.

A informação relativa ao espectáculo apresentado, pode ser recuperada e consultada aqui
em https://www.theguardian.com/stage/2017/sep/19/the-unknown-island-gate-theatre-london-review-jose-saramago

"The Unknown Island review – Saramago odyssey asks the audience to dream"

Adapted from José Saramago’s short story, Ellen McDougall’s grownup fairytale draws spectators into a circle of bread, wine and storytelling

"Questioning the old certainties … The Unknown Island. Photograph: Cameron Slater"

"The Gate’s new artistic director, Ellen McDougall, begins her tenure by offering us the essentials of life, sharing bread, wine and storytelling with her audience in this version of Nobel prize-winning writer José Saramago’s short story.

Adapted by McDougall and Clare Slater, it becomes something like a grownup version of Jackanory as we are told of a man who asks the king for a boat so he can find an unknown island. Rosie Elnile’s design wraps the entire Gate space in blue fabric, suggesting both the sea and a dreamworld. As we enter, the only other flash of colour is from a red sailing boat.

McDougall’s previous big hit at this address was Roland Schimmelpfennig’s rewriting of Greek myth, Idomeneus, a play that questioned all the old certainties of an ancient story. She does the same here and with similar playfulness – including plenty of her trademark balloons, used to clever comic effect."

"Unique viewpoint … Zubin Varla. Photograph: Cameron Slate"

"The show challenges us to imagine a new way of living – and to be brave enough to try to seize it. When the king confidently tells the man that all the islands “are on the maps”, the man defies that thinking by pointing out that “only the known islands are on the maps”. He is joined on his quest by the palace’s cleaning woman, who is similarly intent on taking control of her own story.

On the surface, the show looks like the simplest kind of storytelling, but it is smartly conceived, down to the way the audience are seated around the edge of the playing space so they form a community, constantly catching each other’s reactions. The production shares the storytelling between performers Jon Foster, Hannah Ringham, Thalissa Teixeira and Zubin Varla, who may swap characters but always seem to offer their own view of the tale, their voices lapping over each other like the waves of the sea.

And McDougall gives us the chance to own the story, too, inviting the audience to dream their own dreams."


Link de apresentação da peça de teatro

Apresentação da peça de teatro

"What is this unknown island you want to go in search of?
If I could tell you that, it wouldn’t be unknown. 

You want to go in search of an unknown island.  
Because somewhere out there, there must be something else. 
Because you want to find out who you are when you are there. 

You ask the king for a boat. 
You don’t know where you are going, or even how to sail.
You won’t take no for an answer. 

The Unknown Island is a beautiful, inventive and rebellious adventure story about dreaming of the impossible and trying to cross the vast distances between ourselves and each other.

Based on Nobel prize-winning novelist Jose Saramago’s short story, The Tale of the Unknown Island, adapted for the stage by Ellen McDougall and Clare Slater."

"Gate Theatre"

Gate Theatre
11 Pembridge Road
Notting Hill Gate - London W11 3HQ
Box office: 020 7229 0706

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Já disponível a edição de "O conto da ilha desconhecida" em formato e-book com ilustração de Juergen Cannes


O post da Companhia das Letras pode ser consultado aqui para pesquisar as várias formas de acesso:

Os trabalhos do autor Juergen Cannes, aqui em https://www.facebook.com/sailor.juergen/

"Já está disponível o e-book de "O conto da ilha desconhecida", de José Saramago, uma edição especial ilustrada por Juergen Cannes.

Um homem vai ao rei e lhe pede um barco para viajar até uma ilha desconhecida. O rei lhe pergunta como pode saber que essa ilha existe, já que é desconhecida. O homem argumenta que assim são todas as ilhas até que alguém desembarque nelas. Este pequeno conto de José Saramago pode ser lido como uma parábola do sonho realizado, isto é, como um canto de otimismo em que a vontade ou a obstinação fazem a fantasia ancorar em porto seguro."

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

"O Conto da Ilha Desconhecida" adaptado e encenado por Rita Lello - em cena no Teatro A Barraca

"Uma ilha onde os adultos entram pela mão das crianças"

"Elenco renovado da peça com Tiago Assis, Samuel Moura, Nádia Yracema e Rita Soares
Fotografia de Jorge Amaral/Global Imagens"

Mais informações aqui - Teatro A Barraca (Lisboa)

A presente reportagem foi publicada, via Diário de Notícias por Marina Marques, e pode ser recuperada e consultada, aqui
em http://www.dn.pt/artes/interior/uma-ilha-onde-os-adultos-entram-pela-mao-das-criancas-5428201.html

"Um homem desce as escadas, por entre o público, chega ao palco, e apresentando-se à porta do rei diz: "Dá-me um barco." Assim, mesmo, sem mais rodeios. A narradora contextualiza dando um significado aos adereços em palco: "A casa do rei tinha muitas portas, mas aquela era a das petições." O mote está lançado e o espaço físico enquadrado. À ação junta-se um rei que também será mais tarde capitão do porto e uma mulher da limpeza. É em torno destas personagens que gira O Conto da Ilha Desconhecida, um espetáculo adaptado e encenado por Rita Lello, a partir do texto de José Saramago.

