Perguntam-me não raras vezes:
- "Qual o livro de José Saramago que mais gostaste de ler?"
A resposta que pode ser dada a cada momento:
- "Impossível de dizer... não sei responder, não seria justo para com outros (livros) não nomeados. Mas uma coisa sempre soube. Uma obra de Saramago, enquanto "pseudo ser vivo" ou com "gente dentro" tem que me raptar, prender-me, não me deixar sair de dentro das suas páginas. Fazer de mim um refém, e só me libertar no final da leitura... mesmo ao chegar à última página. Aí, o "Eu" leitor que se mantém refém, liberta-se da "gente que a obra transporta dentro" e segue o seu caminho.
Mas segue um caminho que se faz caminhando, conjuntamente com mais uma família"

Rui Santos
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sábado, 23 de janeiro de 2016

Estudo escultórico inspirado no livro de José Saramago "O Ano de 1993" por Nuno Mendanha

Pode ser visualizado via Youtube, aqui 

"Estudo escultórico inspirado no livro de José Saramago"O Ano de 1993".

"Escultura de Cláudio Alves, João Filipe e Nuno Mendanha. Portugal 2010"

"Escultura é uma arte que representa imagens plásticas em relevo total ou parcial. Existem várias técnicas de trabalhar os materiais, como a cinzelação, a fundição, a moldagem ou a aglomeração de partículas para a criação de um objeto.

Vários materiais se prestam a esta arte, uns mais perenes como o bronze ou o mármore, outros mais fáceis de trabalhar, como a argila, a cera ou a madeira.

Embora possam ser utilizadas para representar qualquer coisa, ou até coisa nenhuma, tradicionalmente o objetivo maior foi sempre representar o corpo humano, ou a divindade antropomórfica. É considerada a quarta das artes clássicas.Através da maior parte da história, permaneceram as obras dos artistas que utilizaram-se dos materiais mais perenes e duráveis possíveis como a pedra (mármore, pedra calcária, granito) ou metais (bronze, ouro, prata). Ou que usavam técnicas para melhorar a durabilidade de certos materiais (argila, terracota) ou que empregaram os materiais de origem orgânica mais nobres possíveis (madeiras duráveis como ébano, jacarandá, materiais como marfim ou âmbar). Mas de um modo geral, embora se possa esculpir em quase tudo que consiga manter por pelo menos algumas horas a forma idealizada (manteiga, gelo, cera, gesso, areia molhada), essas obras efêmeras não podem ser apreciadas por um público que não seja coevo.
A escolha de um material normalmente implica na técnica a se utilizar. A cinzelação, quando de um bloco de material se retira o que excede a figura utilizando ferramentas de corte próprias, para pedra ou madeira; a modelagem, quando se agrega material plástico até conseguir o efeito desejado, para cera ou argila; a fundição, quando se verte metal quente em um molde feito com outros materiais.

Modernamente, novas técnicas, como dobra e solda de chapas metálicas, moldagens com resinas, betão armado ou plásticos, ou mesmo a utilização da luz coerente para dar uma sensação de tridimensionalidade, tem sido tentadas e só o tempo dirá quais serão perenes.

Através do tempo, algumas formas especificas de esculturas formas mais utilizadas que outras: O busto, espécie de retrato do poderoso da época; a estátua eqüestre, tipicamente mostrando um poderoso senhor em seu cavalo; Fontes de água, especialmente em Roma, para coroar seus fabulosos aquedutos e onde a água corrente tinha um papel a representar; estátua, representando uma pessoa ou um deus em forma antropomórfica; Alto ou Baixo-relevo, o modo de ilustrar uma história em pedra ou metal ; mobiliário, normalmente utilizado em jardins.A Grécia clássica é com certeza o berço ocidental da arte de esculpir, desde seus primeiros artefatos a partir do século X a.C., em mármore ou bronze, até o apogeu da era de Péricles (século V a.C.), com as esculturas da Acrópole de Atenas Foi também quando alguns escultores começaram a receber reconhecimento individual, como Fídias. Produziu obras impares,como a Vitória de Samotrácia, os mármores de Elgin ou a Vénus de Milo.