Uma escolha pouco óbvia para um espetáculo pensado para crianças a partir dos 4 anos, reconhece Rita Lello. "Queríamos adaptar um Saramago para miúdos porque, na verdade, é uma escrita muito visual. E este Conto da Ilha Desconhecida é particularmente visual", explica. A Maior Flor do Mundo foi a primeira escolha, mas, sendo "uma viagem que passa por vários espaços físicos concretos, tornava-se difícil levar a cena". A escolha acabou por recair neste O Conto da Ilha Desconhecida porque, "como se trata de uma viagem interior torna mais possível a construção e a adaptação cénica", conta Rita Lello.

Essa não foi, no entanto, a única razão: "Optámos por este [texto] também porque é muito mais abrangente: veicula conceitos universais com os quais nascemos. Enquanto a sociedade não nos estragar, nós queremos todos partilhar, encontrar um caminho, aprender, evoluir, queremos todos justiça. E é sobre isso que este texto fala: encontrar o caminho para um sonho, para uma sociedade melhor. Mais justa. Ora, as crianças já nascem com isso e portanto são conceitos que não são difíceis de elas entenderem. São mais difíceis de um adulto abraçar do que as crianças entenderem". Por isso, acrescenta: "Este acaba por ser um espetáculo em que os pais entram pela mão das crianças... esperemos."

Esta é, de resto, uma das marcas do trabalho de Rita Lello. "Se calhar não podemos considerar nem o texto nem o espetáculo como sendo para infância. É um texto ao qual as crianças também aderem, mas é um texto verdadeiramente para todos. Esse foi sempre o trabalho que a mim me interessou fazer e à Barraca. Espetáculos para todos. Prefiro muito mais um teatro em que se crie um espaço de transversalidade em termos geracionais do que aquela coisa de fazer os espetáculos só para as crianças."

Outro traço do trabalho de Rita Lello é usar exclusivamente as palavras do autor em cena. "Neste caso levei o desafio ao limite e está o conto integral em cena", adianta. E para resolver a oscilação entre narração e ação, "temos personagens que narram tudo, que metem o bedelho nas ações das outras, e temos personagens que só se narram a si próprias, ou seja, narram a sua própria componente emocional ao mesmo tempo que a vivem", explica.

Outra curiosidade do espetáculo é o facto de os mecanismos de mudança de cenários, de som e luz estarem todos no palco, à vista de todos. Esta componente pedagógica "tem a dupla graça de serem os mesmos mecanismos nos barcos e nos teatros", destaca.

Estreado em 2006, e em cena por duas temporadas, já têm uma ideia da reação do público. "Tivemos reações maravilhosas de pais com os filhos ao colo a chorar de felicidade, porque o espetáculo é muito emocional, é sobre uma utopia. Acho que as pessoas saem deste espetáculo com o sonho alimentado, com a abertura de uma possibilidade de amor, de beleza, de partilha, de construção de uma sociedade alternativa onde as pessoas possam esperar ser felizes. Este homem corre e sabe para onde corre e consegue construir realmente o seu mundo, a sua vida, o seu futuro. Acho que é isso que comove as pessoas." E o pequeno trecho do Homem do Leme, dos Xutos & Pontapés, dá uma ajuda.

Ficha de espetáculo

O Conto da ilha desconhecida

De José Saramago

Adaptação e encenação de Rita Lello Teatro Cinearte, Largo de Santos, 2, Lisboa

Sábados às 15.00 e domingos às 11.00

Para maiores de 4 anos"

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

"O Conto da Ilha Desconhecida" de José Saramago em cena no Teatro A Barraca


Mais informações, aqui


"Um Homem que queria um barco…
Um Rei a quem só interessam Ilhas Conhecidas…
Uma Mulher da Limpeza que decide só limpar barcos…
Um Capitão do Porto rezingão…
Dois Marinheiros maus…
Dois Narradores e dois Técnicos a ajudar à festa…
Um palco aberto…
De Palácio em Cais…
De Cais em Barco…
De Barco em Ilha…
Um Sonho…
Uma Vontade de ferro…

A Barraca dos miúdos conta um conto de José Saramago.

O Conto da Ilha Desconhecida conta que “Um homem foi bater à porta do rei e disse-lhe, Dá-me um barco.” Depois de muitas dificuldades em chegar à fala com o Rei, o Homem lá conseguiu o que queria e ajudado pela Mulher Da limpeza do palácio, que entretanto decide juntar-se a ele na aventura, partem em busca da Ilha Desconhecida.

Uma história sobre o poder do Sonho e da Vontade de um Homem, sobre o Amor e sobre um caminho para uma Utopia. Conceitos complicados de transmitir às crianças? Talvez.... Mas são elas que dominam melhor do que ninguém essa linguagem. 
Para nós, crescidos, é que o mundo torna difícil reencontrar a criança capaz de nos fazer ir atrás de um Sonho.

Rita Lello
Adaptação e Encenação

Horário
Sábado às 15h00
Domingo às 11h00"
"

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Conto «A ilha desconhecida», no Festival Literário Internacional de Óbidos - Produção "Trigo Limpo teatro ACERT"

«A ilha desconhecida», no Festival Literário Internacional de Óbidos



http://www.josesaramago.org/ilha-desconhecida-no-festival-literario-internacional-obidos/

A segunda edição do FOLIO – Festival Literário Internacional de Óbidos contará com a estreia do espetáculo A Ilha Desconhecida, a partir d’ O Conto da Ilha Desconhecida, de José Saramago. Trata-se de uma coprodução da Fundação José Saramago e do Trigo Limpo teatro ACERT que será apresentada durante o festival e seguirá em digressão nos próximos meses.

A peça, que foi adaptada e encenada por José Rui Martins, do ACERT, será interpretada pelos actores e músicos Catarina Moura e Luis Pedro Madeira.

Exibida gratuitamente nos seguintes dias:  22, 23, 24, 25, 29, 30 de setembro, e 1 e 2 de outubro. Aceda à página do festival para ver os horários e local do espetáculo www.foliofestival.com/

Foto: Ricardo Chaves

Sinopse

COMO É QUE UMA ILHA PODERÁ SER A UTOPIA QUE HÁ EM CADA UM DE NÓS?

Como é que a utopia pode ser o desconhecido que se procura pelo prazer da navegação e o desprendimento pela calculista ancoragem?
Imagine-se um pensamento de uma Mulher da Limpeza: “Se não sais de ti, não chegas a saber quem és.”
Imagine-se que um Homem que Queria um Barco sonhou com a Mulher da Limpeza e lhe segredou: “Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar.”
Agora, imagine-se que estamos no lugar deste Homem e desta Mulher que temos diante de nós três portas: a dos obséquios, a das petições e a das decisões. Qual delas seremos tentados a abrir?
No seu conto, José Saramago convida-nos a uma viagem em “que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós”. Habitar teatralmente esta  aventura onde a metáfora se espraia na areia das palavras é desafiante. Parabolizar teatral e musicalmente uma narrativa que, sendo complexa, não se pode desligar da singeleza do pensamento que a originou, constitui um desafio artístico aliciante. A palavra teatral e musicada é o roteiro para a construção de personagens oníricas, fantasiosa e poético-amorosas. A música, território de eleição dos intérpretes, pisca o olho sedutor ao argumento, deixando-o fluir encantatoriamente. A cenografia e os figurinos são enxertias de uma só planta.
Esta adaptação teatral do conto de José Saramago são as palavras de um livro que é palco. O Trigo Limpo teatro ACERT, após ter compartilhado com a Fundação José Saramago a maravilhosa aventura de “A Viagem do Elefante” que, desde 2013, continua e continuará a circular junto das comunidades onde ancora, aceitou afectuosamente este convite para partilhar, em co-produção “O Conto da Ilha Desconhecida”.

(José Rui Martins)


Ficha Técnica

 Coprodução: Fundação José Saramago e Trigo Limpo teatro ACERT

A partir de “ O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago

Adaptação e encenação: José Rui Martins

Interpretação: Catarina Moura e Luís Pedro Madeira

Música: Luís Pedro Madeira

Cenografia: ZéTavares

Desenho de Luz: Paulo Neto

Figurinos, tapeçaria e adereços: Cláudia Ribeiro | Casa de Figurinos

Adereços: Sofia Silva

Costureira: Marlene Rodrigues

Pesquisa e coordenação literária: Sérgio Letria e Sara Figueiredo

Montagem e operação de luz: Rui Sérgio Henriques

Assistentes de produção: Joana Cavaleiro e Ricardo Viel

Carpintaria de cena: Filipe Simões

Fotografia: Ricardo Chaves

domingo, 7 de agosto de 2016

Cia dos Náufragos estreia ‘A Ilha Desconhecida’, baseada em conto de José Saramago - Campinas SP Brasil (5 e 6 Agosto)

A notícia pode ser recuperada e acedida, aqui
em http://cartacampinas.com.br/2016/08/cia-dos-naufragos-estreia-a-ilha-desconhecida-baseada-em-conto-de-jose-saramago/



"Nos próximos dias 5 e 6 de agosto, sexta e sábado, a Cia dos Náufragos estreia seu novo espetáculo de teatro de rua “A Ilha Desconhecida”, baseado no conto homônimo do autor José Saramago, na Estação Cultura de Campinas.

O espetáculo reconta através de uma trupe de atores/marinheiros uma simples história: um Homem vai à procura da Ilha Desconhecida, com a convicção de que só se conheceria quando na ilha estivesse. Também é a história de uma Mulher que, por intermédio do destino, têm sua vida entrelaçada à do Homem. Uma inusitada jornada repleta de diversos obstáculos, um rei despótico e sua política de favores, ferozes burocratas, marinheiros incrédulos e uma inesperada companheira de viagem.

Uma alegoria da nossa busca pelo sentido do mundo e uma sátira da situação do mesmo. Livremente inspirada na obra de José Saramago.