A partir dos gregos, os romanos, depois de um começo na tradição etrusca, abraçaram a cultura clássica e continuaram a produzir esculturas até o fim do império, numa escala monumental e numa quantidade impressionante, espalhando principalmente o trabalho em mármore por todo o império.

Após o fim do império e a idade das trevas, onde pouco se fez, tivemos algumas esculturas góticas (séculos 12 e13), basicamente como decoração de igrejas, como a porta da catedral de Chartres, arte fúnebre com suas tumbas elaboradas e as famosas gárgulas. Tudo pareceu culminar no Renascimento, com mestres como Donatello e seu Davi em bronze, a estátua eqüestre do Gattamelata ou suas inúmeras esculturas em mármore, abrindo caminho para a obra maior de Michelangelo, com seu magnífico David em mármore, a Pietá, ou Moisés. Provavelmente o David de Florença seja a escultura mais famosa do mundo desde que foi revelada em 8 de setembro de 1504. É um exemplo do contrapposto, estilo de posicionar figuras humanas.

Quando Benvenuto Cellini criou um saleiro em ouro e ébano em 1540, mostrando Netuno e Anfitrite em formas alongadas e posições desconfortáveis, transformou o Naturalismo e criou a obra maior do Maneirismo que em sua forma mais exagerada virou o Barroco, que acrescenta elementos exteriores, como efeitos de iluminação. Bernini foi sem duvida o mais importante escultor desse período, com obras como O Êxtase de Santa Teresa.

Após os excessos do Barroco, o Neoclassicismo é uma volta ao modelo helenista clássico, antes dos anos confusos do Modernismo, que teve a magnífica obra em bronze do francês Auguste Rodin e seu O Pensador, e depois enterrou a tradição clássica com o Cubismo, o Futurismo, o Minimalismo, as Instalações e a Pop Art."

sábado, 27 de dezembro de 2014

Escultura de César Molina em homenagem a José Saramago - Pontedera, Itália (XIX Festival Sete Sóis Sete Luas)


Escultura do andaluz César Molina, em homenagem a José Saramago
Pontedera, Itália (XIX Festival Sete Sóis Sete Luas)


Reportagem do jornal Público, em

"A inauguração de uma passarola em Pontedera (Itália,) em homenagem a José Saramago, presidente honorário do Festival Sete Sóis Sete Luas, constitui um dos pontos altos da XIX edição do certame, que começa na quarta-feira, em Lisboa.
A iniciativa foi hoje anunciada em Lisboa pelo director do festival, Marco Abbondanza, numa conferência de imprensa para apresentação do certame, cuja abertura decorre na quarta-feira com um concerto da cantora italiana Pietra Montecorvino, a realizar no Instituto Italiano de Cultura.

Em declarações à Lusa, Marco Abbondanza acrescentou que a inauguração do monumento, do escultor andaluz César Molina, - que qualificou como “um símbolo iluminista à semelhança de Saramago que mostrou que podemos construir o nosso próprio destino” - está marcado para 16 de Julho frente ao Centrum Sete Sóis Sete Luas em Pontedera, uma comuna italiana da região da Toscana, na província de Pisa. 
“Ao longo dos mais de 20 anos de relacionamento que manteve connosco, José Saramago deu-nos uma lição de vida e foi a primeira pessoa a aderir a este festival, um certame que pretende dar ênfase às manifestações artísticas e culturais mediterrânicas e dos países lusófonos”, afirmou. 
O monumento fica situado no pátio do Centrum, numa praça que em 2012, por ocasião da 20ª edição do festival, passará a chamar-se “Piazza José Saramago”, acrescentou o director do festival. 