A Cia dos Náufragos foi criada em 2012 na cidade de Campinas pelos atores formados no curso de Arte Cênicas da Unicamp Cristiane Taguchi, Miguel Damha, Renan Villela e pelo violonista, percussionista e compositor Rodrigo Lima. (Carta Campinas com informações de divulgação)

Ficha Técnica
A ILHA DESCONHECIDA, Cia dos Náufragos
DRAMATURGIA: O grupo, livremente inspirado no “Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago e A invenção de Ulisses, de Jorge de Lima
DIREÇÃO : Moacir Ferraz
ELENCO: Cristiane Taguchi, Miguel Damha, Renan Villela, Rodrigo Lima
PREPARAÇÃO VOCAL : Renan Villela
TRILHA ORIGINAL: Rodrigo Lima e Renan Villela
FIGURINO: Laura Françozo
CENOGRAFIA: Thalita Castro
CENOTECNICA: Erico Daminiele
ARTE GRAFICA: Renan Villela
FOTOGRAFIA: Maycon Soldan

A Ilha Desconhecida, Cia dos Naufragos
Data: 05/08 às 20h, 06/08 às 17h
Local: Estação Cultura – Praça Mal Floriano Peixoto, Campinas – SP
Entrada gratuita"

sábado, 30 de julho de 2016

"El cuento de la Isla Desconocida" de José Saramago por Roberto Maydana (blog Libros Y Literatura - 19/07/2016)

O presente artigo foi publicado no passado dia 19 de Julho de 2016 no blog "Libros Y Literatura", por Roberto Maydana, e pode ser recuperado e consultado aqui,

"Cuando en 1998 José Saramago recibió el Premio Nobel de Literatura, la Academia Sueca resaltó su capacidad para “volver comprensible una realidad huidiza, con parábolas sostenidas por la imaginación, la compasión y la ironía”. Considero que esta afirmación es una perfecta definición de toda su obra y que al mismo tiempo puede aplicarse a aquellos grandes escritores que sin decir nada directamente, nos dejan un mensaje profundo y lleno de significado, que tal vez se escape a la primera lectura."



"Me estoy refiriendo, claro, a aquellos grandes libros (se me viene a la mente Ensayo sobre la ceguera, del mismo Saramago, o Cien años de soledad, de Gabriel García Márquez) que ante una lectura superficial nos ofrecen una bonita historia de fácil comprensión con principio, nudo y desenlace y un final cerrado, pero que, sin embargo, en la relectura profunda y analítica, en ese reencuentro con el texto, dejan entrever todo un tesoro de parábolas, significados y mensajes secundarios que convierten un libro común en una obra de arte, que hacen de un autor uno más o uno inolvidable, que marcan la diferencia entre escribir y ser escritor. Cualquier persona podría afirmar que Cien años de soledad es la historia de varias generaciones de una familia signada por la tragedia y la soledad, y no sería incorrecto hacerlo, aunque un análisis más profundo nos lleva a la realidad, esa que deja ver que los Buendía (con sus Aurelianos y sus Arcadios) conforman no la historia de una familia, sino el devenir histórico de toda Sudamérica.

“…pero quiero encontrar la isla desconocida, quiero saber quién soy cuando esté en ella, 
No lo sabes, Si no sales de ti, no llegas a saber quién eres…”

El cuento de la isla desconocida es un ejemplo claro de libro profundo, con más de un significado, compactado en apenas 72 cortísimas páginas. Y puedo asegurar que (me voy a permitir el uso de una frase remanida) es un libro apto para todo público. Si un niño de 10 años lo leyera, encontraría una bonita historia de amor, en la que un hombre solicita insistentemente un barco al Rey, quien tras negarse termina por ofrecérselo. El hombre afirma que usará el barco para encontrar una isla desconocida y allí se hace a la mar con la compañía de una señora que trabajaba para el Rey con el objetivo de conseguirlo. Finalmente lo conseguirá o no, pero eso ya es algo que no contaré para no arruinar la sorpresa o hacer “spoilers” como se usa decir en estos tiempos de enamoramientos hacia las palabras ajenas.

“Y no ignoro que todas las islas, incluso las conocidas, 
son desconocidas mientras no desembarcamos en ellas”

Pero estamos ante Saramago, que siempre dice más de lo que dice; es entonces cuando al bucear entre sus palabras, uno empieza a ver que el barco es la persona, que el Rey la burocracia, que los marineros aquello de lo que hay que desprenderse, que la mujer es el apoyo ante la incertidumbre y que todos juntos conforman el proceso de introspección, de autoconocimiento psicológico, de maduración. Que todos somos islas y que tenemos que conocernos para reconocernos. Que todo se trata de un viaje con destino a uno mismo.

“…primero tienes que ver tu barco, sólo lo conoces por fuera, Qué tal lo encontraste, 
Hay algunas costuras de las velas que necesitan refuerzo…”

Leer este hermoso cuento de cualquiera de las dos maneras puede entonces compararse con hacer un crucero sin detenerse más que en los puertos de las diferentes ciudades: uno podrá decir “estuve ahí” pero jamás podrá afirmar “conozco ese lugar” Como amante de la buena literatura, siempre recomiendo bajarse en los puertos, llenar de polvo las zapatillas de tanto andar, respirar, sentir, tocar… leer de verdad."

"El cuento de la Isla Desconocida" de José Saramago por Roberto Maydana (blog Libros Y Literatura - 19/07/2016)

O presente artigo foi publicado no passado dia 19 de Julho de 2016 no blog "Libros Y Literatura", por Roberto Maydana, e pode ser recuperado e consultado aqui,

"Cuando en 1998 José Saramago recibió el Premio Nobel de Literatura, la Academia Sueca resaltó su capacidad para “volver comprensible una realidad huidiza, con parábolas sostenidas por la imaginación, la compasión y la ironía”. Considero que esta afirmación es una perfecta definición de toda su obra y que al mismo tiempo puede aplicarse a aquellos grandes escritores que sin decir nada directamente, nos dejan un mensaje profundo y lleno de significado, que tal vez se escape a la primera lectura."



"Me estoy refiriendo, claro, a aquellos grandes libros (se me viene a la mente Ensayo sobre la ceguera, del mismo Saramago, o Cien años de soledad, de Gabriel García Márquez) que ante una lectura superficial nos ofrecen una bonita historia de fácil comprensión con principio, nudo y desenlace y un final cerrado, pero que, sin embargo, en la relectura profunda y analítica, en ese reencuentro con el texto, dejan entrever todo un tesoro de parábolas, significados y mensajes secundarios que convierten un libro común en una obra de arte, que hacen de un autor uno más o uno inolvidable, que marcan la diferencia entre escribir y ser escritor. Cualquier persona podría afirmar que Cien años de soledad es la historia de varias generaciones de una familia signada por la tragedia y la soledad, y no sería incorrecto hacerlo, aunque un análisis más profundo nos lleva a la realidad, esa que deja ver que los Buendía (con sus Aurelianos y sus Arcadios) conforman no la historia de una familia, sino el devenir histórico de toda Sudamérica.

“…pero quiero encontrar la isla desconocida, quiero saber quién soy cuando esté en ella, 
No lo sabes, Si no sales de ti, no llegas a saber quién eres…”

El cuento de la isla desconocida es un ejemplo claro de libro profundo, con más de un significado, compactado en apenas 72 cortísimas páginas. Y puedo asegurar que (me voy a permitir el uso de una frase remanida) es un libro apto para todo público. Si un niño de 10 años lo leyera, encontraría una bonita historia de amor, en la que un hombre solicita insistentemente un barco al Rey, quien tras negarse termina por ofrecérselo. El hombre afirma que usará el barco para encontrar una isla desconocida y allí se hace a la mar con la compañía de una señora que trabajaba para el Rey con el objetivo de conseguirlo. Finalmente lo conseguirá o no, pero eso ya es algo que no contaré para no arruinar la sorpresa o hacer “spoilers” como se usa decir en estos tiempos de enamoramientos hacia las palabras ajenas.

“Y no ignoro que todas las islas, incluso las conocidas, 
son desconocidas mientras no desembarcamos en ellas”

Pero estamos ante Saramago, que siempre dice más de lo que dice; es entonces cuando al bucear entre sus palabras, uno empieza a ver que el barco es la persona, que el Rey la burocracia, que los marineros aquello de lo que hay que desprenderse, que la mujer es el apoyo ante la incertidumbre y que todos juntos conforman el proceso de introspección, de autoconocimiento psicológico, de maduración. Que todos somos islas y que tenemos que conocernos para reconocernos. Que todo se trata de un viaje con destino a uno mismo.

“…primero tienes que ver tu barco, sólo lo conoces por fuera, Qué tal lo encontraste, 
Hay algunas costuras de las velas que necesitan refuerzo…”

Leer este hermoso cuento de cualquiera de las dos maneras puede entonces compararse con hacer un crucero sin detenerse más que en los puertos de las diferentes ciudades: uno podrá decir “estuve ahí” pero jamás podrá afirmar “conozco ese lugar” Como amante de la buena literatura, siempre recomiendo bajarse en los puertos, llenar de polvo las zapatillas de tanto andar, respirar, sentir, tocar… leer de verdad."

sexta-feira, 13 de maio de 2016

"O nariz de Saramago" de Marcelo Lazzaratto (Ilustríssima - Folha de São Paulo / Brasil - 08/05/2016)


(Foto de Marcelo Lazzaratto - Elenco da Companhia do Elevador do 
Teatro Panorâmico com a companhia de José Saramago, 
aquando da encenação da peça de teatro "A Ilha Desconhecida", 
no Teatro TBC (São Paulo / 2001) 


Pode ser recuperada e consultada, aqui 
em http://m.folha.uol.com.br/ilustrissima/2016/05/1768527-o-nariz-de-saramago.shtml?cmpid=compfb

De Marcelo Lazzaratto (08/05/2016)

"Ah! as convergências! O teatro, por ser uma arte coletiva, é um terreno fértil para elas. Momentos de convergência geralmente são contundentes e intensos. Às vezes são felizes. Outras não.

Em 2000, minha companheira, então grávida, me mostrou "O Conto da Ilha Desconhecida", de José Saramago.

Li esse pequeno grande livro naquele mesmo dia e, como por encanto, visualizei/imaginei/senti toda a encenação de um espetáculo teatral para crianças.

A cidadela, o castelo, as portas, a população, o porto e o barco; a movimentação dos atores, a dinâmica da narrativa, tudo se materializava em minha mente com muita clareza. Inspiração e êxtase se fundiam em meu corpo.