À inauguração do monumento sucede a estreia em Itália do documentário “José e Pilar”, de Miguel Gonçalves Mendes, que será exibido em todas as localidades italianas que aderem à rede do festival Sete Sóis Sete Luas, incluindo na casa do embaixador português em Roma, numa iniciativa que conta com o apoio do Instituto Camões. 
A rede do festival integra 25 cidades de 10 países da bacia do Mediterrâneo e mundo lusófono (Cabo Verde, Croácia, Espanha, França, Grécia, Israel, Itália, Marrocos, Portugal e Brasil). 
Capri (Itália) e Ceuta (Espanha) são duas das novas cidades que este ano aderiram ao Sete Sóis Sete Luas, enquanto Vila Real e Azinhaga do Ribatejo - terra natal de Saramago - não participam nesta edição do festival devido a cortes financeiros, explicou à Lusa Marco Abbondanza. 
Ponte de Sor, Alfândega da Fé, Reguengos de Monsaraz, Castro Verde, Odemira e Oeiras são as localidades portuguesas onde decorrerá o festival, sendo nesta última vila que decorre a maioria dos concertos de música que, este ano, terão entradas pagas pela primeira vez devido às dificuldades financeiras que as autarquias atravessam, acrescentou o director do certame. 
Sebastião Antunes (Itália e Cabo Verde), Ronda dos Quatro Caminhos (França) Galandum Galundaina (Ceuta), José Barros na voz e direcção da 7Sóis, Med.Kriol.Orkestra (que actuará em todas as cidades italianas aderentes) e Pedro Mestre (viola campaniça) que actuará na Croácia, França e em Espanha são os artistas portugueses que participam na edição deste ano do festival. 
Já em Portugal far-se-ão ouvir artistas como os Tenores de Neoneli (Sardenha), os grupos espanhóis Toma Castaña, Orkestra Chekara Flamenca, Zoobazar, Dos Orillas e Sinetiketa, os italianos Tinturia e Flokabbestia, o croata Franko Krajkar e a israleita Esta."

(a incansável disponibilidade de Pilar del Río) 


Link da Antena1 com referência à reportagem do "Festival 7 Sóis, 7 Luas - 2011" http://www.rtp.pt/antena1/?t=Apoio-A1-Festival-7-Sois-7-Luas-2011.rtp&article=3840&visual=10&tm=11&headline=14

"A inauguração de um monumento em Pontedera, Itália, em homenagem ao escritor José Saramago, constitui um dos pontos altos do XIX Festival Sete Sóis Sete Luas, anunciou, ontem, em Lisboa, em conferência de imprensa, o seu director. Marco Abbondanza disse que a inauguração do monumento – “um símbolo iluminista, à semelhança de Saramago, que mostrou que podemos construir o nosso próprio destino” –, do escultor andaluz César Molina, é no dia 16 de Julho. “Ao longo dos mais de 20 anos de relacionamento que manteve connosco, José Saramago deu-nos uma lição de vida e foi a primeira pessoa a aderir a este festival, que pretende dar ênfase às manifestações artísticas e culturais mediterrânicas e dos países lusófonos”, frisou o responsável. O monumento fica no pátio do Centrum, numa praça que, em 2012, por ocasião da 20ª edição do festival, passa a chamar-se “Piazza José Saramago”, referiu. À inauguração do monumento sucede à estreia, em Itália, do documentário “José e Pilar”, da autoria do cineasta Miguel Gonçalves Mendes, que vai ser apresentado em todas as localidades italianas que aderiram à rede do festival Sete Sóis Sete Luas. A rede do festival é constituída por 25 cidades de dez países da bacia do Mediterrâneo e por Cabo Verde, Croácia, Espanha, França, Grécia, Israel, Itália, Marrocos, Portugal e Brasil. Capri, Itália, e Ceuta, Espanha, são duas das novas cidades que aderiram, este ano, ao festival Sete Sóis Sete Luas, enquanto Vila Real e Azinhaga do Ribatejo – terra natal de Saramago – não participam devido a cortes financeiros, disse Marco Abbondanza."
(Notícia do site Jornal de Angola, 28 de Junho de 2011)

Link do site oficial do Festival, em http://www.festival7sois.eu/pt-pt/