Àquela altura, acabava de criar, junto de atores que iniciavam sua carreira profissional, a Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, e nos colocáramos como uma de nossas metas a criação de um espetáculo infantil. É claro que propus a eles que montássemos o conto do Saramago. Outras ótimas ideias, outros temas, outros livros apareceram e, depois de avaliações e debates, Saramago venceu.

Optamos por assumir o risco de trazer aos palcos um texto não dramatúrgico de um autor consagrado mundialmente, porém direcionado às crianças. Um risco enorme para uma grupo de teatro que dava seus primeiros passos. Se errássemos a mão, poderíamos ser tachados de pretensiosos e inconsequentes.

Escrevemos rapidamente um projeto, pois havia um edital aberto para temporada na sala pequena do Teatro Sérgio Cardoso, e fomos aprovados. Mas, quando soubemos, só tínhamos um mês para realizar o espetáculo. Não tínhamos verba para produção. Não tínhamos nenhum apoio cultural. Tínhamos o desejo e a vontade imperiosa de fazer teatro: românticos e pertinazes. Tínhamos um belo tema nas mãos e queríamos trazê-lo a público do nosso jeito: alegres e metidos!

Desde o início, trazia a certeza de que a nossa adaptação não facilitaria a linguagem de Saramago visando o universo infantil. Sentia que deveríamos preservar a linguagem e as construções filosóficas ricamente por ele sintetizadas. Não as "traduziríamos" previamente às crianças.

Já estávamos em 2001 e, em meio, a todo processo de produção nasce nossa filha Chiara. Em três semanas, mão no bolso-dinheiro na mão, empenho e criação, estreia "A Ilha Desconhecida". Sem nenhuma divulgação, formadores de opinião e críticos compareceram no primeiro fim de semana e já na semana seguinte começam a surgir críticas e comentários extremamente favoráveis à montagem.

A primeira temporada se encerra. Optamos por assumir outro risco: resolvemos alugar a Sala Assobradado do TBC acreditando no dinheiro da bilheteria. E surpreendentemente tínhamos casa cheia em uma sala com o dobro de lugares. Mas outra agradável surpresa nos aguardava.

Soubemos que Saramago estaria em São Paulo. Entramos em contato com ele e o convidamos, temerosos e ao mesmo tempo destemidos, para assistir ao espetáculo. Ele, muito cortês, aceitou.

Fomos buscá-lo no hotel. Com Chiara no colo, vejo Saramago sair do elevador e, a passos largos, se aproximar de nós. Um "olá" meio sem jeito e, de repente, eis que a bebê, com sua mãozinha de sete meses, aperta o nariz de Saramago. Pronto. Sorrisos. Derretimento, a sem-gracice se foi. O afeto venceu. Como na ilha.

Chegamos ao TBC. A conversa fluía solta, os atores se preparavam, comoção geral, coração na boca. Saramago nos assistiria.

Na plateia, sentado a seu lado, mal me lembro do que pensava, do que sentia. Estava em pura suspensão e suava em bicas.

Durante a peça, fazia força para perceber o que ele estava achando, mas não queria dar na cara.

A peça termina. No meio do aplauso, Saramago de pé, levanta os braços e pede um instante de silêncio. Todos se sentam. Grande expectativa, os atores no palco, eu ao lado dele, o público calado e ele no meio da plateia, diz a todos: "Penso que, por ter assistido a essa pequena maravilha, valeu a pena ter escrito o conto".

"MARCELO LAZZARATTO, 49, é diretor artístico da Cia. Elevador de Teatro Panorâmico e professor de artes cênicas da Unicamp. Dirige a peça "Sala dos Professores", em cartaz no Espaço Elevador, em São Paulo, até 29/5."

sábado, 2 de abril de 2016

Assinala-se o "Dia Internacional do Livro Infantil" sob inspiração de Hans Christian Andersen (2 de Abril)

Montagem cénica com as três obras de José Saramago,
com destino e vocação infanto-juvenil 

Sinopse das obras referenciadas, aqui

"O Conto da Ilha Desconhecida" - 1998
"Um dia, um homem dirigiu-se à porta do rei para pedir um barco, mas aquela era a porta das petições, e não foi recebido pelo rei.Depois de muita insistência e de a muitas portas bater pelos meandros da burocracia real lá conseguiu que o rei lhe desse , finalmente, o tão desejado barco. A mulher da limpeza do palácio real foi a única tripulação que arranjou e, depois de apetrechado e limpo o barco, dormiram essa noite no cais. Na manhã seguinte baptizaram a embarcação e, pela hora do meio-dia, com a maré, a Ilha Desconhecida fez-se enfim ao mar, à procura de si mesma."

"A Maior For do Mundo" - 2001
"E se as histórias para crianças passassem a ser de leitura obrigatória para os adultos? 
Seriam eles capazes de aprender realmente o que há tanto tempo têm andado a ensinar?"

"O Silêncio da Água" - 2011
"«Voltei ao sítio, já o Sol se pusera, lancei o anzol e esperei. Não creio que exista no mundo um silêncio mais profundo que o silêncio da água. Senti-o naquela hora e nunca mais o esqueci.» José Saramago. A partir de uma recordação de infância, José Saramago compôs uma fábula universal que sobressai pela sua sabedoria. Manuel Estrada, um dos maiores artistas gráficos contemporâneas, recria com mestria toda a profundidade desta história memorável."


"No dia 2 de abril comemora-se em todo o mundo o nascimento de Hans Christian Andersen. A partir de 1967, este dia passou a ser designado por Dia Internacional do Livro Infantil, chamando-se a atenção para a importância da leitura e para o papel fundamental dos livros para a infância." (Fonte: DGLAB)

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

"O Homem Que Queria Um Barco" de Aline Frazão, baseada em "O Conto da Ilha Desconhecida" de José Saramago

O álbum "Insular" de Aline Frazão
e a música "O Homem Que Queria Um Barco", 
baseada em "O Conto da Ilha Desconhecida" de José Saramago




Via Facebook da Fundação José Saramago, aqui
em https://www.facebook.com/fjsaramago/?fref=ts

"Sobre «Insular», o novo disco de Aline Frazão, que partiu de «O Conto da Ilha Desconhecida» para compor um destes novos temas: «Mas, como canta em O homem que queria um barco, letra sua baseada no Conto da Ilha Desconhecida, de José Saramago, era um passo “p’ra descobrir quem sou quando chegar”.»


Publicado a 21/11/2015 - Provided to YouTube by Universal Music Group International
"O Homem Que Queria Um Barco" de Aline Frazão, do álbum "Insular"
℗ 2015 Edições Valentim de Carvalho S.A. - Released on: 2015-11-20

Notícia via jornal Público, para leitura completa e consulta, aqui

"Aline partiu à procura do seu Norte" de Gonçalo Frota (28/11/2015)

"Para agitar a sua música, Aline Frazão rodeou-se de electricidade, de um homem dos Linda Martini e de um produtor com um estúdio numa remota ilha escocesa. Insular é o magnífico e corajoso registo de uma cantora empenhada em redescobrir-se no risco.
(...)
Ajudou que o destino fosse uma ilha selvagem, pouco paradisíaca, em que uma viagem até ao único pub de Craighouse não alterava a sensação de isolamento. E assim Aline aceitou lançar-se a “um jogo de confiança, em que tudo era muito arriscado”. Durante os meses que precederam a partida para Jura, quando lutava para terminar as composições que iria gravar, foi assaltada milhentas vezes por uma sensação de que aquilo que a esperava era “um pouco louco”. Não era certamente a cartada certinha de se juntar a um produtor de créditos inabaláveis ou sequer a estratégia de mudar sem correr o risco de uma desestabilização real. Mas, como canta em O homem que queria um barco, letra sua baseada no Conto da Ilha Desconhecida, de José Saramago, era um passo “p’ra descobrir quem sou quando chegar”.



sábado, 24 de outubro de 2015

Análise à obra "O Conto da Ilha Desconhecida" através do site "Atualidades do Direito - 2009, Brasil"

No dia em que o blog comemora o seu primeiro ano de actividade
foram produzidos aproximadamente 600 post's
20.000 visualizações
962 seguidores no Facebook

... milhares de horas de leitura, pesquisas e conversas com outros Saramaguianos(as)

... a todos os que visitam, aos que visitando voltam e aos que ajudam neste trabalho, deixo as palavras com que o "viajante" termina a "Viagem a Portugal"

(...) "O fim de uma viagem e apenas o começo doutra. 
(...) É preciso voltar aos passos que foram dados, 
para os repetir, e para traçar caminhos novos ao lado deles. 
É preciso recomeçar a viagem. 
Sempre. 
O viajante volta já."
in, "A Viagem a Portugal"



Pode ser visualizado e consultado aqui,

Sinopse e detalhe do programa
Programa originalmente transmitido pela UNISINOS
Obra: O conto da Ilha Desconhecida, de José Saramago
Exibição: 2009
Apresentação: Prof. Dr. Lenio Luiz Streck (IHJ)
Convidados:
Dr.ª Ana Lúcia Liberato Tettamanzy (Prof. PPG-Letras/UFRGS)
Dr.ª Melina Girardi Fachin (Prof. Direito/Dom Bosco/PR)

(Capa da edição com ilustrações de Bartolomeu dos Santos)

domingo, 21 de junho de 2015

#cincoanos - Memória da Data - José Saramago - "Il racconto dell'isola sconosciuta" (Leitura de "O Conto da Ilha Desconhecida")

#cincoanos 
Memória da Data - José Saramago 
"Il racconto dell'isola sconosciuta" (Leitura de "O Conto da Ilha Desconhecida")


( Pode ser visualizado e ouvido, aqui

"Il racconto dell'isola sconosciuta"
Einaudi, Torino, 1998, tradução de Paolo Collo e Rita Desti
"O conto da ilha desconhecida" Caminho, edição de 1999

Lettura di Luigi Maria Corsanico

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Livros infantis pelo punho de José Saramago - Imagem Cénica

Dia Internacional do Livro Infantil

... porque todas as crianças devem ser felizes, 
crescer em ambientes socialmente saudáveis, 
com acesso aos cuidados médicos necessários,
disponham de acesso ao sistema de ensino,
devam ser protegidas de todas e quaisquer ameaças,
cuidadas e orientadas em família e junto dos seus pares...
... porque todas as crianças têm direito à construção do seu mundo e das suas fantasias...

Deixemos e proporcionemos que as crianças possam navegar nos rios
e mares do faz de conta, que caminhem pelas montanhas de onde se consegue tocar as nuvens, que construam todas as naves espaciais para poderem viajar para lá do que conhecemos, e só elas sabem onde fica... 

Viva o "Dia Internacional do Livro Infantil"
Viva todas as crianças 



Montagem cénica, com as 3 obras de José Saramago, conjuntamente com um conjunto de bandeiras imaginadas pelo Ódin Santos (8 anos) e alguns pequenos brinquedos...

"A Maior Flor do Mundo" - Caminho 2001 (Ilustrações de João Caertano

"O Silêncio da Água" - Caminho 2011 (Ilustração de Manuel Estrada), conto retirado da obra "Pequenas Memórias de 2006

"O Conto da Ilha Desconhecida" - Caminho 1999 (Ilustração de Bartolomeu dos Santos)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Saramago aborda a temática da "inspiração" - Existe? O que é?

Podemos ser inspirados por algo ou por outrem?
Existe a "inspiração"?
O que é a "inspiração"?


(...) "Sente aqui inspiração (nota: referência a Lanzarote) para escrever como se estivesse em qualquer outro lugar?"
Isso da inspiração para escrever é uma fábula. Se eu tenho de escrever...
Em primeiro lugar há que questionar essa questão da inspiração, O que é a inspiração? Alguma coisa que está fora de nós e que de repente toma conta e nos leva a pintar ou a fazer música? Não, a inspiração existe tanto como no caso, por exemplo, de uma pessoa que está a dizer a outra que a quer muito, a um namorado, a uma namorada, e que de repente tem uma frase que está bem, que é bonita. Se se quer chamar a isso inspiração, pois, sim, chama-se, mas não adianta muito. Aquilo que nós temos para dizer está diante da nossa cabeça, dentro da nossa cabeça, e a comunicação entre o que está dentro, esperando, mais ou menos adormecido, em estado de vigília mas de uma forma reservada, está à espera que nos apercebamos de que está ali... É nesse jogo entre o consciente e, ponhamos as coisas assim, o inconsciente, que pode haver algo a que poderíamos chamar, que podemos chamar e continuamos a chamar a inspiração. Eu tenho uma tese que é a existência de dois pensamentos na cabeça de cada um de nós. Um pensamento consciente, que é aquele que nós mais ou menos acompanhamos e desenvolvemos. E a par disso, um outro consciente subterrâneo, que trabalha por sua conta. E às vezes acontece que o efeito desse trabalho subterrâneo pode, de repente, subir à superfície. E nós damo-nos conta, sem esperar, de algo que não estávamos a elaborar mas que uma parte de nós estava. Quer dizer, isto de fundamento científico não tem nada, mas é só para me ajudar a entender que isso a que nós chamamos a inspiração, segundo esta tese, não é mais que o afloramento de algo do pensamento subterrâneo ao pensamento superficial." (...)

em, "Uma longa viagem com José Saramago"
de João Céu e Silva
Porto Editora, páginas 245 a 246

O tanto que José Saramago inspira os homens e mulheres, a criarem e a serem críticos e inquietos. Pelo mundo fora, chegam exemplos de inspiração "Saramaguiana".

Cartaz promocional 
Peça de teatro inspirada em obra de José Saramago "O Conto da Ilha Desconhecida", 
nas celebrações do Dia de Portugal na Venezuela (27 de Maio de 2012)

O Diário de Notícias (29/05/2012), deu destaque ao evento, que pode ser consultado,

"Aproximadamente 200 pessoas assistiram, em Caracas, à peça "O Conta da Ilha Desconhecida", inspirada numa obra com o mesmo nome, de José Saramago e que marcou o início das celebrações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
O evento, de entrada livre, contou com a presença de diplomatas, personalidades da cultura e estudantes, entre outros. Foi organizado pela Embaixada de Portugal, em parceria com a Escola de Idiomas Modernos da Universidade Central da Venezuela.
A representação bilingue da peça esteve a cargo da Fundação Cultural Luso-Venezuelana Camões e do Grupo de Teatro "TKNELA".
A peça é uma adaptação da obra "O conto da ilha desconhecida", escrito por José Saramago e editado em 1998, que recorrendo a uma atmosfera de conto de fadas aborda o conflito básico da existência humana."

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

"O conto da Ilha Desconhecida" ou a arte de nos encontrarmos

"O conto da Ilha Desconhecida"

(ilustração de Bartolomeu dos Santos)

... um rei que não gostava de ser incomodado
... um reino muito burocrata
... o homem que queria um barco
... a mulher da limpeza que tudo decidia
... a porta dos obséquios e a das decisões
... o sonho
... o amor

"Que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não saímos de nós,
Se não saímos de nós próprios, queres tu dizer..."
(em, "O conto da Ilha Desconhecida, Caminho - 4.ª edição, pág 31)